segunda-feira, 1 de abril de 2013

PARTE 1 - A história de um zagueiro camisa 3 chamado Josman Neri




 Josman Neri - hoje


Meu propósito não é expor minha vida, mas fazer algumas menções sobre a caminhada de um zagueiro que serviu o futebol de Tarauacá e que fez história no futebol do Acre. A ideia é disponibilizar na internet para pesquisa e divulgação. Tenho dito que a vida passa, a história fica.

A origem
Nascido no seringal Itamaraty, Rio Muru, Tarauacá, no Acre, 40 anos, filho de José Neri e Joana Paiva, casado há 20 anos com Joelma Catão. Dois filhos, Maria de Lourdes Catão Neri e Luiz Caetano Catão Neri. Graduado em Educação Física pela UFAC, Pós-Graduado em Gestão Pública, Professor de Educação Física, compôs as seleções de futsal, futebol e vôlei de Tarauacá, posteriormente, fundou em 2003 a Liga de Futsal do município.

Nos seringais não existiam Escolas de ensino regular, razão pela qual, meus pais, resolveram, em 1976, vender suas terras e se transferir para a cidade. O objetivo era nos colocar numa escola e iniciar uma nova vida, um futuro melhor.

Ao chegarmos na cidade, moramos no bairro Senador Pompeu, praia, com 7 anos fui matriculado na Escola Omar Sabino de Paula, iniciava ali um novo tempo de aprendizado sistematizado, ao tempo que aprendia, também fazia novas amizades com crianças e adolescentes da cidade.


Josman e Jamisson Neri - seringal Itamarty
 1976

Primeiro boletim - Profa. dona Maria (mãe da Elizan)



O futebol na infância
Incentivado pelo meu pai (que amarrava uma bola numa corda na sala de casa para que eu ao chutar ela voltasse) desde cedo sempre gostei de esporte, principalmente, o futebol. Até a metade da segunda década de vida, jogava muito no quintal de casa com meu irmão Jâmisson Neri, com a rapaziada do bairro, na rua mesmo com trave de tijolos, nas praias, nos campos e na quadra da fogás, hoje, posto Maria da Luz.

Entre muitos amigos da época, destaco: Nena Gomes, Juvenal Correia, Tabele, Nonatin Mandico, Natalino, Cairara, Velho Lima, Pedro e Zequinha Ferreira, Laildo e Nilson Amorim, Chiquin "Buchudo", Buriti, Zé Puruca, Jâmisson Neri, Altemar Neri, e, além é claro, o mestre Ludgério Bonfim, treinador da nossa equipe Juvenil da Praia, que aos sábados no “Peladão”, jogava contra o Botafogo do Albanir Morais, Adir e Neto Moura. Quem lê, lembra, e sabe a que me refiro. Foi um tempo divertido, alegre e de aprendizado.

Na adolescência, morando no mesmo bairro, as amizades foram ampliando, portas estavam se abrindo, iniciava novas possibilidades de mudança.

Participação nos clubes
Aos 14 anos de idade iniciei a participação nos campeonatos de futebol de Tarauacá, naquela época era realizado no “PELADÃO”, hoje Cohab. As equipes pelas quais defendi foram: LONDRINA (1986/1987) do Ludgério Bonfim, clube fundado pelo meu Pai; CURITIBA(1988/1989), do Neto Viana, Deusmar Rego e Zeca, fui  convidado por Célio Acioly, Zé anão e Neto Viana; VASCO DA GAMA(1989/1990), do Junior Menezes, convidado pelos amigos Adir, Pinheiro e Pelezinho; CRUZEIRO(1991), convidado por Marlino Vitorino, nesse ano participei apenas do torneio início; RIO BRANCO FC (1992), do Chicão; LONDRINA (1993) convidado pelo Marcão; VERONA (1994) do Domício e do Edmilson Jansen, AC JUVENTUS (1991/1995/1996), do Roberto Chaar e Farney Lima, convidado pelo Prof. Gualter Craveiro, aí vem novamente VERONA, CRUZEIRO, VERONA, AC JUVENTUS(1991/1995/1996), VERONA, CURZEIRO (2000/2001/2002), VERONA, CRUZEIRO, VERONA (2007), CRUZEIRO (2008) e PRAIA (2009). Em função da reforma do estádio de futebol, desde 2010 que o campeonato não é realizado.

