PARTIDA RUMO AO ALTO RIO TARAUACÁ
quarta-feira, 3 de julho de 2019
AVALIAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS: Uma Prática que Agrega Transparência
A
avaliação de políticas públicas é uma prática que agrega transparência à
Administração Pública, que torna mais eficiente
o gasto do governo e que, em última instância, honra o cidadão pagador
de tributos.
Sano, considera que um dos graves problemas que
surgem no desenvolvimento das ações é a falta de envolvimento dos atores
responsáveis pela gestão pública, que não estão empenhados em superar a forma
negativa como vive parte dos cidadãos.
É preciso que que as Organizações tenham EFICIÊNCIA, EFICÁCIA e EFETIVIDADE...Tenham
os 3Es
nas ações governamentais.
EFICIÊNCIA: Quando um trabalho é realizado da melhor maneira possível, utilizando apenas os recursos disponíveis e não gerando custos além do esperado, ele pode ser considerado eficiente.
Eficiência está associada a processos (planejamento).
EFICÁCIA: Deriva da relação entre as metas atingidas versus
as metas pretendidas. À medida que o processo vai caminhando, avaliam-se quais
os objetivos específicos traçados ao deparar com o diagnóstico social e o que
foi conseguido até aquele momento.
Eficácia está
associada a resultado (metas, objetivos)
EFETIVIDADE
EFETIVIDADE: é percebida mediante a avaliação das mudanças ocorridas a partir
das ações do programa ou projeto. No caso das políticas sociais é necessário
identificar qual o impacto social produzido na vida da população-alvo, ou seja,
na população definida como beneficiária do investimento daquele programa
social.
Efetividade é a habilidade de ser
eficiente e eficaz ao mesmo tempo.
É a capacidade de reduzir os custos operacionais de
determinado projeto, mas ainda assim garantir que o produto final seja
o melhor possível.
Fonte: Unopar - Curso Serviço Social
sexta-feira, 14 de junho de 2019
Arquiteta Lourdes Catão - Seus Sonhos Através dos Traços
Olá, me chamo Lurdinha Catão Neri, sou graduada em Arquitetura e
Urbanismo (2018) pela Faculdade Barão do Rio Branco. Atuo na área de projetos
residenciais, comerciais, interiores, reformas, consultorias, urbanismo e
gerenciamento de obras. Quero aproximar vocês desse mundo maravilhoso da
arquitetura compartilhando nesse perfil um pouco do meu trabalho, dicas e
inspirações.
Quero ser referência, e não de uma arquitetura cara e de
"difícil" acesso, mas de uma arquitetura para todos. Peço que me deem
a oportunidade de colocar seus sonhos no papel e transformá-los em realidade,
porque isso que é ser arquiteto!
segunda-feira, 1 de abril de 2019
45 Anos de Idade, Por Jâmisson Neri
Fim do 1º tempo. Meus 45 anos de boy. That’s over baby. Eu mesmo explico...
Sou tarauacaense. Nasci lá na rua Manoel
Lourenço, no bairro da Praia. Ali, naquela rua de chão batido,
adornada, aqui e acolá, com touceiras de capim, rodeadas por bostas dos
bois que ruminavam demoradamente, mastigando pra lá e pra cá, sob o
olhar atento de seus donos, eu passei a minha infância e parte da
adolescência.
Após o término das aulas na escola Omar
Sabino de Paula e mais tarde no João Ribeiro, todos os garotos daquela
geração se reuniam na rua Manoel Lourenço para brincar. De dia, sob a
luz do sol; de noite, sob a luz elétrica, gerada a lenha, que durava até
às 22h, e daí continuávamos, às vezes, até mais tarde sob a luz da lua.
