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terça-feira, 7 de junho de 2011

Copa Master de Futebol de Campo: inscrições abertas

máster

infantil

Tarauacá sempre revelou bons atletas para o Acre. Bons atletas surgem das peladas de rua, do campinho de barro e dos torneios nos bairros, sejam eles em quadra, praia ou campo.

A intimidade com a bola deve ser constante e objetivo: aprimorar a técnica, a habilidade e o drible. Era assim e foi assim que aprendi jogar futebol. Era uma bola de balata, meu irmão Jâmisson, eu de um lado, ele do outro. Foi assim no quintal de casa, na rua, na praia do Rio Tarauacá e Murú.

O tempo passa, os objetivos mudam. No entanto, o futebol nos ensina muitas coisas, é jogado em equipe, existe disciplina, táticas e metas, nos ensina a ganhar e perder. Pelas alegrias, emoções, pelo o que o esporte me proporcionou, me sinto na responsabilidade de promover algo que ajude e incentive o esporte de Tarauacá. O ideal é formação de atletas, não jogadores.

Pelas razões supracitadas, estou realizando duas Copas de Futebol em Tarauacá que envolverá duas gerações, quais sejam:

- 01 Copa de Futebol Máster - duração 15 dias
- 01 Copa de Futebol Infantil - duração 30 dias

Nos próximos 30 dias teremos o início das obras de reestruturação do Estádio de Futebol de Tarauacá. Edmilson Jansen, Presidente da Liga Tarauacá de Futebol, está em Rio Branco, fará o acompanhemtno da licitação que acontecerá nesta 4ª feira, dia 8 de junho. Valor a ser licitado, um milhão de reais.

Local das Copas: Estádio de Futebol, o Naborzão
Inscrições: Josman Neri - 9984-2235
Prazo inscrições: 7 a 15 de junho/2011
  

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Alcoolismo: o que é?

O alcoolismo é o conjunto de problemas relacionados ao consumo excessivo e prolongado do álcool; é entendido como o vício de ingestão excessiva e regular de bebidas alcoólicas, e todas as consequências decorrentes.

O alcoolismo é, portanto, um conjunto de diagnósticos. Dentro do alcoolismo existe a dependência, a abstinência, o abuso (uso excessivo, porém não continuado), intoxicação por álcool (embriaguez). Síndromes amnéstica (perdas restritas de memória), demencial, alucinatória, delirante, de humor. Distúrbios de ansiedade, sexuais, do sono e distúrbios inespecíficos. Por fim o delirium tremens, que pode ser fatal.

Assim o alcoolismo é um termo genérico que indica algum problema, mas medicamente para maior precisão, é necessário apontar qual ou quais distúrbios estão presentes, pois geralmente há mais de um.

O alcoolismo destrói o homem


O alcoolismo e algo que a cada dia faz mais vitimas, segundo os dados do ministério da saúde de 10% a 15% da população mundial são dependentes do álcool. O maior problema do alcoolismo e que a pessoa não assume a sua dependência, muitas vezes o alcoólatra perde todo família, amigos, emprego ele chega ao fim do poço.

Nesse ponto a única coisa que  o faz feliz é a bebida, o álcool muitas vezes chega como uma brincadeira, beber socialmente e derrepente quando a pessoa se dá conta está sendo escravizado pela bebida.
Quando uma pessoa se torna dependente do álcool ela já não consegue ficar sem o álcool, pois não se sente bem, sem ele e os sintomas de sua dependência são físicos como: mãos trêmulas, um nervosismo excessivo e ansiedade. A pessoa não encara mais nada na vida sem o álcool.
O tratamento normalmente e realizado em cinco etapas
1. A abstinência: conseguir ficar sem ingerir a bebida;
2. O apoio: familiar e de amigos;
3. O laser: procurar uma distração, esporte, religião ou cultura;
4. O trabalho: funciona também como uma terapia ocupacional;
5. A saúde: cuidar da saúde, pois o alcoolismo e algo que prejudica pulmões, coração, fígado.
No tratamento o doente é quem deve dar o primeiro passo, a família deve apoiar e acompanhar o tratamento.
O alcoólatra deve todos os dias se cuidar para não dar o primeiro gole, ele deve entender que a abstinência e possível e que ele em primeiro lugar deve querer ficar sóbrio, e entender que a vida dele e importante. Um dos lugares para se tratar é o AA, alcoólicos anônimos, procure um e se trate.
COMO IDENTIFICAR O ALCOOLISMO

