quinta-feira, 25 de junho de 2015

Conflitos no dia-a-dia




Não tem jeito...Os conflitos estão em nossas vidas desde a criação do mundo, já no primeiro pecado, mais tarde, no primeiro crime, Caim matou Abel. De lá para cá, só pioraram.

Os conflitos estão presente no trabalho, na escola, na igreja, na política, no esporte, na família, enfim, em tudo...E crescem a cada dia.

Nesse mundo dinâmico e conflituoso, é necessário que tenhamos sabedoria para entendermos as causas do conflito. De mão dessas informações, fica mais fácil compreendermos e mediarmos uma solução para o problema.

É preciso agirmos com parcimônia, ouvir os lados e tomar a decisão certa.

Uma atitude, uma palavra, uma frase mal interpretada pode iniciar uma guerra entre nações, entre famílias, entre amigos, etc. Por essas razões, é fundamental o bom preparo para sabermos lhe dar com as várias situações de conflitos. 

Há entre as partes uma séries de interesses que objetivamente busca um resultado positivo para quem estar envolvido...

Assim, há que se analisar os vários interesses...Fazendo esse estudo, as chances de uma mediação positiva será grande.

Um saber que buscamos aprimorar a cada dia.


sexta-feira, 22 de maio de 2015

O PASSADO É UMA PARADA


Tarauacá, no Acre, um município que se destaca pela capacidade que seu povo tem. Uma cidade alegre, divertida e acolhedora. Quem chega logo ver a hospitalidade que o município oferece.


Corcovado Esporte Clube de Tarauacá (1977)

Em pé da esquerda pra direita: Artur Cantiga, Anildo, Chico Lobão, Major e Robério Saraiva.
Agachados: Cacique, Antônio Pires, Orleans Craveiro, Almir (falecido), Cacau, Sérgio (Teda) e Barriga.

Diante de tanta euforia e alegria que a cidade possui, os talentos acabam se destacando e sendo os atores do espetáculo para quem deseja ver. E aí falo do espetáculo que cada um, na sua especificidade, possui e expõe para alegrar o público, elevar a autoestima e o patriotismo tarauacaense.
 Tarauacá Esporte Clube (1978)
Em pé a partir da esquerda: Sávio Moura; Enio Filho; Nilzomar; Guéu; Roberio Saraiva; Irineide
Agachados: Matos, Fernando Moura, Cícero Figueiredo, Cleudo Rocha e Zé do Borges.

Quando o estádio Marechal Rondon existiu, eu estava iniciando os caminhos da vida. Não tive o prazer de jogar no estádio Marechal Rondon, palco de tantas glórias. Mas vivi a alegria de ver os atores jogadores em campo darem espetáculo, partilhando com crianças, jovens, homens e mulheres.

Seleção de Tarauacá - 1985

Em pé a partir da esquerda: Careca do Eduardo, Gilson Prado, Robério Saraiva, Edmar Rodrigues, PM Ó Lima, Orleans Craveiro.
Agachados: Jerônimo, Raimundin Damasceno, Neucirene, Cleudo Rocha, Lindomar Araújo. (acervo Edmar)

 Tarauacá Esporte Clube 
Estadio Marechal Rondon - Tarauacá 

Em pé da esquerda pra direita: Edmar (era radialista na rádio 15 de junho), Careca Piloto; Arthur Cantiga; Zé do Borge; Enio Filho; Laerte Borges; Cleudon Rocha;
Agachados: Quincas Jacinto (diretor); Guéu; Cláudio Moura; Edmilson; Cacique, Dr. Edson; Chico...Os garotos: Jan Mauro; Albanir Moraes; Neto Moura e Cézinha. 

Depois do Marechal Rondon, outros campos foram construídos. Tivemos o “peladão” (hoje Cohab) onde inicie no futebol. Mais tarde, em 1985, foi inaugurado o estádio “Naborzão”. Penso até que deveríamos fazer um debate conjunto em torno da mudança do nome do estádio. Recomeçar com nome novo. Nome temos vários.

 Seleção de Tarauacá
Estádio Marechal Rondon - 1981 
  
Em pé a partir da esquerda: Ó Lima, Orleans Craveiro, Gilson Prado, Edmar rodrigues, Robério Saraiva, Lindomar Pires e Raimundin Damasceno.
Agachados: Cleudo Rocha,  Bené Damasceno, Careca e Lindomar Araújo. (acervo Roberio Saraiva)

Oportuno dizer da importância de se fazer um museu municipal esportivo ou cultural. Tarauacá tem sua história, também, marcada por esses dois segmento.

