Chama-se mais-valia o valor que o
operário cria além do valor de sua força de trabalho, e que é apropriado pelos
capitalistas; Com a descrição da mais-valia, Marx configura o
caráter de exploração do sistema capitalista. De imediato o operário não é
capaz de reverter o quadro porque se encontra alienado.
terça-feira, 29 de novembro de 2016
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
Maquiavel e o Poder
O pensamento de Maquiavel tem uma importância ímpar nos estudos políticos pelo
fato de ele estabelecer uma nítida separação entre a política e a ética
Eis uma frase de Maquiavel que merece uma análise: "Não se pode chamar de valor assassinar seus cidadãos, trair seus amigos, faltar com a palavra dada, ser desapiedado, não ter religião. Essas atitudes podem levar à conquista de um império, mas não à glória."
Embora vivamos num regime democrático com sistema presidencialista, percebe-se nitidamente que, por decorrência de um modelo educacional natimorto e em função de cinco séculos de incomensuráveis desigualdades sociais, temos, no Brasil, uma classe política tão arcaica e obsoleta como a da era renascentista de Maquiavel.
Temos, a bem dos fatos, políticos no poder que assassinam cidadãos quando lhes deixam sem um sistema de saúde decente, em que há uma clara e impiedosa roleta russa para se escolher qual miserável deve viver e qual deve morrer, numa desfaçatez sem tamanho, pois os recursos públicos para o setor são desviados a bel-prazer para robustecer ainda mais a já tão cruel concentração de renda nas mãos e cofres de senhores de duvidosa moral. E tudo isso em detrimento da miséria de milhões de famintos.
A traição a seus amigos ocorre já tão logo cada voto é totalizado, no dia da eleição. Os compromissos de governo são esquecidos, jogados no lixo ou arremessados dentro de alguma gaveta igualmente suspeita. É por isso que, como escrevera Nicolau Maquiavel, há muitos que chegam à conquista de um império, mas não à glória.
Como se vê, a obra de Maquiavel está mais viva do que nunca. E parece ter sido escrita para difundir as discrepâncias e as históricas distorções sociais que se pratica neste País que teima em continuar "deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo".
A imprescindível obra literária de Nicolau
Maquiavel, o pensador de Florença, está mais viva do que nunca, e, embora nem
sempre bem assimilada, está a nos oferecer lições muito pertinentes num período
em que se fala tanto em ética e moralidade na política, e, por conseguinte, no
poder.
Eis uma frase de Maquiavel que merece uma análise: "Não se pode chamar de valor assassinar seus cidadãos, trair seus amigos, faltar com a palavra dada, ser desapiedado, não ter religião. Essas atitudes podem levar à conquista de um império, mas não à glória."
Embora vivamos num regime democrático com sistema presidencialista, percebe-se nitidamente que, por decorrência de um modelo educacional natimorto e em função de cinco séculos de incomensuráveis desigualdades sociais, temos, no Brasil, uma classe política tão arcaica e obsoleta como a da era renascentista de Maquiavel.
Temos, a bem dos fatos, políticos no poder que assassinam cidadãos quando lhes deixam sem um sistema de saúde decente, em que há uma clara e impiedosa roleta russa para se escolher qual miserável deve viver e qual deve morrer, numa desfaçatez sem tamanho, pois os recursos públicos para o setor são desviados a bel-prazer para robustecer ainda mais a já tão cruel concentração de renda nas mãos e cofres de senhores de duvidosa moral. E tudo isso em detrimento da miséria de milhões de famintos.
A traição a seus amigos ocorre já tão logo cada voto é totalizado, no dia da eleição. Os compromissos de governo são esquecidos, jogados no lixo ou arremessados dentro de alguma gaveta igualmente suspeita. É por isso que, como escrevera Nicolau Maquiavel, há muitos que chegam à conquista de um império, mas não à glória.
Como se vê, a obra de Maquiavel está mais viva do que nunca. E parece ter sido escrita para difundir as discrepâncias e as históricas distorções sociais que se pratica neste País que teima em continuar "deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo".
Haja luz na obra de Maquiavel.
Fonte: maquiaveli.blogspot.com.br
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
A política do “rouba, mas faz” precisa finalmente ser superada
Agora o pior são aqueles que roubam e
não fazem mais nada!
O
bordão “rouba, mas faz” surgiu na política brasileira na década de 50
quando os cabos eleitorais do político Adhemar de Barros tentavam defendê-lo
dos adversários que o acusavam de ser ladrão. Até hoje essa frase é repetida
por milhares de pessoas para justificar o voto em candidatos fichas-suja,
corruptos, desonestos ou descomprometidos com a res
pública.
Este
ano, o “Índice de Percepção da Corrupção” mediu os níveis de corrupção no setor
público em 168 países. No ranking, o Brasil ocupa o 76º lugar, colocação pior
que na edição anterior, talvez por conta dos casos recentes envolvendo a
Petrobrás. Em meio a tantos escândalos de corrupção, “Mensalão”, “Petrolão”,
“Lava Jato”, delações premiadas, condenações, instabilidade entre os
poderes e pedidos de impeachment, instalou-se uma grave crise política no país.
