quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Corrida: saiba como começar e manter o ritmo

Perca peso, defina músculos, melhore seu fôlego e faça amigos correndo

A corrida é o esporte mais democrático que existe", explica o professor João Gabriel Santos Souza, da Cia Atlética. Pode ser praticado por pessoas de todas as idades e gêneros. Aprenda como começar, manter o ritmo, e fazer da corrida um hábito viciante.

Primeiro, vamos aos benefícios:

Coração: quem corre melhora a parte cardiovascular, fazendo com que o coração fique mais eficiente, até mesmo em repouso. A corrida também melhora a circulação sanguínea ao fazer vasodilatação. O aumento do calibre dos vasos reduz o esforço do coração. "É como uma mangueira. Quanto mais fina, a bomba tem que fazer mais força para a água passar", explica João Gabriel.

Emagrecer: uma hora de corrida, a 11 quilômetros por hora, queima em média 700 calorias, além de enrijecer a musculatura das pernas.

Fôlego: a corrida melhora a capacidade respiratória. Se você começa a correr e logo fica sem ar, a dica é aumentar o tempo de corrida gradativamente. Se você correu durante 20 minutos nesta semana, tente fazer 22 na semana que vem.

Diabetes tipo 2: quando você pratica exercício, seu músculo capta o açúcar do sangue para fabrica energia . Com isso, você tira açúcar do sangue, sem precisar tomar insulina.

Se você está começando agora, a dica é procurar um especialista. "O principal erro de quem corre é fazê-lo sem o auxílio de um profissional. Você precisa ter conhecimentos básicos de fisiologia e biomecânica para desenvolver uma técnica", explica João Gabriel.

Outro erro, bem comum, é a falta de alongamento. Só a famosa "esticadinha" não funciona. Você precisa ter a cadeia , da nuca até o calcanhar, bem flexível para evitar lesões.

Para ter pique, também é importante consumir um carboidrato de rápida absorção, como uma fruta ou uma barrinha de cereal, antes do exercício. E, claro, não se esqueça de se manter sempre bem hidratada. Uma boa pedida são os isotônicos, que ajudam a repor os carboidratos e sais minerais, e lhe darão mais disposição.

Na hora de correr, preste atenção à postura. Deixe o abdômen levemente contraído, para manter a região lombar no lugar. Mas não exagere. Se você contrair demais a barriga, deixará o corpo tenso, prejudicando o exercício. Atenção também aos pés. Passada eficiente é aquela na qual você não freia. Você aproveita a passada anterior, caindo com o calcanhar.

Agora que você já sabe como correr e quais são os benefícios, entenda por que quem começa a correr para valer não para mais.

Durante o treinamento, você libera endorfina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar. Quem corre sempre acaba ficando dependente dessa substância, um fenômeno conhecido como "runner's high" (barato do corredor). Mesmo depois do treino, as endorfinas permanecem agindo no nosso sistema. Por esse motivo, muitas pessoas chegam a ficar mal-humoradas quando não conseguem correr. É como um vício. Só que saudável.

Para não desanimar, associe-se a um grupo de corrida. Além de fazer novos amigos, você terá o acompanhamento de um profissional. Trace objetivos, como perder 5 quilos, ou correr 10 quilômetros, e não os perca de vista. Assim que chegar a sua meta, trace uma nova, ainda mais ambiciosa.


Fonte: musicaldogol.blogspot.com

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O maior desafio está na política

Por Francisco Rocha da Silva (Rochinha), membro da comissão de ética do PT




O chamado mundo desenvolvido vive um momento de grande turbulência política, econômica e social. A falência do modelo neoliberal levou a situações antes impensáveis, como a quebradeira de países europeus e a possibilidade de os Estados Unidos darem o calote em sua dívida externa. No antes admirável Primeiro Mundo, a crise social, fruto do desemprego em massa, faz surgir revoltas populares ao mesmo tempo em que alimenta movimentos xenófobos de extrema direita.

