segunda-feira, 13 de junho de 2011

Musculação: exagero e obesidade aproxima artrose dos jovens


Doença antes era associada quase que exclusivamente à terceira idade.

Um carro quando é usado exageradamente dá muitos problemas. Deixar o veículo na garagem e não usar nunca é ainda pior”, diz um dos maiores ortopedistas brasileiros, o médico René Abdalla, para explicar os motivos da cartilagem dos jovens estar muito mais frágil hoje do que no passado, condição inicial para desencadear a artrose, uma doença degenerativa.

A musculação com muito peso, a corrida sem descanso, os esportes competitivos dividem a “culpa” com obesidade e sedentarismo para a população com menos de 30 anos procurar os ortopedistas e descobrir problemas nos joelhos, quadris e tornozelos, as partes do corpo mais afetadas pela artrose.


O sintoma principal da doença é a dor e a limitação de movimentos. Quando a cartilagem fica muito gasta, o osso é prejudicado e, em estágio avançado, as consequências são irreversíveis.

“É uma tendência atual observar pacientes mais jovens com problemas e, em alguns casos, diagnosticamos artrose, doença antes mais associada à terceira idade”, confirma o problema Leonardo Rocha, chefe do Centro de Trauma Ortopédico do Instituto Nacional de Ortopedia e Traumatologia (Into), ligado ao Ministério da Saúde.

O professor e cirurgião especializado em joelhos da Faculdade de Medicina da Santa Casa, Ricardo Cury, acrescenta: ao mesmo em que o início cada vez mais precoce de atividades esportivas aumenta as lesões nesta faixa etária, a sobrecarga nos membros inferiores pode ser trazida exclusivamente pelos quilos extras revelados pela balança. “A obesidade castiga demais as pernas e os pés.”

Prevenção

Para quem está acima do peso, emagrecer é fundamental, mas não condição exclusiva para evitar a artrose. “Quem conviveu durante muito tempo com a obesidade, tem a cartilagem prejudicada, situação que permanece após o emagrecimento. É preciso uma ajuda especializada e com treinos específicos para o fortalecimento das articulações”, explica o médico Abdalla, que coordena o Centro de Joelho do Hospital do Coração.

Os magros já adeptos dos exercícios e da musculação, informa o ortopedista Rocha, passam por um processo natural de desgaste da cartilagem e o alongamento prévio antes das atividades também não é vacina totalmente protetora contra artrose, ruptura de ligamentos ou inflamações nos tendões.

“O alongamento serve para preparar a musculatura para o exercício, mas não minimiza o desgaste. A orientação especializada para os treinos é o que protege mais”, diz o médico do Into.

Os especialistas orientam ainda que o descanso da musculatura é essencial para evitar problemas. Outra dica é não colocar muito peso nos aparelhos, em especial se isso for feito por conta própria.

“Para os homens e mulheres que querem pernas muito torneadas – o famoso pernão, característica atual das musas – a orientação é buscar ajuda com nutricionistas”, diz René Abdalla.

“É possível definir os músculos sem recorrer às cargas muito pesadas da musculação com auxílio de alimentação focada no aumento da massa muscular, por exemplo”, completa.

Anabolizante não!

Os jovens que querem deixar distantes a artrose e o reumatismo – outro problema que não é típico só de idosos –, além de maneirar os exercícios, não podem recorrer a artifícios perigosos como os anabolizantes ou suplementos sem indicação especializada. Estes produtos afetam diretamente o coração, sendo o ponto de partida de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC).

fonte: enews.com.br

Entrevista: ''O PT não surgiu nos gabinetes de Executivo e Legislativo"