Mas
muita gente pergunta: o que a crise de governabilidade tem a ver com a
corrupção? E nós respondemos: tudo! Nas democracias, a estabilidade no país se
constrói com respeito entre os poderes e entre governantes e governados. O
cidadão, precisa ter confiança nas ações de seus representantes. Quando o
eleitor acredita que não há candidatos honestos, capazes de realizarem uma
gestão proba e vota naquele que acha que “vai roubar menos”, ele está
fortalecendo a corrupção e agravando a crise institucional que vivenciamos hoje.
Não
podemos mais aceitar que um político ou qualquer autoridade cometa crimes e por
estes não sejam punidos, mesmo que se tenha resultados concretos com sua ação
ou omissão, pois um crime merece a imediata reprimenda social e quando esta não
vem, temos a impunidade como mote para cometimentos de outros num círculo
vicioso e pernicioso, em que a própria população inverte os valores.
Ruy Barbosa afirmou certa vez que "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver
prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver
agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da
virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.” Embora respeite esses versos e tê-los
infelizmente como reais, não podemos nunca desanimar, nem ter vergonha da
honestidade e a nossa luta é justamente para mudar a realidade neles descrita.
Devemos,
sempre, combater todas as formas de corrupção e aqueles que lançam mão da coisa
pública em interesse próprio devem sempre ser punidos, independentemente do
resultado. Através das nossas ações, devemos exigir dos nossos representantes
transparência, comprometimento, respeito, integridade e retidão, que se
encontram presentes nos princípios de todo administrador público e quando se
violam tais caracteres, a aceitação nunca pode prevalecer.
Essa
aceitação, mesmo que tácita, é algo que precisa ser combatida e a realidade que
precisamos mudar depende de uma postura de indignação com qualquer ato
criminoso, pois só assim teremos a esperança de que tudo que estamos vendo hoje
seja no futuro um passado para ficar somente na história e nunca mais prevalecendo
como hodiernamente, de modo que as futuras gerações possam se orgulhar do passo
dado e concretizado em posturas objetivas de não se resignar com atos
criminosos, pois estes são e sempre serão errados, não podendo ser convalidados
nunca.
Agora
o pior de tudo é que estamos em outra fase também, a que rouba e não faz mais!
Fonte:
http://joseherval.jusbrasil.com.br/artigos/406870975/a-politica-do-rouba-mas-faz-precisa-finalmente-ser-superada?utm_campaign=newsletter-daily_20161121_4384&utm_medium=email&utm_source=newsletter
terça-feira, 22 de novembro de 2016
Justiça que prende, Justiça que solta
Após meses de intenso trabalho
investigativo, a polícia consegue desvendar as atividades criminosas de uma
perigosa quadrilha e identifica os seus membros. O juiz decreta a prisão preventiva
de todos eles. Pouco tempo depois, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concede
habeas corpus para que sejam postos em liberdade. A sociedade protesta.
Há algo errado nesse filme já visto tantas vezes, e
o erro, muito frequentemente, não vai estar nas pontas: nem na polícia (embora
isso às vezes ocorra), nem muito menos no lado da sociedade – cansada, com
justa razão, de conviver com a violência e a impunidade.
É no Judiciário, portanto, que o problema acontece.
A velha ideia popular de que “a polícia prende, a Justiça solta” bem poderia
ser substituída por uma outra questão: “Por que a Justiça prende e a Justiça
solta?” A resposta tem a ver com uma exigência da Constituição
Federal, estabelecida no artigo 5º, LXI, e
com o controle da legalidade das decisões judiciais pelos tribunais.
Última medida
Num país onde vigora a presunção de inocência, a
prisão antes do julgamento é possível, mas excepcional. No caso da prisão
preventiva, cabe ao juiz que a decreta indicar os motivos específicos pelos
quais aquela pessoa, ao contrário dos outros réus, não pode continuar em
liberdade enquanto responde ao processo.
Conforme destaca o ministro Rogerio Schietti Cruz
(leia a entrevista),
“é preciso dizer mais que o óbvio”, pois a prisão cautelar “é a última medida”,
à qual só se deve recorrer quando todas as outras se mostram insuficientes.
Se não há indicação dos motivos, ou se eles não são
válidos, a prisão é ilegal. Em tais casos, a responsabilidade pela soltura de
um preso eventualmente perigoso não pode ser atribuída a quem, cumprindo o
comando constitucional, apenas reconhece essa situação.
Motivação específica
Quando a pessoa comete um crime grave, nem sempre
haverá razão para ser presa antes de julgada, ainda que possa receber pena
longa, se ao final do processo for condenada. A prisão cautelar não é a regra,
mas exceção, e tem requisitos específicos que precisam ser demonstrados para
que a supressão provisória da liberdade não se torne automática, arbitrária e
ilegal. Por exemplo, a ordem de prisão precisa mostrar que o réu está
destruindo provas ou coagindo testemunhas, que fugiu ou que sua liberdade
representa um risco de prática de novos crimes.