Já a América Latina, que passou pelos mesmos problemas num passado recente, hoje apresenta outra realidade. Partidos de esquerda assumiram vários governos e romperam com a cartilha neoliberal, reorganizando o Estado e investindo prioritariamente em políticas sociais. Não foi um rompimento tranqüilo, mas os resultados mostram o acerto dessa mudança.
Todos lembram – embora alguns gostem de esquecer – como foram difíceis, no Brasil, os primeiros anos do primeiro mandato do presidente Lula.
Recebemos uma nação quebrada, o desemprego batendo recordes, a inflação, o dólar e os juros disparando, o país sem crédito no exterior, a indústria paralisada, a especulação mandando na economia. A herança maldita dos anos do neoliberalismo também tinha sucateado a máquina pública e limitado a ação do Estado no combate às muitas e históricas carências nacionais.
Superarmos estas e outras dificuldades, ajeitamos a casa, restabelecemos o emprego, valorizamos os salários, combatemos como nunca as desigualdades, criamos oportunidades, fizemos do Brasil um país mais justo e soberano. Também demos início a um inédito ciclo de crescimento com distribuição de renda, mudando radicalmente a base da pirâmide social, e produzimos dezenas de políticas públicas em parceria com movimentos sociais, valorizando e ampliando mecanismos democráticos de debates e deliberações.
Oito anos depois, o país está melhor e tem rumo. Apostando no fortalecimento do Estado, na força de nosso mercado interno e, sobretudo, na inclusão sócio-econômica de milhões de brasileiros, fomos uma das últimas nações a sentir os efeitos da crise econômica mundial e uma das primeiras a nos recuperar.
Não por acaso, Lula deixou o governo com 80% de aprovação e elegeu sua sucessora, a hoje presidenta Dilma Rousseff.
Mas os desafios ainda são enormes. No cenário internacional, a crise parece longe de acabar e ainda pode trazer reflexos indesejáveis.
No plano interno, temos o compromisso de continuar avançando, já que, apesar de tudo o que fizemos, e não foi pouco, ainda há muito a fazer.
Arrisco dizer que nosso maior desafio está na política. Nos últimos anos, aperfeiçoamos a democracia, elegemos um operário presidente da República e hoje temos, pela primeira vez, uma mulher comandando os destinos do país. São vitórias não apenas do PT e da esquerda, mas de toda a sociedade brasileira, que está mais madura, politizada e tolerante. Exemplos claros são as recentes decisões do STF a favor da liberdade de expressão e da união civil entre pessoas do mesmo sexo.
As forças conservadoras tem sofrido muitas derrotas, mas isso não significa que tenham desaparecido. Pelo contrário. Nunca é demais lembrar que no nosso principal adversário na campanha presidencial do ano passado, apoiando-se em valores altamente reacionários e trazendo para o centro da discussão temas que nada tinham a ver com uma disputa de caráter nacional, conseguiu obter 40 milhões de votos.
Nesse início de governo Dilma, enfraquecida, a oposição e seus porta-vozes na mídia mudaram de tática. Agora se valem da intriga, da fofoca e do cinismo para fabricar um falso dissenso entre a presidenta e o PT, estimular rachas na base aliada e opor a figura de Dilma a do ex-presidente Lula. Nessa cruzada, contam, como sempre contaram, com o incessante apoio de setores da imprensa. Os mesmos que fizeram de tudo para que Dilma não fosse eleita, agora tentam convencer a chamada opinião pública de que Lula, o PT e os partidos aliados “atrapalham” o governo, enquanto eles, da oposição, “ajudam”.
Ora, não pode haver dúvida, entre nós, quanto aos objetivos dessa estratégia: num primeiro momento, enfraquecer o PT e desconstruir o governo Lula; depois, voltar-se contra a própria Dilma, preparando o caminho para o retorno da direita ao poder.