Leia entrevista de Olívio Dutra ao Jornal do Comércio, na semana em que o ex-governador e ex-presidente do PT gaúcho completa 70 anos. Olívio foi aclamado presidente de honra do partido no estado pelo Diretório Estadual. Aqui ele fala de PT, governos Tarso e Dilma e de sua trajetória política, relatando episódios de sua formação no sindicato, na Igreja e no movimento estudantil.
Publicado pelo Jornal do Comércio de 6 de junho de 2011.
Entrevista concedida aos repórteres Ana Paula Aprato e Guilherme Kolling.
Jornal do Comércio - Como o senhor avalia o surgimento do PT e o partido hoje?
Olívio Dutra - No final da década de 1970 foi surgindo a ideia de um partido ligado ao movimento sindical. Não só da classe operária, mas da classe trabalhadora. Também como uma crítica aos partidos tradicionais. Essa foi a ideia do Partido dos Trabalhadores. Por isso digo hoje: o PT não é um partido que surgiu de cima para baixo, dentro de gabinetes do Legislativo e do Executivo. O PT veio de baixo para cima, é um partido que surgiu de uma parte considerável dos movimentos sociais, na luta contra a ditadura militar, na luta por condições de vida digna para a população trabalhadora e uma partilha justa das riquezas do País. O PT não pode, de repente, passar a ser um partido da acomodação, da conciliação permanente, que aceita o jogo político do toma lá, dá cá.
JC - Mas chegou ao poder...
Olívio - O PT foi conquistando espaços na institucionalidade - o que é importante, pleiteamos a democracia. Mas não meramente a democracia formal; tem que estar enraizada na prática, para qualificar a vida das pessoas. O PT não pode ser um partido, digamos, que perca a sua rebeldia.
JC - E é possível isso estando nos governos?
Olívio - É essa a questão. Por isso, o PT tem que ter instâncias que possibilitem um debate constante sobre as consequências de um partido que surge não dos gabinetes, de repente, ter que estar ocupando os gabinetes legislativos e executivos. É preciso discutir no que isso resulta.
JC - Em que aspecto?
Olívio - O governo do presidente Lula (PT), nos seus dois mandatos, e agora o governo da presidente Dilma, o Tarso aqui no Rio Grande do Sul, isso representa uma nova conjuntura, que se abriu por conta da conquista popular, democrática. Mas o Estado brasileiro ainda está com a sua formatação, que o faz funcionar muito bem para poucos. Ou não funcionar para muitos. Então, apesar de tudo o que pôde ser feito no governo Lula, nos nossos governos aqui no Rio Grande - me orgulho de ter sido governador -, ainda assim tem estruturas que não foram mexidas.
JC – Quais?
Olívio - O fato de Lula ter incluído milhões de brasileiros em uma renda melhor, condições de vida, salário e educação melhores, ter tido uma relação política aberta, uma política externa soberana, sem arrogância, mas afirmativa... Tudo isso são conquistas que não podemos perder. Mas isso é pouco diante de uma realidade que coloca, por exemplo, 16 milhões de brasileiros vivendo com uma renda diária de R$ 2,30. Eu voltei à universidade e pego dois ônibus para ir e dois para voltar da Ufrgs. Isso dá um gasto de R$ 10,80. Então, imagina uma pessoa sustentar a sua família com R$ 2,30? E são 16 milhões de brasileiros nessa situação. O governo deve trabalhar para a maioria da população. Tem um domínio aristocrático que controla a máquina brasileira há 510 anos. Em qualquer mandato que o PT exercer tem que estar a semente da transformação, e não da acomodação. Essa é a grande questão para o nosso partido.
JC - Qual é a sua avaliação dos governos Dilma e Tarso?