A partir de 1989, com 17 anos, fui revelação no campeonato e posteriormente convocado para Intermunicipal de seleções, na época fazer parte da seleção era o sonho de todos os garotos.

O tempo passava, fui crescendo, aprendendo e sendo valorizado no que mais sabia fazer, jogar futebol. Em 1991, fui convidado para jogar no Juventus, uma equipe profissional de Rio Branco, pelo Juventus participei do campeonato estadual de futebol e da Copa do Brasil. Naquela época, jogar em Rio Branco e por uma grande equipe era o desejo e um desafio. Era técnico, o Professor Júlio D’Anzecout (já falecido), auxiliar, Professor Gualter Craveiro, aos quais tenho respeito e admiração.

Títulos em Campeonatos
- Campeão Municipal de Tarauacá de Futsal e Futebol por várias equipes da cidade;
- Campeão Acreano de Futebol Júnior (Rio Branco – 1992);
- Campeão Acreano de Futebol Profissional (Rio Branco – 1992);
- Bi-Campeão Acreano de Futebol Profissional (Juventus - 1995 e 1996);
- Campeão Municipal de Futebol de Feijó (Flamengo - 2009);

O teste no Santos
Em 1991, fui considerado o melhor zagueiro do campeonato acreano, o destaque. Logo em seguida, o técnico do Rio Branco de outro Estado, Toninho Silva, me convidou pra passar dois meses no Santos Futebol Clube, fazendo teste, aceitei de imediato. Sair do Acre, um Estado pequeno, pouco conhecido naquela época, e jogar no Santos, não era fácil, as dificuldades eram grandes. Na Vila Belmiro existia atletas de todos os Estados brasileiro. O Acre era muito discriminado, diferente do que é hoje.

Conclusão
Diante de tantas coisas acontecendo muitas vezes me emocionava. Não pelo fato de ter sido avaliado pela crítica esportiva como o melhor zagueiro ou ter feito um teste no Santos, mas pelo contexto histórico de vida.

Nessas circunstâncias, vivendo um bom momento, era um pouco do que esperava pela frente, estava vivendo situações de alegria, felicidade pelas conquista vindas tão rápido.

Por fim, falar de sua própria vida, muitas vezes torna-se complexo e nos remete a uma ideia de invasão de privacidade. Gostaria muito de partilhar e tornar público parte da minha trajetória como atleta, para que gerações futuras possam conhecer a história de um certo zagueiro camisa 3, de Tarauacá, chamado Josman Neri.


Em pé: Pedro, Josman Neri, Adir, Esperidião Junior (prefeito na época), Mamá, goleiro Ney (Feijó)
Agachados: Pinheiro, Zé Anão, Célio Acioly, Pelezinho, Maurício, Careca
Vasco da Gama - 1990

Vasco da Gama - 1990

Em pé: Jinjin, Goleiro Diouro, Josman Neri, Alvino, Luiz Carlos, Esperidião Junior
Agachados: Careca, Pelezinho, Pinheiro, Célio Acioly, Paulo (roupeiro)
Vasco da Gama - 1990

Em pé: Sávio Catão, Técnico Raimundinho, Josman Neri, Neto Viana, Zé Geraldo, Bubú, Lindomar Araújo, Goleiro Laertes, Presidente Marlino, Bandeira Altenizio
Agachados: Cristovão, Pinheiro, Célio Acioly, Lindomar Pires, Vanderley
Cruzeiro - 1991

Stilus Clube - apresentação das madrinhas
abril de 1993

Preparação entrada em campo "Naborzão" - 1993

Entrada em campo - da esquerda - Fabíola, Neto Viana, Biro-biro, Josman e Adércio
Torneio início de 1993

Da esquerda - Éliton, Neto Viana, Josman, Biro-biro, Sairo e Gonzaga
1993

Hino: Fabíola, Éliton, Gonzaga, Célio Acioly, Goleiro Ieide, Neto Viana, Pelé, Orleans, Josman e Sairo
(1993)