Para fazer frente a esse movimento, o PT e o governo tem diante de si tarefas que considero urgentes, já que o primeiro grande embate se dará nas eleições municipais do ano que vem.
O governo tem projetos e propostas para o país, está claramente avançado sobre as bases deixadas por Lula. Mas só a boa gestão não basta. Junto devem vir a política e a eficiência da comunicação com as massas. Nesse ponto, é fundamental encarar o tema da democratização das comunicações, trabalhando para garantir a diversidade de opinião e o fim dos monopólios informativos. A reforma política é outra bandeira que não pode sair da pauta. O fortalecimento dos partidos, a formação de maiorias parlamentares programáticas e a diminuição da influência do poder econômico na política, entre outras mudanças, são fundamentais para que o país avance mais rapidamente em vários setores.
Ao PT, principal partido de sustentação do governo e do próprio projeto, não cabe apenas a obrigação de manter-se unido e coeso. Neste momento em que retomamos nossa pauta política, temos de formular estratégias que dêem conta da nova realidade social brasileira – reforçando nossos vínculos históricos com os movimentos populares, de um lado, e elaborando políticas para as classes médias emergentes, de outro.
Agora setembro, no nosso 4º Congresso Extraordinário, iremos concluir o importante processo de reforma do Estatuto partidário – cujo resultado, em linhas gerais, será o fortalecimento da democracia petista e a criação de mecanismos que reduzam, entre nós, a ocorrência de personalismos, de desvios éticos e outros vícios da política partidária brasileira.
Para além disso, precisamos também melhorar nossa comunicação interna e com a sociedade. Hoje, muitas vezes, os gabinetes parlamentares tem mais estrutura, mais capacidade e mais eficiência, na comunicação, do que os diretórios municipais e estaduais do PT. Não defendo o enfraquecimento dos mandatos em benefício do partido, mas sim que as ações dos mandatos sejam também instrumento para fortalecer o PT. Mandatos passam; o partido permanece. É preciso ter a clareza de que, sem o apoio do partido, todas as posições, mais cedo ou mais tarde, saem enfraquecidas.
Além das questões estatutárias, proponho que aproveitemos o 4º Congresso para definir a política de alianças e a estratégia eleitoral para 2012. Diferentemente no ano passado, quando colocamos o projeto nacional acima das questões locais, agora é hora de trabalhar o crescimento do PT em todo o país, levando em conta, naturalmente, as possibilidades reais do partido em cada localidade.
Nesse sentido, temos de priorizar as médias e grandes cidades, onde está a maior parte das massas trabalhadoras beneficiadas por nosso projeto de país.
Nosso desempenho em 2012 formará a base política para uma discussão democrática e segura a respeito da reeleição da presidenta Dilma em 2014. Naturalmente, a oposição neoliberal que aspira voltar ao Planalto também sabe disso. Não por acaso recrudesce em setores da mídia brasileira (que nada ficam a dever a certos tablóides estrangeiros) a onda de denuncismo contra administrações petistas e/ou candidatos em potencial.
Por isso a necessidade de estarmos sempre atentos, fortalecendo nossa estrutura, nossa organização e nossa comunicação. A continuidade do projeto que mudou para melhor a vida de milhões de brasileiros, e que continuará mudando, depende fundamentalmente de nossa capacidade política de compreender o processo, de articular a política e de nos desviarmos das armadilhas de percurso.

Fonte: portal do PT

Fale o que é certo e faça o que é honrado

Com notável capacidade de síntese, a frase do jesuíta espanhol Baltasar Gracián y Morales estabelece um contraste entre falar e fazer, lembrando que verbalizar é muito mais fácil que agir.

A verdade é geralmente ouvida, mas raramente vista
A conhecida expressão popular "falar é fácil, fazer é que é difícil" também assinala a diferença entre os dois atos. Entretanto, o pensador aragonês Gracián (1601-1658) formula seu princípio de maneira precisa, referindo-o à verdade - uma questão que suscita grandes controvérsias e divergências no jogo político:
"Fale o que é certo e faça o que é honrado. O primeiro mostra uma cabeça perfeita, o segundo, um coração perfeito. E ambos elevam-se ao nível de um espírito superior."
No universo da política, a palavra reina e a realização é sempre mais modesta. Por maior que seja o talento do líder, a excelência de sua oratória e as sutilezas de seu raciocínio, palavras serão sempre palavras e, como tal, estarão sempre sujeitas a contestações também por meio da palavra. Por outro lado, aquilo que pode ser visto e demonstrado na prática impõe-se a qualquer um como a própria verdade.
O político prudente nunca permite que suas palavras se afastem demasiadamente de seus atos. Nem no que diz respeito a seu comportamento e seus valores, tampouco no que se refere a seu desempenho político e administrativo. Além disso, ele deve criar o hábito de respaldar ideias e propostas com fatos - e isto precisa se tornar disciplina intelectual e regra de discussão entre seus auxiliares. A lição também vem de Gracián:
"As palavras são as sombras dos atos. Os atos são a substância da vida e palavras sábias, o seu adorno".
Um dos estereótipos mais comuns aplicado aos políticos é o que o apresenta como um indivíduo de oratória fácil, pomposa e vazia, manejando ardis verbais e uma argumentação incansável. É o "bem falante", o "bom de papo", na irreverente linguagem popular. Por trás deste estereótipo, entretanto, há boa dose de verdade. O político, muitas vezes, deixa-se enganar por sua própria arte de falar, esquecendo-se de que, para manter seu valor, as palavras precisam ser acompanhadas por atos.
A advertência serve também para a publicidade política: a propaganda feita sobre um fato, uma realização, é sempre mais confiável para o cidadão do que aquela outra, construída sobre intenções e declarações. O fato e sua imagem falam por si mesmos - e com muito maior força e eloquência do que o melhor dos discursos. De forma análoga, quando surge uma acusação ou denúncia, dispor de um documento que comprove sua falsidade é incomparavelmente mais forte do que qualquer declaração pessoal, testemunho ou argumento desacompanhado de alguma evidência factual ou documental.
Nas reuniões políticas, numa equipe de campanha, por exemplo, as discussões nas quais os argumentos não se amparam em fatos, evidências e informações precisas tendem a se transformar em discussões estéreis, em que se intercambiam palpites, especulações e opiniões como se fossem informações. James Carville e Paul Begala, consultores políticos do então candidato à Casa Branca, Bill Clinton, em 1992, têm uma expressão muito apropriada para descrever os tipos de pessoas que participam de campanhas eleitorais:
"Quem sabe faz. Quem não sabe se reúne".