Olívio - São governos que tocam adiante um esforço. O governador Tarso está indo bem. Dilma também. Mas tem a conjuntura... Precisamos de reformas como a agrária, que não se conseguiu fazer avançar. E o acesso à terra, de forma democratizada, é fundamental para o desenvolvimento econômico e social do País. Precisamos da reforma político-partidária, em que partidos tenham posições ideológicas claras e que não sejam balcões de negócio. E o Estado brasileiro não é propriedade do governante, deste ou daquele partido que está exercendo o poder. Nem de grupos econômicos poderosos. O Estado tem que ser democratizado e estar sob controle público.
JC - A conjuntura atual é mais favorável a isso?
Olívio - Bem mais favorável. Até porque o discurso do Estado mínimo, dos neoliberais, está desgastado por conta da crise financeira internacional. Os países do capitalismo central tiveram que recorrer ao socorro do Estado. E é a sociedade que tem que controlar o Estado e não o contrário. Um partido sério, quando exerce governos ou mandatos, deve buscar avançar nisso. O PT é o maior partido do campo democrático-popular, a esquerda brasileira, mas não o único. Há partidos de origem mais antiga e também franjas em outros partidos de centro-esquerda, que não são cabresteadas pelos figurões dessas legendas. Então, há a possibilidade de uma discussão qualificada de como esse campo pode se alternar em cabeças de chapa para disputas locais.
JC - Isso vale para 2012?
Olívio - Sou a favor da alternância, para esse campo formar - através da boa discussão em cima de temas como o papel do Estado - o desenvolvimento, a ideia de que a política é a construção do bem comum através do protagonismo das pessoas, que devem ser sujeito e não objeto da política. São ideias fundamentais para a gente encarar as próximas eleições.
JC - Tarso formou uma boa base (PT, PSB, PCdoB, PDT, PTB, PRB e PR). Essa coalizão é o principal mérito do governador?
Olívio - Acho que isso não é mérito pessoal, é uma conjuntura que vai desabrochando. E tem riscos. O governo Lula, com sua composição, não conseguiu fazer a reforma política nem a tributária, nem a reforma agrária nem a urbana. Um governo de composição ampla acaba não podendo fazer e empurra adiante. Tem um conforto, mas ao mesmo tempo engessa. É uma contradição permanente. A questão da governabilidade tem também coisas que não se pode fazer. Mas não se pode conformar com o pragmatismo político...
JC - A propósito de ideais na política, como foi seu início?
Olívio - Meu pai, carpinteiro, criou cinco filhos. Então, a consciência de que existe uma realidade a ser transformada vem de muito tempo. Jovem, militei na Igreja Católica. Tinha uns 15, 16 anos. A gente discutia a questão da desigualdade, da solidariedade, da caridade, do trabalho voluntário. Daí, vim a Porto Alegre com 18 anos incompletos, consegui vaga para trabalhar, mas faltou a carteira de reservista. Então, tive que voltar a São Luiz Gonzaga. E prestei lá o serviço militar.
JC - Teve atuação no movimento estudantil?
Olívio - Cheguei a ser presidente da União Saoluizense de Estudantes. Era uma entidade em que estudantes de famílias abonadas promoviam festas, bailes... Montamos uma chapa para discutir a ausência de escola pública depois do Ginásio. Ganhamos a eleição. Tinha 16 ou 17 anos. Na Igreja, havia uma campanha nacional por educandários gratuitos. E fiz parte do movimento em São Luiz Gonzaga, por uma escola pública de 2º Grau (Ensino Médio).
JC - E a vida sindical?
Olívio - Em 1961, fiz concurso para o Banrisul. Tinha 19 jovens disputando a vaga de contínuo... Entrei, fiquei três anos na função e fiz concurso interno para ser escriturário. Participei da minha primeira greve em 1962. Não tinha sindicato em São Luiz Gonzaga, mas foram até lá. Como fazia o trabalho de rua, fiquei encarregado de reunir o povo na Casa Rural. E se decidiu que os bancários de São Luiz Gonzaga entrariam em greve. Era uma luta salarial. Mas no segundo dia a greve acabou. E fiquei me perguntando: para entrar em greve teve reunião. Agora, para sair, ninguém nos consultou.
JC - E como o senhor veio para Porto Alegre?