Embora seja pouco provável que beber moderadamente e ocasionalmente entre amigos venha a ser perigoso, o álcool é considerado uma droga, e seus efeitos nocivos tornam-se mais evidentes quando ele é ingerido de modo persistente ou em excesso.
Com o consumo excessivo, o álcool causa alucinações tão terríveis quanto aquelas originadas pelo LSD, pode causar ataques durante a abstinência e, como a heroína, induz ao coma e à morte.
Do ponto de vista médico, o álcool é um sedativo com efeitos tranquilizantes e hipnóticos; portanto, embora a pessoa que beba possa experimentar alguma exaltação a princípio, o álcool mais deprime que estimula o sistema nervoso central.
Por essa razão, pertence à categoria mais perigosa das drogas: aquela com maiores probabilidades de matar por meio de uma overdose (excesso).
O ALCOOL COMO DROGA: O QUE SENTE A PESSOA QUE BEBE

O leve consumo de álcool tende a libertar aquele que bebe de inibições, reduzindo a tensão e a ansiedade. A pessoa, portanto, pode sentir-se relaxada, confiante, eufórica ou inspirada.
Grandes quantidades induzem à excitação, agitação, porém, também a náuseas e vômitos.
O indivíduo que bebe pode sentir-se alerta, tanto mental quanto fisicamente, mas fica confuso, anda de maneira oscilante, torna-se inconveniente e tem dificuldade em falar com clareza.
O QUE OS OUTROS VEEM
O álcool reduz as restrições e a responsabilidade da pessoa. Esses efeitos, no entanto, são, com freqüência, muito mais evidentes para os outros que para aquele que bebe.
Ao beber, a pessoa pode tornar-se impulsiva e fala em excesso, comportando-se de maneira inoportuna, ofensiva ou, às vezes, violenta. Além disso, a capacidade de discernimento e a concentração são progressivamente afetadas, na medida em que o consumo de bebida alcoólica aumenta.
O indivíduo que bebe pode andar cambaleando e ter alguma dificuldade para articular as palavras. Este estado geral alterado pode aumentar os riscos de acidentes.

Praticar exercícios: uma questão de começar


Estar em boa forma não é apenas uma questão estética; acima de tudo é uma terapia para a alma. Portanto, escolha o equilíbrio certo de atividades que se adaptem a seus objetivos pessoais e dedique tempo e esforços que combinem com seu nível atual de condicionamento. Este é o segredo para atingir uma saúde perfeita.
A melhor forma de iniciar um programa de condicionamento físico é escolher um exercício do qual você goste e que se encaixe na sua rotina diária. Ir ao shopping de bicicleta ao invés de pegar o carro, subir as escadas ao invés de tomar o elevador, ir andando à padaria, etc. são maneiras simples de melhorar a forma física.
É importante que você não tente entrar em forma muito rapidamente: seu corpo precisa de um certo tempo para se adaptar à nova rotina. Não tenha pressa, à medida que seu condicionamento for melhorando, você poderá aumentar o tempo e a intensidade dos exercícios.
Outro fator importante é o aquecimento antes e o alongamento (desaquecimento) depois de uma atividade física. Se você não fizer nenhum aquecimento, estará se expondo a dores musculares ou até a lesões mais graves.
Mesmo que você seja portador de alguma doença, poderá iniciar um programa de exercícios, desde que tome as devidas precauções. Consulte seu médico. Ele poderá dizer se um esforço físico maior poderá trazer riscos a você.
Não importa qual seja sua condição, diz o bom senso que o ideal é fazer um check-up de rotina antes de iniciar qualquer programa de exercícios, principalmente se você se enquadrar em algum dos seguintes casos:
* Mais de 60 anos;
* Mais de 35 anos e fora de forma (não faz exercícios físicos a algum tempo);
* Obeso;
* Fumante;
* Hipertensão, doenças cardíacas, diabetes ou outros problemas de saúde;
* Histórico familiar de doenças cardíacas antes do 50 anos.
Conheça suas limitações
Praticar exercícios com segurança também é ser capaz de reconhecer quando você está prejudicando alguma parte do corpo por estar se excedendo nos exercícios.
Nesses casos, lesões sérias, distensões, desmaios e outras reações poderiam ser evitadas se as pessoas soubessem o momento de parar ou diminuir a atividade que estão realizando.