A cautela com as palavras não deve nos levar a perder de vista sua importância. Desde que venham referenciadas por atos e fatos, as palavras possuem um enorme poder na política. Principalmente quando elas chegam depois dos atos haverem sido praticados e dos fatos terem ocorrido.

Fonte: portal controle social

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Economia da cultura: independência ou morte


O que significa produzir arte e cultura de maneira independente, num mundo tomado pela influência dos grandes conglomerados? Para um número cada vez maior de artistas-empreendedores, produzir sua obra fora da sombra das grandes marcas, do poder financeiro e dos governos, é questão de sobrevivência ética.

Estamos em meio a um processo de discussão de dois instrumentos importantíssimos que, se aprovados, darão respiro à produção independente no Brasil. O primeiro é a PLC 116, que garante espaço nas tevês para produtores audiovisuais independentes. O outro é o Procultura, que determina um percentual específico do investimento para a produção independente. Com isso, as grandes corporações até poderão investir em seus institutos e fundações, bem como em projetos do mainstream, mas terão de destinar uma parte do bolo aos independentes.

Esses dois dispositivos teriam a capacidade de alterar a realidade de quem luta por espaço num mercado cada vez mais estrangulado pela força dos grandes. Mas abre um debate importantíssimo sobre a definição de produção independente.

Não existe resposta fácil para essa pergunta. Em tese, produtor independente é aquele empreendimento desatrelado de conglomerados de mídia e entretenimento, capazes de potencializar sua performance empresarial por força e poder do grupo a que pertence. Um bom exemplo disso é a Globo Filmes, que não gozaria da posição privilegiada no mercado, não fosse o poder da Globo, com suas TVs, rádios, jornais e revistas, oligarquias regionais, Congresso Nacional.

Não podemos considerar empresas conduzidas por diretores desses grandes conglomerados como empresas independentes, se a fonte de recursos que as mantém são provenientes de grupos empresariais. O mesmo podemos dizer de institutos e fundações ligadas a empresas. Sua subordinação à corporação já determina seu caráter não-independente. Órgãos públicos e de economia mista, obviamente são inclassificáveis como independentes.

Mas a discussão não se encerra. O que podemos dizer de um coletivo de arte, uma cooperativa, um ponto de cultura, ou um grupo que mantém sua atividade exclusivamente com dinheiro público? É possível classificar como independente um empreendimento cujas contas são pagas exclusiva ou quase exclusivamente pelo governo? O tamanho do empreendimento, seu volume de faturamento, são determinantes nessa classificação?

Independência significa liberdade de criar, propor ações, conduzir processos, sem estar subordinado a agendas pré-determinadas por investidores, patrocinadores e editais. Isso só é possível com uma variedade de fontes que garanta diálogo com diversas esferas da sociedade e sistemas de poder.


A importância de uma cultura bem formada de um país não pode somente ser reduzida às questões de identidade nacional. As dimensões da economia cultural têm que ser cada vez mais levado em consideração quando se quer entender o nível de desenvolvimento nacional e internacional desses tópicos. Para que os produtos culturais como a música, os esportes, comida, negócios, literatura, etc., sejam bem-sucedidos, é necessário que eles sejam aprovados globalmente. Quando algo de um país passa a ser conhecido, o país passa a ter rendas econômicas por causa desses produtos.

O que é cultura?
Cultura é o conjunto de padrões de comportamento, crenças, conhecimentos, costumes etc. que distinguem um grupo social. São as formas ou etapas evolutivas das tradições e valores intelectuais, morais, espirituais (de um lugar ou período específico). A cultura se refere ao depósito cumulativo de conhecimento, experiências, crenças, valores, atitudes, objetos materiais, etc., por um grupo de pessoas no curso das gerações através de batalhas individuais e grupais.