Hasteamento da bandeira - Sairo e Josman
Estádio Naborzão 1993

Josman Neri - aquecimento

Josman Neri - 1993

Em pé: Goleiirão Zé Raimundo, Manel "Cumarú", Luiz Carlos Figueiredo, Ieide, biro-biro, Éliton, Orleans, Josman e Sairo - Agachados: Alípio(roupeiro), Assis, Gonzaga, Adercio, Junior Simão, Pinheiro, Pelé e Célio Acioly
1993

Estádio Naborzão - 1993

Recebendo Troféu - 1993

Entrevista após título

com troféu do título

Comemoração do título

Comemoração com Presidente Ludgério e Marcão, de óculos
1993

 Estou aqui no canto deitado - comemoração - 1993



Em breve PARTE 2

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A história de um zagueiro camisa 3 chamado Josman Neri

Tirada de bola da área: Lateral 2, Francisley; Goleiro Klowsbey e Eu no cabeceio


Meu propósito não é expor toda minha vida, mas fazer algumas menções sobre a caminhada de um zagueiro que serviu o futebol de Tarauacá e que fez história no futebol do Acre. A ideia é disponibilizar na internet para pesquisa e divulgação. 

A origem
Nascido no seringal Itamaraty, Rio Murú, Tarauacá, 40 anos, filho de José Neri e Joana Paiva, casado há 20 anos com Joelma Catão, dois filhos, Maria de Lourdes Catão Neri e Luiz Caetano Catão Neri. Graduado em Educação Física pela UFAC, Pós-Graduado em Gestão Pública, Professor de Educação Física, compôs as seleções de futsal, futebol e vôlei de Tarauacá.

Nos seringais não existiam Escolas de ensino regular, razão pela qual, meus pais, resolveram, em 1976, vender suas terras e se transferir para a cidade. O objetivo era nos colocar numa escola e iniciar uma nova vida, um futuro melhor.

O futebol na infância
Ao chegarmos na cidade, moramos no bairro Senador Pompeu, praia, com 7 anos fui matriculado na Escola Omar Sabino de Paula, iniciava ali um novo tempo de aprendizado sistematizado, ao tempo que aprendia, também fazia novas amizades com crianças e adolescentes da cidade.

Incentivado pelo meu pai (que amarrava uma bola numa corda na sala de casa para que eu ao chutar ela voltasse) desde cedo sempre gostei de esporte, principalmente, o futebol. Até a metade da segunda década de vida, jogava muito no quintal de casa com meu irmão Jâmisson Neri, hoje com família em Plácido de Castro, com a rapaziada do bairro, na rua mesmo com trave de tijolos, nas praias, nos campos e na quadra da fogás (hoje, posto Maria da Luz), com amigos da época, entre muitos destaco: Nena Gomes, Juvenal Correia, Tabele, Nonatin Mandico, Natalino, Cairara, Velho Lima, Pedro e Zequinha Ferreira, Laildo e Nilson Amorim, Chiquin "Buchudo", Buriti, Zé Puruca, Jâmisson Neri, Altemar Neri, e, além é claro, o mestre Ludgério Bonfim, treinador da nossa equipe Juvenil da Praia, que aos sábados no “Peladão”, jogava contra o Botafogo do Albanir Morais, Adir e Neto Moura. Quem lê, lembra, e sabe a que me refiro. Foi um tempo divertido, alegre e de aprendizado.

Na adolescência, morando no mesmo bairro, as amizades foram ampliando, portas estavam se abrindo, iniciava novas possibilidades de mudança.

Participação nos clubes
Aos 14 anos de idade iniciei a participação nos campeonatos de futebol de Tarauacá, naquela época era realizado no “PELADÃO”, hoje Cohab. As equipes pelas quais defendi foram: LONDRINA (1986/1987), fundado pelo meu Pai; CURITIBA(1988/1989), convidado pelo Célio Acioly, Zé anão e Neto Viana; VASCO DA GAMA(1989/1990), convidado pelos amigos Adir, Pinheiro e Pelezinho; CRUZEIRO(1991), nesse ano participei somente do torneio início; AC Juventus (1991), convidado pelo Prof. Gualter Craveiro; RIO BRANCO FC (1992); LONDRINA (1993) convidado pelo Marcão; VERONA (1994); AC JUVENTUS (1995/1996); aí vem novamente VERONA, CRUZEIRO, VERONA(2007), CRUZEIRO(2008) e PRAIA (2009).