Portanto, veja a tabela abaixo e se tiver algum dos sintomas, tome as providências adequadas a seu caso:


Parte do Corpo
Sintomas de Alerta
O que Fazer?
Coração
Dores no peito, pescoço, mandíbulas e braços; palpitações, intensa falta de ar; tontura, sensação de cabeça oca e de desmaio
Pare imediatamente. Faça um check-up assim que for possível.
Articulações
Dor, rigidez e inchaço.
Diminua a rotina de exercícios e coloque uma palmilha acolchoada no tênis.
Músculos
Dor, desconforto e rigidez após uma sessão de exercícios, que persistem até a sessão seguinte.
Dê um intervalo maior entre as sessões para que os músculos se recuperem. Não exagere nos exercícios de fortalecimento.
Rins
Sangue na urina.
Vá ao médico, que talvez o aconselhe a diminuir o percurso das corridas de distância (por exemplo). Se a urina não voltar ao normal, submeta-se a exames.
Intestinos
Diarréia ou sangue ou muco nas fezes.
Vá ao médico. Se seu treinamento inclui corrida de longa distância, diminua.


 Fonte: Saúde Informações

O que é tabagismo?


O tabagismo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), é classificado como uma dependência química, decorrente do uso de substâncias psicoativas.
Na queima de um cigarro há produção de 4720 substâncias tóxicas. Além das mais conhecidas como a nicotina, alcatrão e monóxido de carbono, há 60 substâncias com atividade cancerígena, metais pesados e substâncias radioativas. Ainda segundo a OMS, o tabagismo é considerado um dos maiores problemas de Saúde Pública da atualidade, sendo responsável por cerca de 5,4 milhões de mortes por ano em todo o mundo – 1 óbito a cada 10 em adultos. A estimativa para o ano de 2020 é de que ocorram 10 milhões de mortes relacionadas ao tabaco, sendo 7 milhões nos países em desenvolvimento.
O consumo do tabaco é responsável por 45% das mortes por doença coronariana, 85% das mortes por patologias respiratórias crônicas e 30% das mortes por câncer, sendo que 90% dos casos de câncer de pulmão ocorrem em fumantes.
O uso do tabaco não causa danos somente à saúde do tabagista, mas também a dos que estão a sua volta. Estudos recentes mostram que não fumantes cronicamente expostos à fumaça do tabaco tem 30% de risco a mais de desenvolver câncer de pulmão e 24 %a mais de desenvolver doenças cardiovasculares do que os não expostos - tabagismo passivo.
Por essa razão, cada vez mais crescem as campanhas de combate ao tabagismo além de outras medidas governamentais tais como a proibição de propagandas de cigarros e a promulgação de leis que restringem o consumo de cigarros em espaços públicos.
POR QUE PARAR DE FUMAR?
Existem mais de 50 doenças relacionadas ao tabagismo que atingem principalmente os aparelhos respiratório, cardiovascular, digestivo e geniturinário.
O tabagismo leva a alteração do paladar e do olfato, a doenças de cavidade oral, como cânceres de lábios e língua, além de alteração da cor dos dentes, dentre outras.
O abandono do tabagismo traz benefícios não só para a saúde e bem estar do fumante, mas também benefícios socioeconômicos e ambientais. Veja a seguir
Benefícios para a saúde e bem estar do tabagista