Olívio- Eu continuava no movimento para ter aquela escola. Mas o clima político estava se fechando por conta da ditadura. O prefeito era primo do Jango, mas militava na Arena. E, uma vez que a escola fosse instalada, nós, os jovens, queríamos que a direção fosse eleita. Tive a petulância de escrever essas coisas no jornal. O prefeito não gostou e toda a estrutura de poder local funcionou para que eu fosse transferido ou perdesse o emprego. Mas eu era funcionário concursado do banco. Então, fui transferido para Porto Alegre.
JC - Por querer eleições...
Olívio - Meus pais eram eleitores do PTB, tinham retrato do Getúlio. Mas um tio, irmão da minha mãe, dizia: “Olha, tem muito rico no PTB também. Temos que pensar com a nossa cabeça para não ser massa de manobra.” Esse tio, Pedro Beis, em 1954 - Getúlio em crise, iria se suicidar em seguida - foi pego numa madrugada colando cartazes com críticas que só quem fazia era o Partidão (Partido Comunista Brasileiro). E foi preso. Aí, nos revezamos mandando uma viandinha para o tio Pedro na cadeia. Eu tinha 13 anos, fui em várias ocasiões. Até que ele foi solto graças a um advogado do Partidão. Com a pecha de comunista numa cidadezinha, meu tio veio a Porto Alegre.
JC - Também a contragosto.
Olívio - Conto essa história porque em 1979 fui preso na nossa greve dos bancários, fiquei 14 dias na Polícia Federal. E um dia chegou uma visita: Pedro Beis. Fazia muito tempo que eu não via o tio Pedro. Cheguei na salinha e lá estava ele com uma carteirinha de cigarro. E disse: “Olha, meu sobrinho, vim aqui retribuir porque, quando eu estive preso 25 anos atrás, tu me levavas uma viandinha lá na cadeia.” E eu: “Muito obrigado, tio Pedro. O caso é que eu não fumo. Mas fico muito grato pelo gesto”.
JC - E o seu ingresso no Sindicato dos Bancários?
Olívio - Cheguei em 1970, me colocaram na agência mais periférica de Porto Alegre na avenida Francisco Trein com a Assis Brasil. E logo me filiei ao sindicato. Era temerário, tinha dois bancários presos pelo regime. Fizemos reuniões e um texto que denunciava a situação. Ninguém assinou, claro. Queríamos que a categoria soubesse...
JC - Foi uma iniciativa sua?
Olívio - Não. Isso foi o pessoal ligado às áreas de base da Igreja, de movimentos para proteger as pessoas perseguidas. Fizemos o texto e mandamos para todas as agências de banco. Lembro da chegada desse envelope na agência onde eu estava. O gerente me chamou. “Tem um problema aí com uns bancários. Tu és o cara que vai no sindicato, traz as informações” - o sindicato tinha um departamento odontológico e eu divulgava o serviço. “Então, Olívio, acho meio perigoso isso aí. Mas dá um jeito.” Bom, entreguei aos colegas. A informação circulou. Até que um dia chegou lá na agência o presidente do sindicato. E começou a me explicar a situação daqueles dois bancários. O sindicato tinha colocado advogado, mas os órgãos de repressão estavam em cima.
JC - E o ingresso na direção?
Olívio - Outra vez o presidente veio à agência. “Tu tem ido nas assembleias e estão esvaziadas.” E me propôs que eu fosse para a executiva. Mas eu tinha feito vestibular para a Ufrgs. “Não quero dar o meu nome e depois não poder dar conta das reivindicações.” Aí, fiquei na quarta suplência. Quase no final desse mandato, quatro diretores deixaram de ser bancários. E fui convocado em 1974. Na divulgação, começamos a trabalhar com o pessoal da Coojornal; Santiago e Edgar Vasquez faziam charges. E a luta por liberdade e autonomia sindical nos possibilitou a relação com outras categorias. Em 1975, teve eleições e fui colocado na cabeça da chapa. Conheci o Lula nessa época. Fui reeleito no sindicato em 1978, e depois, cassado em 1979, na nossa greve dos bancários, a primeira grande greve de uma categoria do Rio Grande.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Copa Master de Futebol de Campo: inscrições abertas