Em respeito ao princípio da excepcionalidade da
cautela extrema, decisões que suprimem a liberdade humana não podem ignorar as
particularidades do caso concreto, “sob pena de engendrar a decretação automática
de prisão preventiva contra todos os autores de crimes graves,
independentemente da singular apreciação de cada um deles”, afirmou o ministro
Schietti ao julgar o HC 299.666.
Isso porque, segundo ele, para justificar a prisão
preventiva, não basta invocar a gravidade abstrata do delito nem recorrer a
afirmações “vagas e descontextualizadas” de que a medida é necessária para
garantir a ordem pública ou econômica, a instrução criminal ou a aplicação da
lei penal.
Com base no mesmo entendimento, em setembro deste
ano, a Sexta Turma do STJ concedeu habeas corpus a sete pessoas presas em São
Paulo sob acusação de associação para o narcotráfico, garantindo-lhes o direito
de responder ao processo em liberdade (HC 363.540).
Argumento genérico
Ao analisar o pedido de um dos acusados naquele
caso, os ministros revogaram a decisão que decretou a prisão, já que deixou de
indicar motivos suficientes, relacionados à situação específica, que
justificassem a real necessidade de colocar o réu cautelarmente privado de sua
liberdade.
Em seu despacho, o juiz afirmou que havia indícios
suficientes da existência do crime de tráfico, mas, ao fundamentar a prisão,
disse apenas que ela era necessária “para assegurar a aplicação da lei penal,
bem como para garantir a ordem pública, dada a repulsa e os danos sociais
causados pelas drogas, notadamente pela facilidade de aliciamento de
adolescentes e crianças à referida prática delituosa, seduzidas, muitas vezes,
pelo rápido e vultoso retorno financeiro”.
Nenhuma palavra sobre a situação particular dos
investigados, sobre o que fizeram concretamente, nem sobre os fatos específicos
apurados no inquérito. Os argumentos apresentados na decisão judicial, de
acordo com o ministro Schietti, poderiam servir para fundamentar a prisão de
qualquer outra pessoa acusada de associação para o tráfico, em qualquer outro
processo, o que evidencia o caráter vago e genérico do decreto de prisão.
População prisional
A despeito do controle do Judiciário sobre suas
próprias decisões, os presídios estão abarrotados de presos sem julgamento.
No primeiro semestre de 2014, o número de presos no
Brasil ultrapassava a marca dos 600 mil – número consideravelmente superior às
376.669 vagas do sistema penitenciário, como aponta o último levantamento feito
pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen).
Com a quarta maior população prisional e a quinta
maior taxa de ocupação dos estabelecimentos prisionais (161%) do mundo, o
Brasil ainda enfrenta uma agravante: 41% dos presos esperam julgamento, ou
seja, estão em prisão temporária ou preventiva. Isso representa, conforme o
novo relatório de informações penitenciárias (Infopen), a quarta maior
população de presos sem condenação.
E essa tendência de crescimento do número de presos
que esperam julgamento é mundial. Segundo relatório do Centro Internacional de
Estudos Prisionais (ICPS), de 2014, cerca de 3 milhões de pessoas no mundo
estão presas provisoriamente.
Medidas alternativas
Quando não estão presentes os requisitos
autorizadores da prisão preventiva, e sempre que ela não se mostre
indispensável, o juiz deve se valer de medidas alternativas para preservar o
processo e a sociedade. Em outubro deste ano, a Sexta Turma determinou a
soltura de uma mulher acusada de entrar com droga em presídio e aplicou medidas
cautelares diversas da prisão (RHC 75.589).
Segundo o relator do caso, ministro Nefi Cordeiro, o
juiz apontou que a indiciada, em depoimento à polícia, reconheceu ter tentado
entrar com droga no presídio. De acordo com o ministro, o juiz não mencionou
nada acerca da existência de eventual histórico delitivo, ou mesmo de outras
circunstâncias gravosas que pudessem justificar a segregação – o que, em seu
entendimento, é suficiente para a adoção de medidas cautelares diversas da
prisão.
Abandono de veículo
Em julgamento semelhante, de agosto passado, a
Quinta Turma revogou o decreto prisional de um homem acusado de roubo e
substituiu a segregação pelas medidas cautelares previstas no artigo 319,
incisos I e IV,
do Código
de Processo Penal – com a ressalva de que nova prisão poderia ser
decretada, desde que concretamente fundamentada (RHC 67.478).
Para o relator, ministro Reynaldo Soares da Fonseca,
a mera alegação de abandono do veículo, após sua utilização em velocidade alta,
não é suficiente, por si só, para justificar a prisão cautelar, “em especial
porque tal menção consta somente da decisão que converteu a prisão em flagrante
em preventiva”.
Ele observou que as instâncias ordinárias fizeram
apenas menção aos termos da lei processual e uma análise teórica, com termos
genéricos e suposições acerca da necessidade da prisão preventiva, sem apontar
dados objetivos da suposta conduta delitiva.
“Em suma, os fundamentos lançados pelas instâncias
ordinárias não são idôneos para a manutenção da prisão preventiva decretada”,
afirmou.