E mais:
• Fortalecimento da auto-estima;
• Melhora do hálito e do cheiro;
• Melhora da coloração dos dentes e da vitalidade da pele;
• Melhora no desempenho das atividades físicas. Benefícios socioeconômicos:
• Mais recursos para as necessidades básicas;
• Melhora da produtividade. Benefícios ao meio ambiente:
• A cultura do tabaco leva a empobrecimento do solo, uso de pesticidas e fertilizantes;
• Para cada 300 cigarros produzidos, uma árvore é derrubada;
• O filtro do cigarro leva cerca de 100 anos para ser degradado.
COMO ABANDONAR O TABAGISMO
O tabagista deve estar consciente que o abandono do vício não será fácil, devido a sintomas de abstinência, fissura (desejo incontrolável de fumar) e eventual ganho de peso que pode ocorrer devido a maior ingestão de alimentos pela melhora do paladar e do olfato e também pela troca de compulsão - ao invés de levar um cigarro a boca o indivíduo come balas,doces,biscoitos etc.
Com a ajuda de profissionais especializados e de programas de relaxamento e atividade física, bem como dieta equilibrada torna se mais fácil abandonar o tabaco e evitar as recaídas.
O abandono do tabaco pode ser feito das seguintes formas:
• Parada abrupta - com a interrupção de um dia para outro;
• Redução gradual – fuma um número menor de cigarros a cada dia, até chegar o dia que não fumará mais nenhum cigarro;
• Adiamento gradual – adia a primeira hora que fuma o primeiro cigarro, progressivamente, até o dia que não fuma mais nenhum.
A redução e o adiamento gradual não devem levar mais de 2 semanas para o fumante fumar seu último cigarro. Confira aqui dicas para parar de fumar e inicie uma nova etapa em sua vida. Em pouco tempo você sentirá a diferença, pois irá dormir melhor, respirar melhor, sentir melhor o gosto e o cheiro dos alimentos, dentre outras melhorias.
Pulmão de uma pessoa que não fuma e outra que fuma
Não Fumante                    Fumante

DICAS
1. Parar de fumar não é fácil! Portanto, tenha força de vontade e não desista na primeira dificuldade. Seja perseverante! Quando pensar em desistir, lembre dos benefícios do abandono do vício;
2. Defina uma data para parar de fumar; não deixe para depois, estabeleça prazos;
3. Avise seus amigos, colegas de trabalho e familiares sobre sua decisão de parar de fumar. É importante ter o apoio de pessoas próximas nesse momento;
4. Livre-se de maços, isqueiros e outros objetos de fumante;
5. Procure “dar uma pausa” no trabalho, aproveitando para caminhar, em substituição aos momentos que você utilizaria para fumar;
6. A vontade de fumar não dura mais que alguns minutos. Nesses momentos, para ajudar, você poderá chupar gelo, beber água gelada ou comer uma fruta. Mantenha as mãos ocupadas com um elástico, pedaço de papel, rabisque alguma coisa ou manuseie objetos pequenos. Não fique parado - converse com um amigo, faça algo diferente que distraia sua atenção;
7. Escove os dentes imediatamente após as refeições. Esta medida contribuirá para a redução na vontade de fumar;
8. É importante evitar situações “de risco”, como lugares em que pessoas possam estar fumando ao seu redor;
9. Inicie uma atividade física! A prática de exercícios leva à produção de endorfina pelo organismo, uma substância que proporciona sensação de prazer.

Fonte: globo.com

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O poder corrompe


Como e por que a autoridade política transforma as relações sociais quando confunde os privilégios do cargo com benesses pessoais
Ao longo da história, muitas e variadas têm sido as formas de descrever o poder político, e talvez não haja nenhum outro dito tão conhecido e tão citado quanto este, pronunciado por Lord Acton. A imputação de que o poder absoluto é intrínseca e irremediavelmente corruptor ganhou uma validação quase irrefutável com a experiência dos totalitarismos do século XX, seja na versão nazista, seja na stalinista. Tais exercícios levaram o conceito de poder absoluto ao seu extremo. Frente a ele, o exemplo dos chamados monarcas absolutistas dos séculos XVII, XVIII e XIX, permanece muito aquém dos limites de brutalidade, arbitrariedade e de desagregação das estruturas sociais atingidas pelos sistemas totalitários.