Foi nesse cenário, num bairro simples e tranquilo, na periferia de
Tarauacá, que eu, Josman (irmão), Véi do Daniel, João Maciel, Birrom,
Léo, Dão, Kbym, Cairara, Chiquim Buxudo, Dentin (in memoriam), Cangati
(in memoriam), Cuxiá, Novim, Oroca, Pide (Elpidio), Tabeli, Tijibu,
Tucuxi, Nilson Gago, Gricelio, Railton, Railson e Ronilson da Dona
Panca, Laildo, Dé, Nena irmao do Zé do Gomes, Batikim, Jiricol, Ueliton
do Seu João Bode, Jean do Peixoto, Buriti, Di Brito, Valdor de Brito,
Acari, Tabeli, Pau Preto, Zé Muçuleta, Zé Puruca, Sansão, Cuca, Keku,
Doril, Príncipe, Reco, Carlin do Buliado, Rabib, Nildo do Manga (in
memorian), Nena do Manga, Correinha, André Bocão, Jarbas, Rui Pescocin,
Jânio, Tétei, Derlandio, Liu, Evaristo, Everaldo, Ed do Seu Gilau,
Totinha, Aristeu, e tantos outros os quais não lembro neste momento,
passamos os momentos mais felizes, juntos, de nossas vidas, uns na
infância, outros na adolescência, e outros mais adiante, na juventude.
As brincadeiras eram tantas: barra do
rouba, bola de gude (peteca), soltar pipa, jogar tampa, jogar pilha,
carro de rolimã, colecionar carteiras de cigarros, jogar figurinhas,
brincar de carrinho, bang bang cujas as armas eram feitas de madeira,
brincar da pira por entre as toras de madeiras ou as pélas de borracha
encostadas na beira do rio, tomar banho na igarapé da ponte em frente à
casa da Dona Quita, aproveitar o período de alagação do rio para tomar
banho e andar de casco, jogar bola no campo da Eulina, jogar vôlei em
frente à casa onde eu morava, se divertindo com os gritos do saudoso tio
Daniel e as cuiadas do meu pai Zé Neri, ouvindo atentamente as mentiras
mirabolantes do saudoso Zé Lopes, participando dos arraiais da Dona
Preta do Seu Zé Pinto (in memoriam dos 2), do Bumba meu Boi organizado
pela Dona Franscisca Gastón juntamente com o Chiquin Caboco, e tantas
outras coisas que fazíamos para nos divertir. Jogar bola na rua era a
brincadeira preferida dos garotos do meu top na infancia.
Mas, 4 homens
eram o terror para nossas brincadeira: Seu Baldo, Chiquim Resende,
Antonio Tabaco e o Zé Magro, todos comissários de menor na época, e que
se visse as crianças jogando bola no meio da rua, eles faziam de tudo
pra tomar a bola, deixando todos nós em pânico. Quando nós os
avistávamos, a correria era grande, pulando cercas e quintais, para não
sermos pegos. Eles passavam e continuávamos a jogar a nossa bola. A
infância seguia esse ritmo...
A transição para adolescência foi
marcada pela fase da vontade de namorar, desejo de “tirar a seca”, de ir
às festas no Astral, Havaí, Stillus, Chega Mais, Clube do Manel
Macaxeira (Juruá Clube) e no Clube do Tinha (The King’s), e aquelas idas
inopinadas no Cisne Bar, Koxixo’s, Café Express etc...
Aos 16 anos, decidi partir de Tarauacá
em busca uma formação secundária e universitária, e por essa razão me
divorciei da minha querida terra natal, embora eu não consiga
esquecê-la. Tarauacá está na minha essência. Eu estou na essência de
Tarauacá.
No dia em que eu decidi sair de casa,
meu pai me disse "filho não vá". Contrariando-o, me lancei no desafio de
romper e vencer muitos obstáculos na vida. Vim, venci e conquistei.
Andei por caminhos desconhecidos, mas sempre fui cauteloso nos meus
passos. Os caminhos que percorri e os desafios que enfrentei me
ensinaram uma grande lição: minha doutrina de vida é que a força que me
impele no caminho do sucesso e da realização é a força dos valores
espirituais: a fé, a coragem, a retidão, a lealdade e a perseverança.