Desemprego
A jurisprudência do STJ é firme no
sentido de que toda prisão imposta ou mantida antes do trânsito em julgado de
sentença penal condenatória deve vir sempre baseada em fundamentação concreta,
ou seja, em elementos vinculados à realidade e não em suposições ou
conjecturas.
Em junho deste ano, a Sexta Turma revogou
decisão que justificou a prisão preventiva como necessária à garantia da ordem
pública e da aplicação da lei penal. Constava na decisão do juiz que, ficando
solto, o réu, “desempregado, poderá voltar a valer-se da prática de atos
delituosos, já que não tem meios lícitos para se manter, ou evadir-se do
distrito da culpa” (HC 355.470).
Para o relator, ministro Sebastião Reis
Júnior, a prisão foi mantida em segundo grau com base nas circunstâncias do
crime e em juízos de probabilidade acerca da periculosidade do agente. “Fez-se
simples referência à gravidade genérica do delito de roubo e, em razão de o
paciente estar desempregado, ao provável estímulo à reiteração criminosa,
fundamentos que se mostram insuficientes”, ressaltou.
Em decisão unânime, a turma concedeu o
habeas corpus para assegurar ao acusado o direito de aguardar o julgamento em
liberdade.
Tema Frequente
Uma pesquisa da
Fundação Getúlio Vargas concluída em 2014, sob coordenação do professor Thiago
Bottino, revelou que a prisão cautelar era o tema predominante nos pedidos de
habeas corpus originados em quatro dos cinco Tribunais de Justiça com maior
volume de ações dessa natureza no STJ. No caso do TJ paulista, campeão absoluto
do ranking, a prisão cautelar aparecia como o
segundo tema mais frequente.
Em grande parte das impetrações, a
alegação da defesa é a falta de motivação válida, o que o tribunal é forçado a
reconhecer sempre que não encontra na ordem de prisão a necessária referência a
fatos concretos e específicos que justifiquem a medida extrema.
Fonte: JusBrasil
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Como a vitória de Trump pode afetar o Brasil?
Republicano não mencionou o país em sua campanha,
mas tem um elemento de imprevisibilidade que pode prejudicar as relações com os
brasileiros.
Da BBC
Donald Trump discursa após ser declarado vencedor nas eleições, em Nova York, na madrugada de quarta (9) (Foto: Reuters/Mike Segar)
Em um triunfo
inesperado, o republicano Donald Trump foi
eleito o novo presidente dos Estados Unidos. Trump conquistou vários
Estados-pêndulo, onde os resultados eram imprevisíveis - podiam favorecer tanto
um quanto o outro partido -, como Flórida, Ohio e Carolina do Norte, garantindo
vantagem sobre Hillary Clinton.
Sua vitória não era indicada pelas
pesquisas de opinião, que apontavam Clinton como novo presidente. Mas como o
êxito do republicano impacta no Brasil? Leia a seguir os principais pontos de
contato entre os dois países.
Economia e
comércio
Vários aspectos
devem ser levados em conta para responder a questão. Um deles é a maneira como os dois
candidatos e seus partidos encararam a economia e as relações comerciais entre
os Estados Unidos e o resto do mundo.
O Brasil se beneficiaria de uma
maior abertura dos EUA a produtos brasileiros. Hoje os EUA são o segundo maior
parceiro comercial do Brasil, atrás da China. Historicamente, o Partido
Republicano, de Trump, defende o livre comércio e se opõe a medidas
protecionistas que ajudassem empresas americanas a competir com estrangeiras.
Assim, um candidato republicano
tenderia a ser melhor para os interesses econômicos do Brasil do que um
candidato democrata. Mas Trump inverteu essa lógica ao
propor renegociar os acordos comerciais firmados pelos EUA para preservar
empregos no país e reduzir o déficit americano nas transações com o resto do
mundo. Se o empresário colocar essas ações
em prática, o Brasil poderia ser prejudicado.
A professora de Relações
Internacionais da ESPM Denilde Holzhacker afirma que as consequências seriam
imediatas e negativas, e causariam o que muitos economistas estão chamado de
"efeito Trump". "Como ele fez propostas muito
amplas e populistas, o efeito econômico dessas medidas podem ter impacto grande
e gerar um caos na economia - principalmente porque ele é contrário ao livre
comércio, se mostrou protecionista."
Mas Holzhacker faz uma ressalva
sobre a aplicação dessas medidas. "Agora, para saber o quanto ele
vai conseguir implementar disso, vamos ter que esperar. Ele é tão imprevisível
e tudo fica tão indefinido que prejudica muito o cenário econômico."
Imigração e
vistos
Estima-se que
um milhão de brasileiros vivam nos EUA, boa parte em situação migratória
irregular. Trump propôs construir um muro na
fronteira do país com o México e
prometeu deportar todos os imigrantes sem documentos.
Ele diz que protegerá o
"bem-estar econômico de imigrantes legais" e que a admissão de novos
imigrantes levará em conta suas chances de obter sucesso nos EUA, o que em tese
favoreceria brasileiros com alta escolaridade e habilidades específicas que
queiram migrar para o país. Evento de latinos em apoio a Trump,
que promoteu construir um muro para evitar entrada de imigrantes.