O que é desenvolvimento econômico?
É o aumento na quantidade de pessoas na população nacional com baixo crescimento sustentável, de uma economia de baixa-renda para uma moderna economia e de alta-renda. Dois aspectos que contribuem para o desenvolvimento econômico através dos aspectos culturais são:

Globalização
Há muitas definições para globalização, mas, de forma geral, refere-se sobre um maior movimento de pessoas, bens, capital e ideias devido à integração econômica que é impulsionada por trocas e investimentos internacionais. É como se fosse viver em um mundo sem fronteiras.

Modernização
A modernização se refere a uma transição de uma sociedade ”pré-moderna” à uma sociedade moderna. Ela se refere ao processo no qual as sociedades crescem através da industrialização, urbanização e outras mudanças sociais que transforma completamente a vida dos indivíduos.

O desenvolvimento econômico pressupõe não apenas a existência de instituições formais com direitos provados e regras e leis, nas quais compradores e vendedores podem trocar mercadorias em um mercado, mas também pressupõe certas normas e valores sociais que promovem a troca, poupanças e investimentos. Assim, há uma dimensão cultural no processo econômico. As questões culturais têm tido uma grande variedade de definições, mas ela será usada aqui, para significar o compartilhamento informal de valores, normas, comportamentos que caracterizam as sociedades humanas.

Comportamento cultural e econômico
Em geral, a cultura tem afetado o comportamento econômico em pelo menos quatro maneiras:
1. através do impacto na organização e produção;
2. através das atitudes diante do consumo e do trabalho;
3. através da habilidade de criar e administrar instruções;
4. através da criação de redes sociais.

A cultura realmente importa nas questões de desenvolvimento econômico e governamental, desenvolvimento das instituições de assistência. A inclusão de análises e mudanças culturais na já pronta mistura de política e projetos, pode significar a aceleração do ritmo do desenvolvimento econômico.


Fonte: cultura e mercado

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Programa gradual de caminhada: formula básica

A fórmula básica para calcular as frequências cardíacas mínima e máxima para um treinamento aeróbio eficaz diz que elas devem ficar entre 60% e 90% da Freqüência Cardíaca Máxima.

A Frequência Cardíaca Máxima pode ser calculada genericamente subtraindo-se a idade do número 220.
220 – idade = FCMax.
Faixa Ideal de Treinamento ou Faixa Alvo de Treinamento (FAT): entre 0,6 e 0,9 da FCMax., ou seja:
FAT (0,6 X FCMax.)
FAT (0,9 X FCMax.)
Para um indivíduo de 35 anos, essa Faixa Alvo de Treinamento seria:
220 – 35 = 185bpm* - (*) bpm = batimentos cardíacos por minuto
FAT = 0,6 X 185 = 111 e 0,6 X 185 = 166
logo, FAT é = 111 e 166 bpm
Essa é considerada uma fórmula bem conservadora, que deve ser utilizada principalmente para indivíduos sedentários e/ou iniciantes.
Algumas orientações

. Faça avaliação física, médica e nutricional antes de iniciar qualquer atividade física.

. Os tênis devem calçar bem e serem confortáveis. Não os use novos nem velhos demais.

. Use roupas leves, evitando roupas novas e apertadas.

. Corra no seu ritmo, não tente acompanhar outros corredores mais rápidos.

. Beba água antes, durante e após o treino, não espere sentir sede, pois aí você já estará desidratado.

. É essencial alongar-se antes e, principalmente, depois do treino.

. Seja qual for o seu objetivo, procure viver uma vida normal e saudável. Nada em exagero ou extremo será produtivo.

. Se não conseguir completar o treinamento do dia, não desanime, repita-o no próximo dia!

. Se o treinamento está muito fácil, você avança alguns dias na planilha.

. Durma. A necessidade varia de acordo com o indivíduo, mas tenha certeza de que está sendo o suficiente para se recuperar.

. Não tente mudar sua rotina de uma só vez. Tente incorporar as suas mudanças aos poucos. Sua dieta, treinamento, descanso e tudo mais devem ser bem estruturados para que você solidifique um novo estilo de vida. A pressa não levará a nada, somente à frustração.


Lembre-se, fazer atividade física requer disciplina, vontade e metas. Ela deve fazer parte da sua vida diária.