máster

infantil

Tarauacá sempre revelou bons atletas para o Acre. Bons atletas surgem das peladas de rua, do campinho de barro e dos torneios nos bairros, sejam eles em quadra, praia ou campo.

A intimidade com a bola deve ser constante e objetivo: aprimorar a técnica, a habilidade e o drible. Era assim e foi assim que aprendi jogar futebol. Era uma bola de balata, meu irmão Jâmisson, eu de um lado, ele do outro. Foi assim no quintal de casa, na rua, na praia do Rio Tarauacá e Murú.

O tempo passa, os objetivos mudam. No entanto, o futebol nos ensina muitas coisas, é jogado em equipe, existe disciplina, táticas e metas, nos ensina a ganhar e perder. Pelas alegrias, emoções, pelo o que o esporte me proporcionou, me sinto na responsabilidade de promover algo que ajude e incentive o esporte de Tarauacá. O ideal é formação de atletas, não jogadores.

Pelas razões supracitadas, estou realizando duas Copas de Futebol em Tarauacá que envolverá duas gerações, quais sejam:

- 01 Copa de Futebol Máster - duração 15 dias
- 01 Copa de Futebol Infantil - duração 30 dias

Nos próximos 30 dias teremos o início das obras de reestruturação do Estádio de Futebol de Tarauacá. Edmilson Jansen, Presidente da Liga Tarauacá de Futebol, está em Rio Branco, fará o acompanhemtno da licitação que acontecerá nesta 4ª feira, dia 8 de junho. Valor a ser licitado, um milhão de reais.

Local das Copas: Estádio de Futebol, o Naborzão
Inscrições: Josman Neri - 9984-2235
Prazo inscrições: 7 a 15 de junho/2011
  

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Alcoolismo: o que é?

O alcoolismo é o conjunto de problemas relacionados ao consumo excessivo e prolongado do álcool; é entendido como o vício de ingestão excessiva e regular de bebidas alcoólicas, e todas as consequências decorrentes.

O alcoolismo é, portanto, um conjunto de diagnósticos. Dentro do alcoolismo existe a dependência, a abstinência, o abuso (uso excessivo, porém não continuado), intoxicação por álcool (embriaguez). Síndromes amnéstica (perdas restritas de memória), demencial, alucinatória, delirante, de humor. Distúrbios de ansiedade, sexuais, do sono e distúrbios inespecíficos. Por fim o delirium tremens, que pode ser fatal.

Assim o alcoolismo é um termo genérico que indica algum problema, mas medicamente para maior precisão, é necessário apontar qual ou quais distúrbios estão presentes, pois geralmente há mais de um.

O alcoolismo destrói o homem


O alcoolismo e algo que a cada dia faz mais vitimas, segundo os dados do ministério da saúde de 10% a 15% da população mundial são dependentes do álcool. O maior problema do alcoolismo e que a pessoa não assume a sua dependência, muitas vezes o alcoólatra perde todo família, amigos, emprego ele chega ao fim do poço.

Nesse ponto a única coisa que  o faz feliz é a bebida, o álcool muitas vezes chega como uma brincadeira, beber socialmente e derrepente quando a pessoa se dá conta está sendo escravizado pela bebida.
Quando uma pessoa se torna dependente do álcool ela já não consegue ficar sem o álcool, pois não se sente bem, sem ele e os sintomas de sua dependência são físicos como: mãos trêmulas, um nervosismo excessivo e ansiedade. A pessoa não encara mais nada na vida sem o álcool.
O tratamento normalmente e realizado em cinco etapas
1. A abstinência: conseguir ficar sem ingerir a bebida;
2. O apoio: familiar e de amigos;
3. O laser: procurar uma distração, esporte, religião ou cultura;
4. O trabalho: funciona também como uma terapia ocupacional;
5. A saúde: cuidar da saúde, pois o alcoolismo e algo que prejudica pulmões, coração, fígado.
No tratamento o doente é quem deve dar o primeiro passo, a família deve apoiar e acompanhar o tratamento.
O alcoólatra deve todos os dias se cuidar para não dar o primeiro gole, ele deve entender que a abstinência e possível e que ele em primeiro lugar deve querer ficar sóbrio, e entender que a vida dele e importante. Um dos lugares para se tratar é o AA, alcoólicos anônimos, procure um e se trate.
COMO IDENTIFICAR O ALCOOLISMO