A partir de 1989, com 17 anos, fui revelação no campeonato e posteriormente convocado para Intermunicipal de seleções (naquela época fazer parte da seleção era desejo de todos os garotos).

O tempo passava, fui crescendo, aprendendo e sendo valorizado no que mais sabia fazer, jogar futebol. Em 1991, fui convidado para jogar no Juventus, uma equipe profissional de Rio Branco, pelo Juventus participei do campeonato estadual de futebol e da Copa do Brasil. Naquela época, jogar em Rio Branco e por uma grande equipe era o desejo e um desafio. Era técnico, o Professor Júlio D’Anzecout (já falecido), auxiliar, Professor Gualter Craveiro, aos quais tenho grande respeito e carinho.

Títulos em Campeonatos
- Campeão Municipal de Tarauacá de Futsal e Futebol por várias equipes da cidade;
- Campeão Acreano de Futebol Júnior (Rio Branco – 1992);
- Campeão Acreano de Futebol Profissional (Rio Branco – 1992);
- Bi-Campeão Acreano de Futebol Profissional (Juventus - 1995 e 1996);
- Campeão Municipal de Futebol de Feijó (Flamengo - 2009);

O teste no Santos
Em 1991, fui considerado o melhor zagueiro do campeonato acreano, o destaque. Logo em seguida, o técnico do Rio Branco de outro Estado, Toninho Silva, me convidou pra passar dois meses no Santos Futebol Clube, fazendo teste, aceitei de imediato. Sair do Acre, um Estado pequeno, pouco conhecido naquela época, e jogar no Santos, não era fácil, as dificuldades eram grandes. Na Vila Belmiro existia atletas de todos os Estados brasileiro. O Acre era muito discriminado, diferente do que é hoje.

Conclusão
Diante de tantas coisas acontecendo muitas vezes me emocionava. Não pelo fato de ter sido avaliado pela crítica esportiva como o melhor zagueiro ou ter feito um teste no Santos, mas pelo contexto histórico de vida.

Nessas circunstâncias, vivendo um bom momento, era um pouco do que esperava pela frente, estava vivendo situações de alegria, felicidade pelas conquista vindas tão rápido.

Por fim, falar de sua própria vida, muitas vezes torna-se complexo e nos remete a uma ideia de invasão de privacidade. Gostaria muito de partilhar e tornar público parte da minha trajetória como atleta, para que gerações futuras possam conhecer a história de um certo zagueiro camisa 3, de Tarauacá, chamado Josman Neri.

Em breve acervo fotográfico de vários momentos

editando....

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Tributo ao passado: Juventus campeão em 1995 e 1996

Juventus, em pé: Prof. Oliveira, Josman Neri, Delcir, Alex, César, Ico, China, Ronilson
Agachados: Hélio, Jamerson, Douglas I, Douglas II, Papelim, Sairo, Ulisses, Ney e Jorge Jacaré


Este blog publicará uma série de matérias sobre a história de atletas e equipes do passado de Tarauacá. Estamos colhendo informações, fazendo pesquisa e entrevistas com atletas da época.

Nessa equipe do Juventus, tinha dois atletas de Tarauacá, Eu (Josman) e Sairo. Fomos campeão acreano do ano de 1995 e 1996. Sairo, foi o artilheiro nas duas edições.

O objetivo é criar um acervo esportivo sobre os atletas e equipes de Tarauacá. Ficar um registro para que gerações futuras possam conhecer parte da história do nosso esporte local. Relatos, fotos, entrevistas e outras informações ficaram disponível no google para pesquisa.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Capoeira: uma expressão cultural brasileira que mistura arte, esporte, cultura popular e música


A capoeira é uma expressão cultural caracterizada por seus movimentos ágeis e harmoniosos, em ritmo de música e aspectos coreográficos. Na capoeira os praticantes utilizam mais os movimentos com os pés e a cabeça e menos os movimentos com as mãos.

O principal instrumento utilizado na capoeira é o birimbau. É ele que dita o ritmo e o estilo de jogo dando um som característico à capoeira. O birimbau é basicamente constituído de um pedaço de arame, um pedaço de pau e uma cabaça. Os ritmos podem ser bem variados.