Programa Gradual de Caminhada
 
Dias
Aquecimento
Exercício
Relaxamento
Tempo total
semana
Ande normal durante 5 minutos
Caminhe rápido durante 5 minutos na FCMax
Caminhe mais devagar durante 5 minutos
15 minutos
semana
Ande normal durante 5 minutos
Caminhe rápido durante 7 minutos na FCMax
Caminhe mais devagar durante 5 minutos
17 minutos
semana
Ande normal durante 5 minutos
Caminhe rápido durante 9 minutos na FCMax
Caminhe mais devagar durante 5 minutos
19 minutos
semana
Ande normal durante 5 minutos
Caminhe rápido durante 11 minutos na FCMax
Caminhe mais devagar durante 5 minutos
21 minutos
semana
Ande normal durante 5 minutos
Caminhe rápido durante 13 minutos na FCMax
Caminhe mais devagar durante 5 minutos
23 minutos
semana
Ande normal durante 5 minutos
Caminhe rápido durante 15 minutos na FCMax
Caminhe mais devagar durante 5 minutos
25 minutos
semana
Ande normal durante 5 minutos
Caminhe rápido durante 18 minutos na FCMax
Caminhe mais devagar durante 5 minutos
28 minutos
semana
Ande normal durante 5 minutos
Caminhe rápido durante 20 minutos na FCMax
Caminhe mais devagar durante 5 minutos
30 minutos
semana
Ande normal durante 5 minutos
Caminhe rápido durante 23 minutos na FCMax
Caminhe mais devagar durante 5 minutos
33 minutos
10ª
semana
Ande normal durante 5 minutos
Caminhe rápido durante 26 minutos na FCMax
Caminhe mais devagar durante 5 minutos
36 minutos
11ª
semana
Ande normal durante 5 minutos
Caminhe rápido durante 28 minutos na FCMax
Caminhe mais devagar durante 5 minutos
38 minutos
12ª
semana
Ande normal durante 5 minutos
Caminhe rápido durante 30 minutos na FCMax
Caminhe mais devagar durante 5 minutos
40 minutos

Faça as atividades físicas pelo menos 3 vezes por semana


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Era escravo do povo.


"(...) E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História." Rio de Janeiro, 24 de Agosto de 1954 - Getúlio Vargas

A polarização na crise que desembocou no suicídio do Getulio foi a que comandou a história brasileira desde 1930 e, de certa forma, continua a polarizá-la ate hoje. Getulio foi o estadista que colocou as bases da construção de um Brasil nacional, popular, democrático, quebrando a espinha dorsal das oligarquias agrário-exportadoras, que mandavam no pais ha séculos. E isto não lhe perdoaram nem essa direita radicada aqui, nem os EUA.

A crise de 1954 se deu em torno de denúncias de corrupção atribuídas ao governo, mas não era preciso olhar muito a fundo a situação para saber que o elemento estratégico fundamental do segundo governo do Getulio foi a insistência na existência de petróleo no Brasil – contra a posição de Rockfeller e dos EUA – e a fundação da Petrobras, no bojo da campanha “O petróleo é nosso”, levada a cabo pelas forcas populares, especialmente sindicatos e movimento estudantil.

Com tantos ditadores corruptos vinculados aos EUA, se concentraram na luta contra o Brasil e a Argentina, pelas lideranças nacionalistas desses países e pelo potencial econômico e politico dos dois países.

A direita – o tucanato da época – se concentrava no tema da corrupção agregando setores de classe media do centro e sul do país, tentando se contrapor ao enorme apoio popular que as políticas econômicas nacionalistas e sociais populares do governo. Por isso a direita perdia todas as eleições. Apelava então para os quarteis, buscando, desde 1945, quando fundaram a Escola Superior de Guerra – Golbery e Castello Branco entre eles – e foram os representantes aqui da Doutrina de Seguranca Nacional, promovendo tentativas de golpe ao longo de toda a década de 1950 até conseguirem em 1964.

Em 1954, Getulio impediu, num dia como hoje, 24 de agosto, que trinfassem entregando sua vida e revertendo uma situação armada para derrubá-lo e instalar governos repressivos e entreguistas, como os da ditadura militar.

A releitura de 1954 ajuda a pensar a historia brasileira desde então. As bandeiras da direita e da esquerda seguem similares. O denuncismo moralista e golpista de um lado, a defesa dos interesses nacionais e sociais, de outro. Setores conservadores de um lado, setores populares de outro.

Vale a pena a releitura da Carta Testamento do Getulio. Ela dá sentido à continuidade da história do movimento popular brasileiro desde 1930 até hoje, 80 anos depois, e projetado no futuro do Brasil no novo século. A grandeza que Lula conseguiu ter como presidente veio, em boa medida, dessa compreensão.