Embora seja pouco provável que beber moderadamente e ocasionalmente entre amigos venha a ser perigoso, o álcool é considerado uma droga, e seus efeitos nocivos tornam-se mais evidentes quando ele é ingerido de modo persistente ou em excesso.
Com o consumo excessivo, o álcool causa alucinações tão terríveis quanto aquelas originadas pelo LSD, pode causar ataques durante a abstinência e, como a heroína, induz ao coma e à morte.
Do ponto de vista médico, o álcool é um sedativo com efeitos tranquilizantes e hipnóticos; portanto, embora a pessoa que beba possa experimentar alguma exaltação a princípio, o álcool mais deprime que estimula o sistema nervoso central.
Por essa razão, pertence à categoria mais perigosa das drogas: aquela com maiores probabilidades de matar por meio de uma overdose (excesso).
O ALCOOL COMO DROGA: O QUE SENTE A PESSOA QUE BEBE

O leve consumo de álcool tende a libertar aquele que bebe de inibições, reduzindo a tensão e a ansiedade. A pessoa, portanto, pode sentir-se relaxada, confiante, eufórica ou inspirada.
Grandes quantidades induzem à excitação, agitação, porém, também a náuseas e vômitos.
O indivíduo que bebe pode sentir-se alerta, tanto mental quanto fisicamente, mas fica confuso, anda de maneira oscilante, torna-se inconveniente e tem dificuldade em falar com clareza.
O QUE OS OUTROS VEEM
O álcool reduz as restrições e a responsabilidade da pessoa. Esses efeitos, no entanto, são, com freqüência, muito mais evidentes para os outros que para aquele que bebe.
Ao beber, a pessoa pode tornar-se impulsiva e fala em excesso, comportando-se de maneira inoportuna, ofensiva ou, às vezes, violenta. Além disso, a capacidade de discernimento e a concentração são progressivamente afetadas, na medida em que o consumo de bebida alcoólica aumenta.
O indivíduo que bebe pode andar cambaleando e ter alguma dificuldade para articular as palavras. Este estado geral alterado pode aumentar os riscos de acidentes.

Praticar exercícios: uma questão de começar


Estar em boa forma não é apenas uma questão estética; acima de tudo é uma terapia para a alma. Portanto, escolha o equilíbrio certo de atividades que se adaptem a seus objetivos pessoais e dedique tempo e esforços que combinem com seu nível atual de condicionamento. Este é o segredo para atingir uma saúde perfeita.
A melhor forma de iniciar um programa de condicionamento físico é escolher um exercício do qual você goste e que se encaixe na sua rotina diária. Ir ao shopping de bicicleta ao invés de pegar o carro, subir as escadas ao invés de tomar o elevador, ir andando à padaria, etc. são maneiras simples de melhorar a forma física.
É importante que você não tente entrar em forma muito rapidamente: seu corpo precisa de um certo tempo para se adaptar à nova rotina. Não tenha pressa, à medida que seu condicionamento for melhorando, você poderá aumentar o tempo e a intensidade dos exercícios.
Outro fator importante é o aquecimento antes e o alongamento (desaquecimento) depois de uma atividade física. Se você não fizer nenhum aquecimento, estará se expondo a dores musculares ou até a lesões mais graves.
Mesmo que você seja portador de alguma doença, poderá iniciar um programa de exercícios, desde que tome as devidas precauções. Consulte seu médico. Ele poderá dizer se um esforço físico maior poderá trazer riscos a você.
Não importa qual seja sua condição, diz o bom senso que o ideal é fazer um check-up de rotina antes de iniciar qualquer programa de exercícios, principalmente se você se enquadrar em algum dos seguintes casos:
* Mais de 60 anos;
* Mais de 35 anos e fora de forma (não faz exercícios físicos a algum tempo);
* Obeso;
* Fumante;
* Hipertensão, doenças cardíacas, diabetes ou outros problemas de saúde;
* Histórico familiar de doenças cardíacas antes do 50 anos.
Conheça suas limitações
Praticar exercícios com segurança também é ser capaz de reconhecer quando você está prejudicando alguma parte do corpo por estar se excedendo nos exercícios.
Nesses casos, lesões sérias, distensões, desmaios e outras reações poderiam ser evitadas se as pessoas soubessem o momento de parar ou diminuir a atividade que estão realizando.