A capoeira surgiu no Brasil, como uma forma de resistência dos escravos trazidos da África na época colonial. Além de ser utilizada para defesa física, a capoeira foi uma forma de resguardar a identidade dos escravos africanos. Principalmente porque ela se consolidou no Quilombo dos Palmares. Passou aí a ser vista como uma prática violenta. Por isso mesmo, a capoeira foi proibida por um longo período, precisamente até 1930, quando mestre Bimba fez uma apresentação da luta para o então presidente Getúlio Vargas, que a transformou em esporte nacional brasileiro.


Atualmente, fala-se em “jogo de capoeira” ou em “roda de capoeira”, pois normalmente os movimentos são apenas simulações de ataque, defesa e esquiva entre dois capoeiristas. O objetivo do jogo é demonstrar superioridade em quesitos como a força, a habilidade, a autoconfiança e, sobretudo, através do gingado.

Gingado é o movimento de todo o corpo de forma ritmada, mantendo o corpo relaxado, deslocando o centro da gravidade do corpo constantemente e mantendo-se alerta para movimentos de esquiva, ataque e contra-ataque.

Existem vários estilos de capoeira, sendo 3 os principais:
Capoeira Angola – é a mais antiga, da época da escravidão. Suas principais características são: os golpes são jogados próximos ao chão, o ritmo musical é mais lento e há muita malícia. Durante a roda os participantes não batem palmas.

Capoeira Regional – Mantém a malicia, mais o ritmo musical e os movimentos são mais rápidos e secos. Acrobacias são menos utilizadas. Durante a roda os participantes batem palmas.

Capoeira Contemporânea – Mais praticado atualmente, esse estilo une algumas características da Capoeira Angola e Regional.

A prática da capoeira provoca o aumento da frequência cardíaca, o desenvolvimento muscular e a queima de gordura e desenvolve força muscular, flexibilidade e resistência física.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Gênesis: A criação do mundo, o dilúvio e a promessa de Deus



O livro do Gênesis é o primeiro livro da Bíblia, ele foi escrito por Moisés por volta de 1450 antes de Cristo. O Gênesis relata como foi a criação do mundo, o grande dilúvio e a promessa de Deus feita a Abraão.
Se você não conhece nada da Bíblia, creio que este livro seja de fundamental importância para nortear todo o seu estudo a respeito de Deus e a sua palavra. Comece pelo Gênesis, leia o livro inteiro e conheça como foi o início da humanidade.


A criação do mundo

Como o mundo foi criado? Foi uma grande explosão chamada de Big Ben que gerou todos os planetas e a terra? Como o homem foi criado? Seria ele uma evolução do macaco?
Não. De maneira nenhuma. Deus criou os céus e a terra. Criou as estrelas, o ar, as plantas, os animais e finalmente criou o homem. Tudo foi criado pela palavra de Deus e para o propósito de Deus.
No livro do Gênesis encontramos toda a história da criação, portanto, se você ainda crê que o homem veio do macaco e que a espécie humana é fruto da evolução, leia o livro do Gênesis e veja a maravilhosa obra de Deus.

O dilúvio

Logo depois do primeiro pecado de Adão e Eva as pessoas não pararam de pecar. O homem que fora criado para servir a Deus tornou-se contra Deus, cometendo todo tipo de pecado. Então Deus resolveu mandar o dilúvio. No livro do Gênesis encontramos esta história onde os homens comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento. Então veio o dilúvio e acabou com todos.

A promessa de Deus

Mas o dilúvio não resolveu o problema do pecado. Depois do dilúvio o homem continuou a pecar, afinal, a natureza humana já estava corrompida pelo pecado. Então Deus intervém novamente, desta vez prometendo um Salvador.
Deus escolheu um homem chamado Abraão e disse a ele que ele seria pai de uma grande nação e que da sua descendência nasceria o Salvador (Jesus Cristo). Ele venceria o pecado e através dele o homem voltaria a ter a comunhão com Deus, comunhão esta que o pecado havia tirado.
No livro do Gênesis encontramos histórias fascinantes como a de José que se tornou governador do Egito, a fé de Abraão, a destruição de Sodoma e Gomorra e muitas outras. Leia o livro do Gênesis e conheça a origem da humanidade, a história do grande dilúvio, a promessa de Deus para enviar Jesus Cristo como Salvador, entre outras.



quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Política e Cidadania: Por um projeto de cidade

Tarauacá, no Acre

As cidades precisam ser planejadas. Destacamos alguns pontos que podem servir de inspiração para as próximas administrações municipais, inclusive para as reivindicações e participações dos cidadãos. É possível construir um projeto de cidade!