Lord Acton: "O poder tende a corromper - e o poder absoluto corrompe absolutamente".
Não somente o passado recente comprovou a sabedoria do dito de Lord Acton, mas a própria teoria política, desde a mais remota antiguidade, já afirmava que o poder absoluto corrompe plenamente. Platão, ao comparar as formas de governo, em sua "República", situa a tirania como a pior de todas elas.
O filósofo grego descreve com maestria como o tirano alcança o poder - com o apoio ingênuo das massas; a maneira como transforma este poder em poder absoluto - eliminando seus adversários; como substitui as pessoas de qualidade que, iludidas, o acompanharam - substituindo-as por indivíduos corruptos e submissos; como se cerca de uma guarda pessoal e de como é forçado a recorrer a guerras - para distrair a atenção do povo. Sua representação da tirania como forma de governo e a deformação que introduz na personalidade do tirano é clássica e definitiva, antecipando em detalhes o comportamento dos totalitários modernos.
O poder que não é absoluto
Esclarecido, então, que o poder absoluto corrompe absolutamente quem o exerce, persiste a dúvida: por que o poder que não é absoluto tende a corromper? Em primeiro lugar, é necessário conceituar mais precisamente o significado de "corromper", já que a expressão, em sua correta acepção, não equivale, necessariamente, à prática da corrupção.
O sentido do verbo corromper é muito mais amplo e significa a transformação que se opera no indivíduo que é alçado a posições de poder que o tornam diferente dos demais cidadãos. A ascensão a funções de poder político deslocam o sujeito da esfera da vida privada para a da vida pública - e esta não é uma mudança banal. Principalmente porque a autoridade política implica poder sobre as pessoas. Ela agride o sentimento profundo de uma radical igualdade entre os indivíduos.
Liberdade e organização
O poder tende a corromper porque há um inclinação em perceber as homenagens e deferências prestadas ao cargo como se fossem dedicadas à pessoa
O poder político tem sua origem na necessidade - e não na espontânea vontade - de os indivíduos viverem submetidos a uma autoridade. Todas as sociedades, em todos os tempos, tiveram que definir sua própria combinação entre liberdade e organização. Uma coletividade na qual os cidadãos são totalmente livres é uma utopia. Assim como é totalitária uma sociedade onde a liberdade individual é substituída pela adesão disciplinada e compulsória às regras ditadas por quem detém o poder.
Na verdade, todas as obras dos autores clássicos da teoria política ocidental podem ser resumidas nesta polaridade: como conciliar liberdade e organização? O controle sobre os demais, exclusivo da esfera política, diferencia-se, portanto, de todas as outras formas de poder existentes na vida em sociedade.
Tal modalidade de domínio, amparado no uso legítimo da "sanção física" (punição), é exclusivo do Estado, que detém o seu monopólio dentro de um território definido e sobre uma população determinada. No seu limite, o poder pode chegar a exigir a vida dos que a ele estão submetidos. Na sua operação normal, ele depende do que Max Weber chamou de "uso ou ameaça de uso da sanção física", para assegurar o respeito às leis.
Não é por outra razão que o poder sobre os outros sempre precisou ser justificado por alguma doutrina. Sem um arrazoado nobre que o legitime, adquire contornos insuportáveis. Religião, tradição, nação, classe, partido e soberania popular foram, ao longo da história, os principais critérios que legalizaram uma determinada autoridade.
"O poder tende a corromper" porque faz de seu detentor uma pessoa diferente das demais. Cerca-a de símbolos, distinções, privilégios e imunidades que sinalizam sua hierarquia superior. Regras de cerimonial regulamentam o comportamento na sua presença. Gestos de deferência e respeito lhe são devidos. Com o passar do tempo, a transformação do indivíduo privado em autoridade pública se consuma. No bojo desta metamorfose está embutido o risco da tendência corruptora do poder, sobre a qual fala Lord Acton.
O poder tende a corromper porque há um inclinação em perceber as homenagens e deferências prestadas ao cargo como se fossem dedicadas à pessoa. Na política, como na Igreja Católica, cedo foi necessário deixar bem claras as distinções existentes entre os poderes da função (múnus) e as contingências sempre precárias da natureza humana. Na Igreja, os poderes sacramentais de um sacerdote não são afetados por suas falhas pessoais, preservando-se na sua plenitude.
O poder na política