Para a história

Pressionado pelas Forças Armadas, durante reunião ministerial realizada na madrugada de 23 para 24 de agosto, Vargas se viu confrontado com a eminência da renúncia ou deposição, e suicidou-se com um tiro no coração, deixando uma carta-testamento em que acusava os inimigos da nação como os responsáveis por seu suicídio.

Existem duas versões da carta de Getúlio Vargas: uma manuscrita, bastante concisa, e outra mais longa, datilografada, que foi distribuída para a imprensa como a mensagem oficial do político ao povo brasileiro.
A versão datilografada é atribuída ao jornalista José Soares Maciel Filho. De fato, Maciel Filho confirmou à família do presidente que datilografou a versão lida para a imprensa, mas nada disse sobre tê-la modificado.
VERSÃO MANUSCRITA: “Deixo à sanha dos meus inimigos, o legado da minha morte. Levo o pesar de não ter podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia. A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa.
Acrescente-se a fraqueza de amigos que não defenderam nas posições que ocupavam à felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês, à insensibilidade moral de sicários que entreguei à Justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país contra a minha pessoa.
Se a simples renúncia ao posto a que fui levado pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranqüilo no chão da pátria, de bom grado renunciaria.
Mas tal renúncia daria apenas ensejo para, com mais fúria, perseguirem-me e humilharem-me.
Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas.Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não dos crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes.
Só Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos. Que o sangue dum inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus.
Agradeço aos que de perto ou de longe me trouxeram o conforto de sua amizade. A resposta do povo virá mais tarde…".
CARTA DATILOGRAFADA: “Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam; e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.
Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fi z-me chefe de uma revolução e venci.Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo.
A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios.
Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o povo seja independente.
Assumi o governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder.
Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo e renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser o meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos.
Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação.
Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com perdão. E aos que pensam que me derrotam respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo, de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém.
Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate.
Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.”

Blog Emir Sader

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A prática de exercícios não é algo supérfluo, não é um "luxo"

Programa Saúde em Movimento - Concha Acústica Rio Branco

Hoje em dia, é lugar-comum escrever ou dizer que a prática regular de exercícios físicos traz benefícios à saúde. Observamos que os aspectos mais abordados pelos jornais e revistas dizem respeito à saúde do coração e aos benefícios estéticos e funcionais. Mas, felizmente, as vantagens são mais amplas.

Desde a antiguidade, o exercícios físico começou a ser reconhecido como uma intervenção que traria vantagens para os seus praticantes. Por exemplo, por volta de 1.550 a.c. um médico hindu chamado Susrota descreveu o uso clínico do exercício em diabéticos, ele notou que em torno da urina desses pacientes juntavam-se formigas - pela presença de glicose na urina; isso passava a não mais ocorrer quando eles eram tratados com dieta e exercícios.

Para que possamos nos beneficiar, é fundamental que a prática de exercícios ocorra regularmente, pelo menos cinco vezes por semana.

Do ponto de vista científico, as coisas começaram a ficar cada vez mais claras a partir da metade do século XX. Um estudo clássico, realizado em Londres na década de 50, observou que os trocadores dos ônibus de dois andares, que subiam e desciam as escadas diversas vezes ao dia, durante o seu trabalho, tinham menos doenças cardiovasculares do que os motoristas, que permaneciam sentados o tempo todo. Esse mesmo estudo também comparou os carteiros, que caminhavam ou pedalavam vários quilômetros por dia, durante o seu trabalho, com os funcionários das agências dos correios, que ficavam sentados a maior parte do tempo; mais uma vez, os mais ativos tinham menos doenças do coração.

Benefícios da atividade física não ficam restritos ao coração

Os benefícios dos exercicios não se restringem somente ao coração. Diversos grandes estudos científicos mostraram nas décadas seguintes, até os nossos dias, a variedade de benefícios para a nossa saúde:
- Doenças cardiovasculares: na prevenção e também no tratamento de hipertensão arterial, doença coronariana, insuficiência cardíaca e doença cerebrovascular;
- Doenças metabólicas: na prevenção e como ponto central do tratamento da síndrome metabólica, do diabetes tipo II (não-insulino-dependente), da obesidade e das dislipidemias (colesterol e triglicerídeos elevados);
- Doenças respiratórias: na prevenção e no tratamento da asma brônquica; na cessação do hábito de fumar;
- Doenças neurológicas: na prevenção e no tratamento da doença de Alzheimer e outras doenças degenerativas;
- Doenças oncológicas: na prevenção de diversos tipos de câncer, como o de mama, intestino grosso (cólon), próstata e útero;

Esses efeitos ocorrem por uma série imensa de mecanismos. Os benefícios principais não se restringem a uma menor possibilidade de desenvolver doenças. Para os que já sofrem com elas, o exercício físico serve, muitas vezes, como um excelente meio de tratamento. E, além disso, os estudos são unânimes em apontar o prolongamento da vida como um efeito inequívoco da prática regular de exercícios.