Seleção de Taraaucá
Inauguração do Naborzão - 1985
Em pé a partir da esquerda: Lindomar Pires, Jan Claudio, Edmar Rodrigues, Árife, Zé Geraldo e Robério. 
Agachados: Ivanildo Parangolé, Bastim, Lindomar Araujo, Orleans Craveiro e Careca.

Este foi um jogo histórico. Realizado na inauguração do estádio de futebol "Naborzão" de Tarauacá, dia 13 de novembro de 1985. Este ano, o campeonato iniciou no "Peladão" e finalizou no "Naborzão".
O jogo inaugural foi entre o Tarauacá de Rio Branco, formado por jogadores que já moravam na capital e a seleção de Tarauacá. O jogo terminou em 3x2 para Tarauacá Rio Branco.
O primeiro gol do estádio foi marcado por Parangolé. Este jogo foi fotografado por Severo Leonardo. (acervo palazio, informações colhidas com Lucino Mourão).
 Seleção de Tarauacá no intermunicipal
jogo contra Cruzeiro do Sul - Estadio Naborzão - 1991


 Seleção de Tarauacá no intermunicipal
Jogo contra Cruzeiro - Cruzeirão


 Verona de Tarauacá
Naborzão 2007
 

  Seleção de Tarauacá
Estadio Naborzão


 Josman Neri, Roberto Dinamite, Velho Lima e Zé Anão
Inauguração do Estadio de Feijó


 O Futuro



"Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado." (Emília Viotti da Costa)

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O PASSADO É UMA PARADA

     






     Corcovado Esporte Clube
    Estádio de Futebol de Tarauacá Marechal Rondon (1977)

    Em pé da esquerda: Artur Cantiga, Anildo, Chico Lobão, Major e Robério Saraiva.
    Agachados: Cacique, Antônio Pires, Orleans Craveiro, Almir (falecido), Cacau, Sérgio (Teda) e Barriga. (acervo:Palazio).

     
    O estádio era localizado ali onde foi construído o Sinteac e a escola Dr. Djalma Batista, hoje CEDUP.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Tarauacá no seu Tempo


Fruta símbolo de Tarauacá: abacaxi de até 15kg 

Vez por outra encontro um morador de Tarauacá dando depoimentos ou declarações afirmando que nossa cidade não é mais a mesma em alguns aspectos ou setores. Os tempos são outros, as pessoas mudam, os projetos mudam, a cidade muda, as tomadas de decisões tomam caminhos diversos. Tarauacá não é diferente.

Estádio Naborzão em Tarauacá 

Considero relevantes as declarações. Nosso município não tem crescido nos últimos tempo tanto quanto se esperava. Quando a Frente Popular assumiu o governo municipal, iniciou o processo de mudança e construção de um Novo Tempo para Tarauacá. No Acre, muito se avançou. O Brasil passa por momentos de desequilíbrio econômico e descrédito político, isso tem contribuído com as circunstâncias atuais.

Poderíamos está vivendo outras oportunidades, potencializando o emprego, o esporte, a cultura, o turismo, etc. As implementações de políticas para o setor e aquecer a economia tem se fragilizado. Contamos apenas com os recursos disponíveis nos contra cheques estadual ou municipal dos servidores.

Festival Indígena 

Estudantes, jovens, índios, empresários, homens e mulheres, têm a esperança de dias melhores. Tarauacá precisa reaquecer seu mercado, fomentar a independência e autonomia financeira aos trabalhadores formais e informais. Entendo que o momento nacional não é bom, mas já era previsto.

Festival de Verão

A Frente Popular está tendo mais uma vez a oportunidade de transformar a vida do povo tarauacaense. Dois Partidos que sempre sonharam em melhorar as condições de vida da população desta cidade, se deparam com as mesmas condições que o tempo não deixou para trás.

A gestão municipal em parceria com outras órgãos buscam ampliar a criação de novos empregos, porém, o crescimento não é proporcional ao número de jovens que entram no mercado de trabalho.


Nas culturas populares, na musica, na literatura e no esporte, Tarauacá sempre se saiu bem. Nossa cidade possui bons talentos. É necessário aproximar o diálogo com os atores e setores, objetivando definir uma agenda conjunta de ações.

Ouvir os que contribuem para o desenvolvimento e as pessoas que virão a usufruir o bem desenvolvido.

Seleção Master de Tarauacá - agosto de 2014

Ainda ha tempo de criar as condições e oferecer um tempo novo para Tarauacá. Neste momento de mudança e esperança, é fundamental que façamos uma reflexão daquilo que queremos para o futuro das próximas gerações.