Outro tema de interesse dos
brasileiros é a facilidade para obter vistos americanos. Trump fez poucas
menções ao sistema de concessão de vistos do país.
Hoje, Brasil e EUA negociam a adesão
brasileira a um programa que reduziria a burocracia para viajantes frequentes
brasileiros, como executivos. A eliminação dos vistos, porém, ainda parece
distante.
Para que a isenção possa ser
negociada, precisaria haver uma redução no índice de vistos rejeitados em
consulados americanos no Brasil, uma exigência da legislação dos EUA.
Relação com o
Brasil
O Brasil e a
América Latina não foram tratados como temas prioritários nas campanhas dos
dois candidatos. Em 2015, Trump citou o Brasil ao
listar países que, segundo ele, tiram vantagem dos Estados Unidos através de
práticas comerciais que ele considera injustas. A balança comercial entre os
dois países, porém, é favorável aos EUA.
Como empresário, Trump é sócio de um
hotel no Rio de Janeiro e licenciou sua marca para ser usada por um complexo de
edifícios na zona portuária da cidade. Anunciada em 2012, a obra ainda nem
começou.
Para a professora de Relações
Internacionais da Unifesp Cristina Pecequilo, como Trump não falou nada sobre o
país e se distanciou de temas ligados à América Latina, não deve haver muitas
mudanças para os brasileiros. No entanto, diferentemente de Hillary, o
republicano tem o elemento de imprevisibilidade.
"A situação do governo Hillary para
o Brasil teria sido mais tranquila porque era mais previsível por qual caminho
ela iria. Seria a continuidade do governo Obama, de uma dimensão política que
tem o reconhecimento do Brasil como relevante, sem muitas mudanças."
Pecequilo afirma que o país deve
perder relevância na visão dos Estados Unidos dado o conturbado cenário
interno. "Eles estão com tanto problema
dentro de casa, que o Brasil não é uma preocupação."
Relação entre Brasil e EUA também
vai depender de química entre Temer e Trump
Questão de
química
Especialistas
nas relações Brasil-EUA costumam dizer que os laços entre os dois países
dependem em grande medida da química entre seus líderes, independentemente de
seus partidos ou ideologias.
Eles afirmam que, embora seguissem
tradições políticas bastante distintas, os presidentes Luiz Inácio Lula da
Silva (2003-2011) e George W.
Bush (2001-2009) tinham uma
relação tão boa quanto a mantida entre FHC (1995-2002) e Bill Clinton (1993-2001), que tinham maior
afinidade ideológica.
Já a relação entre Barack Obama e
Dilma Rousseff nunca foi tão
próxima e sofreu com a revelação de que o governo americano havia espionado a
presidente brasileira.
Analistas afirmam ainda que Brasil e
EUA têm relações bastante diversificadas e que os laços devem ser mantidos
qualquer que seja o resultado da eleição em novembro, já que os dois governos
dialogam dentro de estruturas burocráticas.
Do lado brasileiro, há interesse em
se aproximar mais dos EUA, vença quem vençer. Em entrevista à BBC Brasil em
julho, o embaixador brasileiro em Washington, Sérgio Amaral, disse que o
governo Temer investiria nas relações com as cinco principais potências globais
(EUA, China, Rússia, França e Reino Unido).
Amaral afirmou ainda que, na
Embaixada, priorizaria áreas em que Brasil e EUA têm maior convergência, como
direitos humanos e meio ambiente.
Conheça Donald Trump, o presidente eleito dos Estados Unidos
Sem experiência
política, empresário venceu Hillary Clinton. Ele gosta de dizer que começou
negócios com 'empréstimo' de seu pai.
Do G1, em São Paulo
Donald Trump discursa após ser declarado vencedor nas eleições, em Nova York, na madrugada de quarta (9) (Foto: Reuters/Mike Segar)
O republicano
Donald Trump, novo presidente eleito dos Estados
Unidos é conhecido
pelo temperamento explosivo e pelas declarações polêmicas. Sem experiência
política anterior, o empresário bilionário, de 70 anos, conseguiu impor uma
amarga derrota à ex-primeira-dama e ex-secretária de Estado americana, Hillary
Clinton.
Com discursos centrados nas frustrações e inseguranças dos americanos em um mundo em mutação, tornou-se a voz da mudança para milhões deles.
Desde criança ele mostrava um
comportamento rebelde, tanto que seu pai teve que tirá-lo da escola aos 13
anos, onde havia agredido um professor, e interná-lo na Academia Militar de
Nova York, com a esperança de que a disciplina militar corrigisse a atitude de
seu filho.
“Uma vez jogou um bolo de aniversário em todo mundo numa festa, outra vez jogou um apagador num professor, que ficou com o olho roxo. O pai de vez em quando recebia ligações da escola dizendo: o ‘Donald não está se comportando’. E ficava muito frustrado”, relatou o biógrafo Michael D'Antonio ao Jornal Nacional.
Aparentemente,
o pequeno Donald "era um valentão boca suja" que adorava "dizer
palavrões a todo volume", segundo o médico Steve Nachtigall, de 66 anos,
que sofreu com suas travessuras.