Na política, os privilégios, distinções, imunidades, homenagens e deferências referem-se ao cargo e não à pessoa
Na política também ocorre o mesmo. Os privilégios, distinções, imunidades, homenagens e deferências referem-se ao cargo e não à pessoa que, eventual e circunstancialmente, os encarna. Sem esta distinção entre a santidade da função (Igreja) ou os poderes do cargo (Política) e a fragilidade da natureza humana, ambas as instituições somente poderiam sobreviver se os membros que as incorporam fossem moralmente perfeitos - um ideal utópico e, obviamente, irrealizável.
A observação de Lord Acton insere-se exatamente neste ponto. A fragilidade da natureza humana tende a provocar uma distorção personalizante no exercício do poder político, com o eventual titular da função pública apropriando-se, de variadas formas, dos poderes que são inerentes ao cargo e não à sua pessoa.
A advertência de Lord Acton é um eco, distante 19 séculos, da frase que o escravo que segurava a coroa de louros sobre a cabeça do general vitorioso pronunciava, incessantemente, ao seu ouvido, durante o "triunfo" (a entrada em Roma e o desfile pela cidade a frente de seu exército): "Não te esqueças de que és humano"

Fonte: blog consciência política

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Treino forte e rápido: Intensidade do exercício pode superar a duração em matéria de queima de gordura.


Treino forte e rápido queima mais gordura do que exercícios amenos e demorados.
Colégio Americano de Medicina do Esporte conseguiu demonstrar que a intensidade do exercício pode superar a duração em matéria de queima de gordura.
SEM PARAR
Terezinha de Oliveira mostra, numa academia de São Paulo, os exercícios que a fizeram perder 13 quilos em dez semanas. Durante 30 minutos, ela intercalava exercícios aeróbicos, como a pedalada, com musculação e ginástica sem intervalos. "Era bem intenso", diz.

Enquanto as academias de ginástica prometem resultados de capa de revista e as estatísticas de obesidade no planeta só crescem, a ciência tenta entender por que tanta gente malha, malha e não emagrece. Uma hipótese que tem recebido atenção dos especialistas é que talvez essas pessoas façam exercícios fáceis demais. Diversos estudos nos últimos anos sugerem que economizar na duração do exercício e apostar na intensidade pode ser mais eficiente do que o “devagar e sempre” recomendado pelos órgãos de saúde.

Entre as atividades físicas mais indicadas pelos médicos estão a caminhada, a corrida, a natação e a pedalada, classificadas como aeróbicas, por aumentar o uso de oxigênio na produção de energia. O que normalmente se diz é que, para emagrecer, é preciso fazer esses exercícios por mais de meia hora, pois só depois de uns 20 minutos o corpo passaria a usar a gordura como principal combustível.

Mas essa convenção vem sendo contestada. O pesquisador Luiz Carlos Carnevali Jr., que acaba de lançar o livro Exercício, emagrecimento e intensidade do treinamento, diz que essa é uma meia verdade. “Para usar mais gordura durante o exercício, é preciso um esforço prolongado”, diz ele. “Mas, se o esforço for suficientemente intenso, a gordura será usada do mesmo jeito, depois do exercício.” Carnevali sustenta que a prática frequente de esforço físico intenso produz alterações metabólicas que explicam essa transformação.

Mesmo sem se debruçar sobre as explicações moleculares, um estudo publicado em 2008 na revista do Colégio Americano de Medicina do Esporte conseguiu demonstrar que a intensidade do exercício pode superar a duração em matéria de queima de gordura. Divididas aleatoriamente em três grupos, mulheres com obesidade abdominal (circunferência acima de 80 centímetros) fizeram caminhada ou corrida ao longo de 16 semanas. O primeiro grupo se exercitou cinco vezes por semana, com intensidade moderada, em sessões de aproximadamente uma hora.