As grandes mudanças da história foram frutos da decisão popular. Foi assim, na Revolução de 1917 da Rússia, na Revolução Cultural da China, na Revolução Francesa, e também, na Revolução acreana, no Acre. Em Tarauacá não precisamos de uma revolução, precisamos EVOLUIR.

Seleção principal de Tarauacá

Não podemos perder a esperança. Não podemos permitir que o tempo passe sem ver as mudanças necessárias.

Muito se tem feito, mas muito ainda é preciso fazer. Como diz a música, o tempo não para.

Ainda há tempo!



quinta-feira, 9 de abril de 2015

As muitas opções políticas e seus humores



Todo grupo, comunidade e sociedade precisa sempre criar um 'bode expiatório' sobre o qual recaem todas as frustrações e queixas das pessoas

 Leonardo Boff


Por Leonardo Boff

Uma situação de crise generalizada no mundo e em nosso país permite muitos humores e não poucas interpretações. Toda crise é angustiante e dolorosa porque desaparecem as estrelas-guia e nos dá a impressão de um voo cego.


Como mostrou o conhecido pensador René Girard, um dos grandes estudiosos da violência, todo grupo, comunidade e sociedade precisa sempre criar um “bode expiatório” sobre o qual recaem todas as frustrações e queixas das pessoas. Ora são os comunistas, ora os subversivos, ora os homoafetivos, ora os fundamentalistas, geralmente os políticos e os governantes. Modernamente chamam a este fenômeno social complexo de bouling.


Com isso se aliviam as tensões sociais e a sociedade encontra relativo equilíbrio, sempre frágil e instável. Mas criam-se também muitas vítimas, por vezes inocentes e se deixa de reforçar o valor da convivência pacífica e se abre o lugar para o preconceito e para atitudes fundamentalistas.


Tal situação está se verificando claramente no Brasil. Praticamente não há pessoa que não expresse algum tipo de desconforto, até raiva e, no limite, ódio. Quem conhece um pouco o discurso psicanlítico não se admira. Sabe que no ser humano agem, ao mesmo tempo, duas forças: a de sombra sob a qual cabem todas as decepções e descontentamentos face a uma situação dada, seja a saúde que não funciona, o transporte de qualidade ruim, os impostos altos, a classe política inescrupulosa e sem ligação orgânica com os eleitores, a corrupção deslavada que envolve milhões de dólares, coisa que escandaliza, revolta e cobra punições rigorosas. Mas há também a força de luz que representa tudo o que há de bom no ser humano, a bondade, o amor, a compreensão, a amizade e na sociedade, o sentimento de solidariedade num acidente de estrada, a cooperação ao se associar a uma ONG séria que faz trabalho coerente de resgate dos direitos humanos e da dignidade dos mais invisíveis etc.


O desafio é sempre este: a que damos mais primazia? À sombra ou à luz? Desejável e saudável é dar maior espaço à luz. Mas há também momentos em que os fatos perversos, tornados públicos, provocam a iracúndia sagrada, o protesto explícito e a manifestação pública. A sombra tem também o seu direito, pois não é um defeito mas uma marca de nossa condição humana: iracundos e pacíficos, duros e flexíveis.


O desafio é buscar a justa medida que representa o ótimo relativo, o equilíbrio entre o mais e o menos; ou a auto-limitação que significa o sacrifício necessário para que nossa ação não seja destrutiva das relações mas boa para todos. Uma sociedade que se civilizou procura sempre este equilíbrio. Neste grupo estão as maiorias que vivem de seu trabalho, empreendedores corretos que levam o país para frente. São sensíveis aos pobres e dificilmente discriminam por causa da origem, da cor ou da religião.


Atualmente constata-se um leque grande de expressões políticas, digamos de direita, de centro, de esquerda, cada qual com suas nuances. Há os que são conservadores em política, dão primazia ao princípio da ordem, mesmo admitindo que haja excessos sociais. Economicamente são até progressistas, abertos às novidades tecnológicas.


Há os que olham o cenário mundial, onde as grandes potências ditam os rumos da história e pensam: não somos suficientemente desenvolvidos e fortes para termos um projeto próprio.  É mais vantajoso caminhar com eles, mesmo como sócios menores e agregados. Assim não ficamos marginalizados. Estes temem projetos alternativos.


Há os que dizem que não devemos pisar nas pisadas deixadas por outros. Temos que fazer a nossa própria pisada com os recursos que dispomos. Somos grandes, temos um povo criativo, uma natureza que nos garante que a economia futura, de base ecológica, nos fará decisivos para o futuro do planeta. Esses são alternativos e se opõem diretamente à perspectiva imperial de alinhamento ao projeto da globalização. Criticam duramente o projeto neoliberal que acumula de um lado e empobrece de outro, devastando bens naturais.