Portanto, veja a tabela abaixo e se tiver algum dos sintomas, tome as providências adequadas a seu caso:


Parte do Corpo
Sintomas de Alerta
O que Fazer?
Coração
Dores no peito, pescoço, mandíbulas e braços; palpitações, intensa falta de ar; tontura, sensação de cabeça oca e de desmaio
Pare imediatamente. Faça um check-up assim que for possível.
Articulações
Dor, rigidez e inchaço.
Diminua a rotina de exercícios e coloque uma palmilha acolchoada no tênis.
Músculos
Dor, desconforto e rigidez após uma sessão de exercícios, que persistem até a sessão seguinte.
Dê um intervalo maior entre as sessões para que os músculos se recuperem. Não exagere nos exercícios de fortalecimento.
Rins
Sangue na urina.
Vá ao médico, que talvez o aconselhe a diminuir o percurso das corridas de distância (por exemplo). Se a urina não voltar ao normal, submeta-se a exames.
Intestinos
Diarréia ou sangue ou muco nas fezes.
Vá ao médico. Se seu treinamento inclui corrida de longa distância, diminua.


 Fonte: Saúde Informações

O que é tabagismo?


O tabagismo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), é classificado como uma dependência química, decorrente do uso de substâncias psicoativas.
Na queima de um cigarro há produção de 4720 substâncias tóxicas. Além das mais conhecidas como a nicotina, alcatrão e monóxido de carbono, há 60 substâncias com atividade cancerígena, metais pesados e substâncias radioativas. Ainda segundo a OMS, o tabagismo é considerado um dos maiores problemas de Saúde Pública da atualidade, sendo responsável por cerca de 5,4 milhões de mortes por ano em todo o mundo – 1 óbito a cada 10 em adultos. A estimativa para o ano de 2020 é de que ocorram 10 milhões de mortes relacionadas ao tabaco, sendo 7 milhões nos países em desenvolvimento.
O consumo do tabaco é responsável por 45% das mortes por doença coronariana, 85% das mortes por patologias respiratórias crônicas e 30% das mortes por câncer, sendo que 90% dos casos de câncer de pulmão ocorrem em fumantes.
O uso do tabaco não causa danos somente à saúde do tabagista, mas também a dos que estão a sua volta. Estudos recentes mostram que não fumantes cronicamente expostos à fumaça do tabaco tem 30% de risco a mais de desenvolver câncer de pulmão e 24 %a mais de desenvolver doenças cardiovasculares do que os não expostos - tabagismo passivo.
Por essa razão, cada vez mais crescem as campanhas de combate ao tabagismo além de outras medidas governamentais tais como a proibição de propagandas de cigarros e a promulgação de leis que restringem o consumo de cigarros em espaços públicos.
POR QUE PARAR DE FUMAR?
Existem mais de 50 doenças relacionadas ao tabagismo que atingem principalmente os aparelhos respiratório, cardiovascular, digestivo e geniturinário.
O tabagismo leva a alteração do paladar e do olfato, a doenças de cavidade oral, como cânceres de lábios e língua, além de alteração da cor dos dentes, dentre outras.
O abandono do tabagismo traz benefícios não só para a saúde e bem estar do fumante, mas também benefícios socioeconômicos e ambientais. Veja a seguir
Benefícios para a saúde e bem estar do tabagista