Trump
graduou-se em 1964 na academia, onde alcançou a patente de capitão e
vislumbrava seu destino: "Um dia, serei muito famoso", comentou então
ao cadete Jeff Ortenau.
Em 1968, o hoje magnata formou-se em Economia na Escola Wharton da Universidade da Pensilvânia, e se transformou no favorito para suceder seu pai no comando da empresa familiar, Elisabeth Trump & Son, dedicada ao aluguel de imóveis de classe média nos bairros nova-iorquinos de Brooklyn, Queens e Staten Island.
Trump assumiu em 1971 as rédeas da
companhia, rebatizada como The Trump Organization, e se mudou para a Manhattan.
Enquanto seu pai construía casas para a classe média, ele optou pelas torres
luxuosas, hotéis, casinos e campos de golfe. Trump gosta de dizer que começou
seus próprios negócios modestamente, com “um pequeno empréstimo de US$ 1
milhão” de seu pai.
O jovem Donald Trump (ao centro) (Foto: Reprodução/TV Globo)
Já nos anos
1980, tinha em construção diversos empreendimentos na cidade, incluindo a Trump
tower, o Trump Plaza, além de cassinos em Atlantic City, em Nova Jersey.
Casou-se pela primeira vez em 1977, com a modelo tcheca Ivana Zelníčková, com
quem tem três filhos, e pela segunda vez em 1993, com a atriz Marla Maples, com
quem tem uma filha.
Em 2011, se casou com sua atual
mulher, Melania Knauss, ex-modelo eslovena de 46 anos que cria seu filho
Barron, de 10 anos. Ela foi colocada longe dos holofotes durante a campanha. Já
seus filhos adultos, Ivanka, Donald Jr., Eric Tiffany participam da corrida
eleitoral. Trump tem sete netos.
Na começo da
década de 90, três dos seus cassinos entraram falência por causa de dívidas, na
tentativa de reestruturá-las. Em 1996, comprou os direitos dos concursos Miss
USA, Miss Universo e Miss Teen, tornando-se seu produtor executivo.
Donald Trump e sua primeira mulher, Ivana, no dia em que adquiriu cidadania americana, em 1988 (Foto: AP)
Oito anos mais
tarde, tornaria-se figura pública ainda mais conhecida ao virar apresentador do
programa “The Apprentice”, em que tinha o poder de demitir os participantes.
Apesar de afirmar ter US$ 10
bilhões, sua fortuna foi estimada em US$ 4,5 bilhões pela Forbes. Em 2014, o
Partido Republicano sugeriu que concorresse ao governo de Nova York, mas Trump
disse que o cargo não lhe interessava.
Trump mora em um triplex no topo da
Torre Trump em Nova York, e viaja em seu Boeing 757 privado, que serve
regularmente como pano de fundo para seus comícios.
Cabelo tingido de loiro,
impecavelmente vestido, ele fascina e horroriza. Quando uma dúzia de mulheres o acusaram
de assédio e gestos sexuais impróprios, ele tratou todas de
mentirosas.
Trump não é dos mais fiéis a
ideologia: foi democrata até 1987 e, em seguida, republicano (1987-1999),
membro do partido da Reforma (1999-2001), democrata (2001-2009), e republicano
novamente. Durante a sua carreira foi alvo de dezenas de processos civis
relacionados aos seus negócios.
Donald Trump diante de seu helicóptero, em 1988 (Foto: AP)
Recusou-se a publicar seu imposto de
renda - uma tradição para os candidatos à Casa Branca - e reconheceu que não
tinha pago impostos federais durante anos, depois de informar enormes perdas de
US$ 916 milhões em 1995. "Isto faz de mim uma pessoa inteligente",
disse ele, mais uma vez causando enorme polêmica.
Veja as propostas e ideias do candidato:
Política Externa/Defesa
Em um longo
discurso sobre o assunto, Trump deixou claro que os EUA estarão sempre em
primeiro lugar, mesmo que para isso precise sacrificar os interesses de seus
aliados mais próximos. Ele reclama que os “amigos” estão dependentes demais dos
EUA e que os rivais não mais respeitam ou se sentem ameaçados pelo país.
Trump quer ampliar o poder militar
dos EUA, afirmando que o país sob seu governo se tornaria tão poderoso e
ameaçador que não sofreria ameaças de absolutamente ninguém. O candidato
defende a adoção de táticas de tortura e diz que poderia aprovar técnicas ainda
mais duras do que o “waterboarding”, um tipo de afogamento proibido atualmente.
Ele diz ainda que os EUA precisam ser “imprevisíveis” e se diz aberto ao uso de armas nucleares, inclusive como reação a ataques terroristas como os ocorridos em Bruxelas, na Bélgica, no início de 2016. Trump também defende que o país se volte à sua própria defesa e que aliados como Japão e países europeus precisam investir mais em sua própria segurança e parar de depender da ajuda dos EUA.
O candidato disse que pretende
modernizar o arsenal nuclear, e prometeu buscar uma convivência pacífica com
países como China e Rússia, mas garantiu que irá traçar um limite e responder
duramente quando alguém o ultrapassar.