Há os que não esperam nada de cima, pois a história tem mostrado que todos os projetos elaborados pelos do andar de cima sempre deixaram as grandes maiorias do andar de baixo, lá onde estavam ou simplesmente de fora. Confiam nas organizações dos movimento sociais, articulados de tal forma que conseguem elaborar  um projeto de Brasil debaixo para cima e de dentro para fora. Visam uma democracia participativa e políticas públicas que beneficiem os milhões de historicamente deixados para trás. Esses no Brasil, como em outros países da América Latina, com seus partidos, ocuparam o poder de Estado. Melhoraram a situação dos mais penalizados e todos de alguma forma ganharam. Esses lutam para se garantir no poder e levar avante o projeto popular.


Mas não basta esta vontade generosa. Ela precisa vir revestida de ética, de transparência e de figuras de políticos exemplares que dão corpo ao que pregam. Infelizmente isso não ocorreu ou de forma fragmenta e insuficiente. Não poucos sucumbiram ao arquétipo mais poderoso em nós, segundo C. G. Jung, o poder, porque nos dá a ilusão de onipotência divina, de poder decidir o destino das pessoas além de inúmeras vantagens pessoais.

Max Weber, o mestre do estudo do poder, sentenciou: só exerce bem o poder quem toma distância dele e considera-o passageiro e serviço desinteressado à comunidade.


Fonte: 
http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/As-muitas-opcoes-politicas-e-seus-humores/4/33185


 _________________________________________________________________________


Força de Sombra e Força de Luz


O artigo abaixo é de um Procurador da República de Santa Catarina...Pelas atitudes avaliamos o caráter de uma pessoa...Considero o documento um desabafo quanto a intolerância dos Poderes...Uma voz que pode contribuir no despertar de outras vozes... Ecuar mundo a fora, influindo nas atitudes daqueles que deveriam trabalhar pelos direitos e deveres do povo...Segundo a psicanálise, no ser humano agem, ao mesmo, tempo duas forças, a força de Sombra e a força de Luz. (ver texto acima)


 

Sob o título “Tomara que Deus não exista“, o artigo a seguir é de autoria do procurador da República Davy Lincoln Rocha, de Joinville (SC), que manifesta sua discordância sobre a concessão do auxílio-moradia.

Brasil, um país onde não apenas o Rei Está nu. Todos os Poderes e Instituiçōes estão nus, e o pior é que todos perderam a vergonha de andarem nus. E nós, o Procuradores da República, e eles, os Magistrados, teremos o vergonhoso privilégio de recebermos R$ 4.300,00 reais de “auxílio moradia”, num país onde a Constituição Federal determina que o salário mínimo deva ser suficiente para uma vida digna, incluindo alimentação, transporte, MORADIA, e até LAZER.

A Partir de agora, no serviço público, nós, Procuradores da República dos Procuradores, e eles, os Magistrados, teremos a exclusividade de poder conjugar nas primeiras pessoas o verbo MORAR.

Fica combinado que, doravante, o resto da choldra do funcionalismo não vai mais “morar”. Eles irão apenas se “esconder” em algum buraco, pois morar passou a ser privilégio de uma casta superior. Tomara que Deus não exista…

Penso como seria complicado, depois de minha morte (e mesmo eu sendo um ser superior, um Procurador da República, estou certo que a morte virá para todos), ter que explicar a Deus que esse vergonhoso auxílio-moradia era justo e moral.

Como seria difícil tentar convencê-lo (a ele, Deus) que eu, DEFENSOR da Constituição e das Leis, guardião do princípio da igualdade e baluarte da moralidade, como é que eu, vestal do templo da Justiça, cheguei a tal ponto, a esse ponto de me deliciar nesse deslavado jabá chamado auxílio-moradia.

Tomara, mas tomara mesmo que Deus não exista, porque Ele sabe que eu tenho casa própria, como de resto têm quase todos os Procuradores e Magistrados e que, no fundo de nossas consciências, todos nós sabemos, e muito bem, o que estamos prestes a fazer.

Mas, pensando bem, o Inferno não haverá de ser assim tão desagradável com dizem, pois lá, estarei na agradável companhia de meus amigos Procuradores, Promotores e Magistrados.

Poderemos passar a eternidade debatendo intrincadas teses jurídicas sobre igualdade, fraternidade, justiça, moralidade e quejandos.

Como dizia Nelson Rodrigues, toda nudez será castigada!

Fonte:blogdofred.blogfolha.uol.com.br/…/auxilio-moradia-um-desla…/