Guio-me por esses valores com firmeza e convicção.
Hoje, acordar com 45 anos, a vida me faz
veterano. Não é muito e nem o bastante, mas o suficiente para saber que
só envelhece quem vive muitos anos. Sei que não vim para ficar, mas
peço a Deus que multiplique as noites que me fizeram repousar, e as
manhãs que até hoje foram possíveis eu acordar. Agradeço a Deus por
ter-me dado a vida por intermédio dos meus pais, e a eles por terem
feito o esforço possível para mim educar, e mostrado os bons caminhos
para que hoje eu tenha esta idade.
Chegar aos 45 anos, fim do 1º tempo, pode não fazer de mim um herói, mas me dá o direito de me considerar um campeão. Aprendi que com a simplicidade e a humildade podemos conservar sadio os nossos corações. 45 anos não é nada demais, mas vou fazer uma pausa, e viver com mais segurança, para que no próximo ano eu fale de mim um pouco mais.
Chegar aos 45 anos, fim do 1º tempo, pode não fazer de mim um herói, mas me dá o direito de me considerar um campeão. Aprendi que com a simplicidade e a humildade podemos conservar sadio os nossos corações. 45 anos não é nada demais, mas vou fazer uma pausa, e viver com mais segurança, para que no próximo ano eu fale de mim um pouco mais.
Josman Neri, Joana Paiva (Mãe), Jâmisson Neri
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
Reforma da Previdência: entenda a proposta ponto a ponto
Reforma da Previdência: entenda a proposta ponto a ponto
O governo apresentou nesta quarta-feira
(20) a proposta
de reforma da Previdência Social.
Entenda ponto a ponto o que propõe o governo:
Idade mínima
A proposta cria uma
idade mínima de aposentadoria. Ao final do tempo de transição, deixa
de haver a possibilidade de aposentadoria por tempo de contribuição.
Para mulheres, a
idade mínima de aposentadoria será de 62 anos, e para homens, de 65.
Beneficiários terão que contribuir por um mínimo de 20 anos.
Regra de transição - Regime Geral
Segundo
o texto, haverá 3 regras de transição para a aposentadoria por tempo de
contribuição para o setor privado (INSS) - o trabalhador poderá optar pela
forma mais vantajosa. Uma outra regra de transição será implementada para o
RPPS (servidores públicos).
Transição
1 - Tempo de contribuição + idade:
A
regra é semelhante à formula atual para pedir a aposentadoria integral, a
fórmula 86/96. O trabalhador deverá alcançar uma pontuação que resulta da soma
de sua idade mais o tempo de contribuição.
Para
homens, hoje esta pontuação é de 96 pontos e, para mulheres, de 86 pontos,
respeitando um mínimo de 35 anos de contribuição para eles, e 30 anos para
elas. A transição prevê um aumento de 1 ponto a cada ano. Para homens, ela deve
alcançar 105 pontos em 2028. Para mulheres, deve chegar a 100 pontos em 2033.
Transição
2 - Tempo de contribuição + idade mínima
A
idade mínima para se aposentar chegará a 65 anos para homens, e 62 anos para
mulheres, após um período de transição. Ele vai durar 10 anos para eles e 12
anos para ela, começando em 60 anos (homens) e 56 anos (mulheres).
Transição
3 - Tempo de contribuição
Poderá
pedir a aposentadoria por esta regra quem estiver a 2 anos de completar o tempo
mínimo de contribuição, de 35 anos para homens e 30 anos para mulheres. O valor
do benefício será reduzido pelo fator previdenciário, um cálculo que leva em
conta a expectativa de sobrevida do segurado medida pelo IBGE, que vem aumentando
ano a ano. Quanto maior esta expectativa, maior a redução do benefício.
Haverá
um pedágio de 50% sobre o tempo que falta para se aposentar. Assim, se faltam 2
anos para pedir o benefício, o trabalhador deverá contribuir por mais um ano.