Donald Trump brinca com uma máscara no palco de um comício em Saratosa, na Flórida, na segunda (7) (Foto: Reuters/Carlo Allegri)
Prometeu ainda
impedir o avanço do islamismo radical trabalhando de perto com aliados no mundo
muçulmano, mas cobrando respeito e gratidão dos países que forem ajudados pelos
EUA.
Economia
A base econômica de Trump é a promessa de aumento de empregos, um de seus temas mais frequentes. Ele diz que os EUA deixarão de perder indústrias e empregos para a China e o México, e nesse sentido ameaça penalizar empresas que queiram deixar o país. Trump afirma que pretende aumentar impostos para quem o fizer ou para quem não empregar preferencialmente americanos e chegou a afirmar que quer “obrigar” a Apple a fabricar seus produtos nos Estados Unidos.
A base econômica de Trump é a promessa de aumento de empregos, um de seus temas mais frequentes. Ele diz que os EUA deixarão de perder indústrias e empregos para a China e o México, e nesse sentido ameaça penalizar empresas que queiram deixar o país. Trump afirma que pretende aumentar impostos para quem o fizer ou para quem não empregar preferencialmente americanos e chegou a afirmar que quer “obrigar” a Apple a fabricar seus produtos nos Estados Unidos.
Em relação a
impostos, ele já prometeu aumentar a taxação dos ricos para diminuir a dos
pobres, voltando atrás depois. Ele agora diz que pretende simplificar e reduzir
impostos para todos os americanos e que também quer que empresas paguem menos.
Trump promete ainda cortar muitos gastos do governo e sugeriu em entrevista à
MSNBC que uma de suas primeiras ações para que isso seja alcançado poderia ser
cortar o Departamento de Educação.
Saúde
Donald Trump promete revogar o Obamacare, a lei pela qual todo americano deve ter plano de saúde, em seu primeiro dia de mandato. Ele sinaliza em seu site que pretende seguir os princípios do livre mercado e diz que “o melhor programa social sempre será um emprego”. Por isso, acredita que a criação de mais empregos e a melhora da economia possibilitará que a grande maioria dos americanos pague por suas despesas de saúde sem depender do governo.
Donald Trump promete revogar o Obamacare, a lei pela qual todo americano deve ter plano de saúde, em seu primeiro dia de mandato. Ele sinaliza em seu site que pretende seguir os princípios do livre mercado e diz que “o melhor programa social sempre será um emprego”. Por isso, acredita que a criação de mais empregos e a melhora da economia possibilitará que a grande maioria dos americanos pague por suas despesas de saúde sem depender do governo.
O Medicaid
seria centrado em cada estado, sem interferência do governo federal. Ele diz
que a compra de seguros de saúde não deve ser obrigatória, mas que estes
deverão ser oferecidos em todos os estados, sem restrições. Além dos seguros,
que seriam dedutíveis do imposto de renda, Trump sugere a criação de Health
Savings Acounts (HSAs), uma espécie de poupança específica para gastos com
saúde e que pode beneficiar qualquer membro da família do titular, inclusive
sendo herdada em caso de morte.
O republicano
também defende transparência nos valores cobrados por médicos, hospitais e
instituições e a livre competição entre eles. As regras de livre mercado seriam
aplicadas ainda aos fabricantes de medicamentos. Em sua declaração oficial
sobre saúde, Donald Trump diz ainda que suas propostas para imigração ajudarão
a desonerar o sistema, já que “providenciar atendimento médico a imigrantes
ilegais nos custa cerca de US$ 11 bilhões por ano”.
Educação
Trump defende que o governo federal não interfira e a educação fique a cargo de cada estado. Ele diz também que o governo não deve lucrar com empréstimos estudantis, mas ainda não apresentou nenhum projeto sobre o assunto, dizendo apenas que irá “fazer algo muito inteligente em relação ao financiamento”. Trump também quer que escolas deixem de ser “zonas livres de armas”, e que pessoas possam portar armas dentro e ao redor delas. Segundo o candidato, escolas sem armas são “iscas” para ataques de pessoas com problemas mentais.
Trump defende que o governo federal não interfira e a educação fique a cargo de cada estado. Ele diz também que o governo não deve lucrar com empréstimos estudantis, mas ainda não apresentou nenhum projeto sobre o assunto, dizendo apenas que irá “fazer algo muito inteligente em relação ao financiamento”. Trump também quer que escolas deixem de ser “zonas livres de armas”, e que pessoas possam portar armas dentro e ao redor delas. Segundo o candidato, escolas sem armas são “iscas” para ataques de pessoas com problemas mentais.
Imigração
Um dos pontos mais conhecidos do programa de Trump é a promessa de construir um muro na fronteira com o México, obrigando este país a pagar pela obra com ameaças de sanções, cobranças de dívidas e cortes de acordos comerciais. Ele afirma que “uma nação sem fronteiras não é uma nação” e promete ainda expulsar todos os imigrantes ilegais que já estão nos EUA, cerca de 11 milhões de pessoas, afirmando que aqueles que comprovarem ser “boas pessoas” serão aceitos de volta de forma legal.