    1. PLANEJAMENTO URBANO: Planejar para desenvolver a cidade com sustentabilidade.
    - Retomar o planejamento urbano de médio e longo prazo como ferramenta central de um projeto de cidade voltado para a promoção da igualdade social;

    - Elaborar PROJETO DE CIDADE expresso em um Plano Diretor que atenda a Constituição Federal e ao Estatuto da Cidade;

    - Implementar sistemas de gestão do planejamento que valorizem órgãos técnicos e os conselhos públicos, disponibilizando a informação e oferecendo os instrumentos de acompanhamento e monitoramento do desenvolvimento urbano.

    2. PARTICIPAÇÃO SOCIAL: Participação é um direito e uma garantia de cidadania.
    - Garantir a participação da comunidade em todas as etapas do processo de planejamento urbano, inovando e avançando em relação às práticas vigentes;

    - Informar, expor, debater e submeter à sociedade os projetos para a cidade e os grandes investimentos públicos;
    - Garantir nas administrações municipais a democracia e a transparência nas decisões sobre a cidade e o papel do poder público como mediador dos conflitos e indutor do desenvolvimento.

3. PROJETO URBANO: Projeto urbano qualifica a cidade para todos.

- Valorizar o projeto urbano como ferramenta do plano diretor para qualificação dos espaços e equipamentos públicos;

- Qualificar as intervenções na cidade, para alcançar, a partir da coordenação do poder público, transformações urbanísticas, melhorias sociais e valorização ambiental;

- Efetivar a utilização da Operação Urbana Consorciada, prevista no Estatuto da Cidade, como instrumento de projeto de setores urbanos.


4. ESPAÇO PÚBLICO: Espaço público é o lugar do encontro e da troca

- Promover políticas de criação e qualificação de espaços públicos – ruas, praças, parques, equipamentos públicos – mediante a valorização do projeto urbano e dos concursos públicos;

- Realizar intervenções que promovam a diversidade socioeconômica da cidade e a integração de diferentes políticas setoriais e escalas territoriais;

- Potencializar o espaço público como lugar do encontro, da convivência social e não como terra de ninguém;

- Garantir a acessibilidade universal aos portadores de necessidades especiais.




5. MOBILIDADE URBANA: Mobilidade é prioridade ao pedestre e transporte público de qualidade.

- Promover política pública de mobilidade urbana garantindo o direito de deslocamento, por diversas modalidades a todos os cidadãos;

- Estimular os modos de transporte não motorizados com vistas a reduzir o consumo de combustíveis fósseis através da implantação de uma rede eficiente de ciclovias e da qualificação dos percursos de pedestres;

- Priorizar a qualificação do transporte coletivo, para reduzir o uso do veículo privado e o espaço público destinado aos automóveis;

- Integrar a política de mobilidade urbana às demais políticas de desenvolvimento urbano como uso do solo, densificação, paisagem urbana e patrimônio cultural.

6. PAISAGEM URBANA E PATRIMÔNIO: A paisagem da cidade é patrimônio de todos.

- Buscar a sustentabilidade da cidade, incorporando a perspectiva de longa permanência das construções no tempo, valorizando a ideia de que adequar e reciclar edifícios é mais sustentável do que demolir;

- Propor planos que mantenham a identidade dos bairros, qualificando seus espaços e respeitando as preexistências, de forma a reforçar os vínculos do cidadão com a história da cidade;

- Valorizar políticas de patrimônio ambiental – natural e cultural – voltadas à qualificação espacial das paisagens representativas, em diferentes escalas territoriais.