"O exercício não é vacina". Assim, para que possamos nos beneficiar, é fundamental que a prática de exercícios ocorra regularmente, pelo menos cinco vezes por semana. O exercício é como um medicamento: deve ser "administrado" na "dose" correta; se a dose for excessivamente baixa, os benefícios não aparecem; se a dose for excessiva, podem surgir os "efeitos colaterais", como lesões musculares e articulares e até a morte súbita. Desta forma, uma cuidadosa avaliação clínica e uma correta orientação são importantes para extrairmos o máximo de benefícios com o mínimo de riscos.

A prática de exercícios não é algo supérfluo; não é um "luxo", nem algo que seja reservado somente aos que pretendem benefícios de ordem estética. É um instrumento poderosíssimo que pode melhorar a saúde de todos nós. Deve ser encarado como algo tão natural como acordar, tomar banho, escovar os dentes e tomar o café da manhã. Deve ser algo que nos acompanhe por toda a vida, desde a infância até a terceira idade.

Desse modo, não somente viveremos mais, mas também viveremos melhor e mais felizes.


Portal da educação fisica

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Cor vermelha aumenta rapidez e reações físicas

"Truque" é indicado para prática esportiva de curta duração.

Um novo estudo publicado pela Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, descobriu que as pessoas ficam mais rápidas e se sentem mais fortes quando veem a cor vermelha, mesmo sem estar cientes dos efeitos da intensificação da cor. No entanto, essa "explosão" de força e rapidez tende a ter curta duração. Isso acontece porque a cor vermelha tem o poder de aumentar nossas reações físicas, pois é vista como um sinal de perigo, afirma Andrew Elliot, professor de psicologia da Universidade de Rochester, em Nova York.

Diante da constatação, os pesquisadores concluiram que os resultados podem ter aplicações significativas para atividades esportivas cuja breve explosão de força e velocidade são necessárias, tais como o levantamento de peso.

Uma pesquisa anterior já havia mostrado que estudantes que são expostos ao vermelho antes de realizar um teste, tendem a ir mal.

No entanto, um outro estudo realizado pela mesma universidade, em conjunto com a Universidade de Munique, mostrou mais um lado positivo da cor. Homens que usam alguma peça vermelha, ficam mais atraentes aos olhares femininos.


R7

Exercício diário de 15 minutos pode render 3 anos de vida

416 mil pessoas foram acompanhadas por 13 anos. Históricos de saúde e os níveis de atividade física realizados foram estudados.

Fazer apenas 15 minutos de exercício moderado por dia pode acrescentar três anos na vida de uma pessoa, indicou uma pesquisa em Taiwan.
A maioria das pessoas tem dificuldades para manter a recomendação de 30 minutos diários de exercício, cinco dias por semana, e especialistas esperam que ao identificar uma dose menor, mais pessoas estarão motivados a levantar do sofá.
O pesquisador Chi Pang Wen, do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde de Taiwan, disse que dedicar 15 minutos do dia a formas moderadas de exercício, como um andar mais acelerado, poderia beneficiar a todos.
"É para homens, mulheres, jovens e idosos, fumantes, pessoas saudáveis e não tão saudáveis. Médicos, quando atendem a qualquer tipo de paciente, esse é um conselho que serve para todos", disse Wen.
Wen e seus colegas, que publicaram suas descobertas na revista médica "The Lancet", lançada nesta 3ª feira, dia 16/08/2011, acompanharam cerca de 416 mil pessoas durante 13 anos, analisando seus históricos de saúde e os níveis de atividade física realizados em cada ano.
Depois de considerar as diferenças de idade, peso, sexo e uma série de outros indicadores ligados à saúde, eles descobriram que os que faziam apenas 15 minutos de exercícios moderados por dia aumentavam a expectativa de vida em três anos, comparados àqueles que permaneciam inativos.

"Nos primeiros 15 minutos... os benefícios são gigantescos", disse Wen.
O exercício diário também está ligado à uma incidência menor de câncer, e parece reduzir as mortes ligadas ao câncer em uma em cada dez pessoas.
"Cedo ou tarde, as pessoas vão morrer, mas comparado com o grupo inativo, o grupo que faz um pouco de exercício tem uma redução de 10% na mortalidade por câncer", diz Wen.

Folha.com