E mais:
• Fortalecimento da auto-estima;
• Melhora do hálito e do cheiro;
• Melhora da coloração dos dentes e da vitalidade da pele;
• Melhora no desempenho das atividades físicas. Benefícios socioeconômicos:
• Mais recursos para as necessidades básicas;
• Melhora da produtividade. Benefícios ao meio ambiente:
• A cultura do tabaco leva a empobrecimento do solo, uso de pesticidas e fertilizantes;
• Para cada 300 cigarros produzidos, uma árvore é derrubada;
• O filtro do cigarro leva cerca de 100 anos para ser degradado.
COMO ABANDONAR O TABAGISMO
O tabagista deve estar consciente que o abandono do vício não será fácil, devido a sintomas de abstinência, fissura (desejo incontrolável de fumar) e eventual ganho de peso que pode ocorrer devido a maior ingestão de alimentos pela melhora do paladar e do olfato e também pela troca de compulsão - ao invés de levar um cigarro a boca o indivíduo come balas,doces,biscoitos etc.
Com a ajuda de profissionais especializados e de programas de relaxamento e atividade física, bem como dieta equilibrada torna se mais fácil abandonar o tabaco e evitar as recaídas.
O abandono do tabaco pode ser feito das seguintes formas:
• Parada abrupta - com a interrupção de um dia para outro;
• Redução gradual – fuma um número menor de cigarros a cada dia, até chegar o dia que não fumará mais nenhum cigarro;
• Adiamento gradual – adia a primeira hora que fuma o primeiro cigarro, progressivamente, até o dia que não fuma mais nenhum.
A redução e o adiamento gradual não devem levar mais de 2 semanas para o fumante fumar seu último cigarro. Confira aqui dicas para parar de fumar e inicie uma nova etapa em sua vida. Em pouco tempo você sentirá a diferença, pois irá dormir melhor, respirar melhor, sentir melhor o gosto e o cheiro dos alimentos, dentre outras melhorias.
Pulmão de uma pessoa que não fuma e outra que fuma
Não Fumante                    Fumante

DICAS
1. Parar de fumar não é fácil! Portanto, tenha força de vontade e não desista na primeira dificuldade. Seja perseverante! Quando pensar em desistir, lembre dos benefícios do abandono do vício;
2. Defina uma data para parar de fumar; não deixe para depois, estabeleça prazos;
3. Avise seus amigos, colegas de trabalho e familiares sobre sua decisão de parar de fumar. É importante ter o apoio de pessoas próximas nesse momento;
4. Livre-se de maços, isqueiros e outros objetos de fumante;
5. Procure “dar uma pausa” no trabalho, aproveitando para caminhar, em substituição aos momentos que você utilizaria para fumar;
6. A vontade de fumar não dura mais que alguns minutos. Nesses momentos, para ajudar, você poderá chupar gelo, beber água gelada ou comer uma fruta. Mantenha as mãos ocupadas com um elástico, pedaço de papel, rabisque alguma coisa ou manuseie objetos pequenos. Não fique parado - converse com um amigo, faça algo diferente que distraia sua atenção;
7. Escove os dentes imediatamente após as refeições. Esta medida contribuirá para a redução na vontade de fumar;
8. É importante evitar situações “de risco”, como lugares em que pessoas possam estar fumando ao seu redor;
9. Inicie uma atividade física! A prática de exercícios leva à produção de endorfina pelo organismo, uma substância que proporciona sensação de prazer.

Fonte: globo.com