7. HABITAÇÃO SOCIAL: Habitação com qualidade e integração das comunidades.

- Valorizar projetos habitacionais que priorizem a inserção da habitação de interesse social no tecido urbano existente construindo bairros e não guetos;
- Garantir o direito à cidade, entendido como acesso à habitação, ao transporte, aos equipamentos urbanos e comunitários, ao trabalho, à renda e a um ambiente equilibrado para todos os cidadãos;

- Projetar e construir moradias que considerem as diversidades paisagísticas, climáticas e topográficas, assim como as diversas composições familiares das populações;

- Realizar programas voltados à requalificação e à adaptação de edificações desocupadas ou subutilizadas em áreas urbanas centrais, principalmente nos centros urbanos.

8. ASSISTÊNCIA TÉCNICA À MORADIA: Morar com dignidade é um direito de todos.

- Divulgar e implementar a assistência técnica gratuita para as famílias de baixa renda assegurando o direito à construção de moradia digna e o direito à assistência de um profissional qualificado;

- Operacionalizar a Lei da Assistência Técnica à Moradia para Famílias de Baixa Renda (Lei 11.888/2008) conforme previsto na legislação, garantindo à população serviços de profissionais habilitados, tanto em novos assentamentos como em projetos de regularização fundiária e urbanística.

9. CONCURSOS PÚBLICOS DE URBANISMO E DE PESSOAL: Concursos públicos de projetos para obras públicas e pessoal capacitado.

- Exigir a realização de concursos públicos de arquitetura e urbanismo abertos à todos os profissionais ou equipes qualificadas tecnicamente para estudar, avaliar e propor soluções para a cidade;

- Eliminar a prática de contratação de projetos através de licitações de menor preço e as questionáveis e antiquadas contratações de “notório saber”;

- Valorizar concursos públicos como instrumento para a conquista de cidades mais sustentáveis, justas e belas, inclusive o Slogan e as CORES DA ADMINISTRAÇÃO, que servirá como cartão postal da cidade.

- Realizar concurso públicos para o quadro de pessoal e valorizar profissionais de carreira.


Fonte de apoio: Instituto de Arquitetura do Brasil

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

1ª Semana do Advento



  • O Senhor esteja convosco.
  • Ele está no meio de nós.
  • Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
  • Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!”

  • Palavra da Salvação.
  • Glória a vós, Senhor.

    _________________________________

A Igreja celebra o Tempo do Advento, marcando o começo de um novo Ano Litúrgico. Liturgia significa “serviço”, portanto iniciamos um novo ano de serviço a Deus!

O Advento é um tempo especial em que somos convidados a uma atitude de vigilância e expectativa, preparando-nos para a celebração do nascimento de Jesus Cristo. As leituras deste tempo nos convidam à vigilância, à oração, à conversão, à abertura para ouvir e acolher a palavra de Deus como fez Maria. São textos proféticos que nos incitam à mudança de vida, à espera do Salvador que vem, vivendo hoje o mesmo espírito de preparação do povo do Antigo Testamento.

O Advento é um dos tempos do Ano Litúrgico e pertence ao ciclo do Natal. A liturgia do Advento caracteriza-se como período de preparação, como pode-se deduzir da própria palavra advento que origina-se do verbo latino advenire, que quer dizer chegar.

Advento é tempo de espera d’Aquele que há de vir. Pelo Advento nos preparamos para celebrar o Senhor que veio, que vem e que virá; sua liturgia conduz a celebrar as duas vindas de Cristo: Natal e Parusia. Na primeira, celebra-se a manifestação de Deus experimentada há mais de dois mil anos com o nascimento de Jesus, e na segunda, a sua desejada manifestação no final dos tempos, quando Cristo vier em sua glória.

O tempo do Advento formou-se progressivamente a partir do século IV e já era celebrado na Gália e na Espanha. Em Roma, onde surgiu a festa do Natal, passou a ser celebrado somente a partir do século VI, quando a Igreja Romana vislumbrou na festa do Natal o início do mistério pascal e era natural que se preparasse para ela como se preparava para a Páscoa. Nesse período, o tempo do Advento consistia em seis semanas que antecediam a grande festa do Natal. Foi somente com São Gregório Magno (590-604) que esse tempo foi reduzido para quatro domingos, tal como hoje celebramos.

Um dos muitos símbolos do Natal é a coroa do Advento que, por meio de seu formato circular e de suas cores, silenciosamente expressa a esperança e convida à alegre vigilância. A coroa teve sua origem no século XIX, na Alemanha, nas regiões evangélicas, situadas ao norte do país.