Regra de transição - Regime Próprio (servidores)
Para
os servidores públicos, a transição entra em uma pontuação que soma o tempo de
contribuição mais uma idade mínima, começando em 86 pontos para as mulheres e
96 pontos para os homens. A transição prevê um aumento de 1 ponto a cada ano,
tendo duração de 14 anos para as mulheres e de 9 anos para os homens. O período
de transição termina quando a pontuação alcançar 100 pontos para as mulheres,
em 2033, e a 105 pontos para os homens, em 2028, permanecendo neste patamar.
O
tempo mínimo de contribuição dos servidores será de 35 anos para os homens e de
30 anos para as mulheres. A idade mínima começa em 61 anos para os homens. Já
para as mulheres, começa em 56 anos. Ao fim da transição, a idade mínima também
alcançará 62 anos para mulheres e 65 para os homens.
Aposentadoria rural
Para os
trabalhadores rurais, a idade
mínima de aposentadoria proposta é de 60 anos, para homens e mulheres. A
contribuição mínima será de 20 anos.
Servidores públicos
Servidores públicos
terão idade mínima de aposentadoria igualada à dos trabalhadores do setor
privado: 62 para mulheres e 65 para homens. O tempo de contribuição mínimo, no
entanto, será de 25 anos, sendo necessário 10 anos no serviço público, e 5 no
cargo.
O
valor do benefício será calculado da mesma forma do regime geral.
Para
servidores que ingressaram até 31 de dezembro de 2003, a integralidade da
aposentadoria será mantida para quem se aposentar aos 65 anos (homens) ou 62
(mulheres). No caso de professores, a idade será de 60 anos. Para quem
ingressou após 2003, o critério para o cálculo do benefício é igual ao do INSS.
Professores
Professores poderão
se aposentar a partir dos 60 anos, mas com tempo mínimo de contribuição de 30
anos.
Para os professores
no Regime Próprio (servidores), será preciso ainda 10 anos no serviço público,
e 5 no cargo.
Aposentadoria de deputados federais e senadores
Proposta prevê 65
anos de idade mínima para homens e 62 anos para mulheres, e 30% de pedágio do
tempo de contribuição faltante. Novos eleitos estarão automaticamente no regime
geral, com extinção do regime atual.
Hoje,
a idade mínima é de 60 anos de idade mínima para homens e mulheres, com 35 de
anos de contribuição. Benefício é de 1/35 do salário para cada ano de
parlamentar.
Aposentadoria
de policiais civis, federais e agentes penitenciários e socioeducativos
Os
que ingressarem terão seus benefícios calculados pelo mesmo critério do RGPS.
Os que tiverem ingressado antes disso, receberão a remuneração do último cargo.
Para
policiais, a idade mínima para aposentadoria ficará em 55 anos, com tempo
mínimo de contribuição de 30 anos para homens e 25 para mulheres, e tempo de
exercício de 20 anos para eles e 15 para elas.
Para
agentes, os critérios serão os mesmos, excetuando o tempo de exercício, de 20
anos para ambos os sexos.
Forças
Armadas, policiais e bombeiros militares
Policiais
e bombeiros militares terão as mesmas regras das Forças Armadas - que não estão
contempladas na proposta atual. Segundo o secretário de Previdência, um texto
sobre os militares será entregue em 30 dias.
Criação
do sistema de capitalização
Será alternativo ao
sistema já existente. Terá livre escolha pelo trabalhador. As reservas serão
geridas por entidades de previdência pública e privada.
Mudança na alíquota de contribuição
A
proposta da nova Previdência prevê uma mudança na alíquota paga pelo
trabalhador. Os trabalhadores que recebem um salário maior vão contribuir com
mais. Já os recebem menos vão ter uma contribuição menor, de acordo com a
proposta.
Haverá
também a união das alíquotas do regime geral – dos trabalhadores da iniciativa
privada – e do regime próprio – aqueles dos servidores públicos.
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