Um dos pontos mais conhecidos do programa de Trump é a promessa de construir um muro na fronteira com o México, obrigando este país a pagar pela obra com ameaças de sanções, cobranças de dívidas e cortes de acordos comerciais. Ele afirma que “uma nação sem fronteiras não é uma nação” e promete ainda expulsar todos os imigrantes ilegais que já estão nos EUA, cerca de 11 milhões de pessoas, afirmando que aqueles que comprovarem ser “boas pessoas” serão aceitos de volta de forma legal.
Trump exibe desenho de muro que promete construir na fronteira com o México para proibir a entrada de imigrantes durante comício na Carolina do Norte (Foto: REUTERS/Jonathan Drake)
Trump também
considera aumentar os custos de taxas de entrada no país e de vistos
temporários e diz que irá acabar com o H-1B, um visto para não imigrantes que
permite que empregados especializados sejam contratados temporariamente para
determinados cargos por empresas americanas.
O candidato diz que irá obrigar as
empresas a empregar primeiro cidadãos americanos em qualquer situação, sem
exceção. Em relação aos refugiados, Donald Trump acredita que os EUA não devem
receber sírios, iraquianos e outros que venham de países de maioria muçulmana.
Ele propôs, inclusive, uma proibição da entrada de qualquer muçulmano no país
até que “se descubra o que está acontecendo”.
Aborto
O republicano já mudou de ideia mais de uma vez em relação ao direito ao aborto, com o qual concordava há alguns anos. Ele diz ter revisto sua posição e agora afirma que aceita o procedimento apenas em casos de risco de vida para a mãe, incesto ou estupro. Mas Trump acredita que a organização Planned Parenthood deve parar de realizar abortos e que destinar recursos públicos para a realização do procedimento é “um insulto às pessoas de consciência, no mínimo, e uma afronta a um bom governo”.
O republicano já mudou de ideia mais de uma vez em relação ao direito ao aborto, com o qual concordava há alguns anos. Ele diz ter revisto sua posição e agora afirma que aceita o procedimento apenas em casos de risco de vida para a mãe, incesto ou estupro. Mas Trump acredita que a organização Planned Parenthood deve parar de realizar abortos e que destinar recursos públicos para a realização do procedimento é “um insulto às pessoas de consciência, no mínimo, e uma afronta a um bom governo”.
Recentemente ele causou polêmica ao defender em entrevista à CNN “algum tipo de punição” para mulheres que abortassem caso o procedimento se tornasse ilegal. Horas mais tarde ele voltou atrás e disse que os médicos é que deveriam ser punidos, jamais as mulheres.
Armas
Trump é contra novas restrições ao porte de armas. Ele afirma que é preciso endurecer as leis para lidar com criminosos violentos e expandir tratamentos de saúde mental, embora não especifique como faria isso. Mas diz que os donos de armas que querem se defender devem ter seus poderes ampliados porque a polícia não consegue estar em todos os lugares o tempo todo.
Trump é contra novas restrições ao porte de armas. Ele afirma que é preciso endurecer as leis para lidar com criminosos violentos e expandir tratamentos de saúde mental, embora não especifique como faria isso. Mas diz que os donos de armas que querem se defender devem ter seus poderes ampliados porque a polícia não consegue estar em todos os lugares o tempo todo.
Donald Trump discursa em fórum da National Rifle Association's NRA-ILA, em Louisville, Kentucky (Foto: Scott Olson/Getty Images/AFP)
Trump defende
ainda que não existam restrições ao tipo de armas que um cidadão pode comprar e
diz que o sistema nacional de checagem de antecedentes falha ao não incluir
registros criminais e de saúde mental em muitos estados. Mas ele diz que a
maioria dos criminosos usa armas de outras pessoas e não passa por essas
checagens e que, por isso, não é necessário “expandir um sistema quebrado”.
Trump defende ainda que as licenças para porte de arma sejam válidas nacionalmente e faz uma comparação com carteiras de motorista, válidas nos 50 estados. “Se podemos fazer isso por dirigir – que é um privilégio e não um direito – então certamente podemos fazer pelo porte de armas, que é um direito e não um privilégio”.
Trump defende ainda que as licenças para porte de arma sejam válidas nacionalmente e faz uma comparação com carteiras de motorista, válidas nos 50 estados. “Se podemos fazer isso por dirigir – que é um privilégio e não um direito – então certamente podemos fazer pelo porte de armas, que é um direito e não um privilégio”.
Meio ambiente/ Energia
O republicano
se diz “muito a favor” da energia nuclear e diz que irá trazer de volta a
indústria do carvão “100%”. Ele afirma ainda que políticas de energia limpa e
para reduzir as emissões de carbono iriam colocar em perigo empregos e as
classes média e baixa. Em seu livro mais recente, “Crippled America”, ele
escreveu que fontes de energia verde são “na verdade uma forma cara de fazer os
abraçadores de árvores se sentirem bem com eles mesmos”.
Também afirmou este ano que as alterações climáticas não são um dos maiores problemas mundiais. Há alguns anos o empresário chegou a questionar sua existência, citando em janeiro de 2014 a neve e o frio como provas de que o assunto era supostamente um farsa inventada pelos chineses.
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