O segundo grupo se exercitou intensamente três vezes por semana, em sessões mais curtas, mas alcançando o mesmo gasto calórico do primeiro grupo (400 calorias) durante as sessões. O terceiro grupo não fez nada. No final, as mulheres que fizeram exercícios intensos tinham perdido muito mais gordura abdominal do que as que fizeram exercícios moderados pelo dobro do tempo (leia o quadro abaixo). A classificação de intenso ou moderado foi dada pela percepção de esforço das participantes no estudo.

As mulheres do exercício moderado afirmavam estar ligeiramente cansadas no final da sessão, enquanto as do grupo da corrida puxada diziam estar cansadas ou muito cansadas. Se estivessem usando medidores de frequência cardíaca, o primeiro grupo estaria com batimentos entre 65% e 75% da capacidade máxima e o segundo mostraria batimentos acima de 85% da capacidade máxima.

Quando a intensidade é maior, a duração é inevitavelmente menor, pois os recursos orgânicos disponíveis para manter o esforço simplesmente se esgotam. E essa parece ser a vantagem de trocar a duração pela intensidade. Para o pesquisador Arthur Weltman, da Universidade de Virgínia, um dos responsáveis pelo estudo, a explicação para o efeito emagrecedor do exercício curto e intenso está no período de recuperação. “Não devemos levar em conta apenas as calorias efetivamente gastas durante o exercício”, diz Weltman.
 
“Quando o exercício é intenso, o corpo precisa de muitas calorias para se recuperar. É nesse momento de recuperação que ele queima mais gordura.” Um dos responsáveis por isso parece ser o hormônio de crescimento, que estimula a queima de gordura e cuja produção é aumentada pelo esforço físico. Quanto mais intenso o exercício, mais hormônio do crescimento é liberado. Quando o exercício é moderado, quando não “perturba” o organismo, explica o pesquisador, a recuperação não requer tanta energia.
Foi preciso que Terezinha de Jesus de Oliveira perturbasse muito seu sistema energético para perder 13 quilos em dez semanas. Até então, ela fazia ginástica leve, sem resultados. “Eu fazia as aulas sem suar muito. Se ficasse um pouco cansada, já estava bom”, diz. O quadro mudou quando um professor a convenceu a participar de um programa especial de emagrecimento. Ela teve de suar para valer em circuitos de 30 minutos (metade do que duravam as aulas que costumava frequentar) que intercalavam ciclos de 3 minutos de exercícios aeróbicos com musculação e ginástica. O revezamento mantinha a frequência cardíaca sempre alta. “Era corrido, rápido e intenso”, diz Terezinha. “Eu saía de lá achando que não voltaria, mas acabei gostando por causa dos resultados. Saí da zona de conforto.”

Alguns treinadores apostam no desconforto como parâmetro para suas aulas. Segundo o personal trainer José Alexandre s Filho, seus alunos frequentemente são levados a sentir “o coração batendo na traqueia”. “É assim que a gente prepara para uma oxigenação melhor”, diz José Alexandre. Para Julio Cezar Papeschi, dono de uma academia na Zona Norte de São Paulo, as pessoas às vezes vomitam de exaustão e, claro, nem todos se adaptam. Mas a ideia de perder o dobro do peso na metade do tempo tem apelo numa cidade onde sobram tentações calóricas e faltam horas nos dias de todo mundo. “Intensidade é a palavra do momento”, diz o empresário e professor de educação física. “Os alunos chegam aqui com uma cultura de pouco esforço, mas muitos mudam.”

Antes de se aventurar no mundo dos elevados batimentos cardíacos é necessário consultar um médico e avaliar, por meio de exames, o que sua saúde é capaz de suportar. O indicado é começar devagar e intensificar o treino algumas semanas depois, quando o corpo estiver condicionado. Carlos Eduardo Negrão, médico do Instituto do Coração da Universidade de São Paulo e especialista em fisiologia do exercício, duvida que pacientes obesos aceitem exercícios mais difíceis. “Já é difícil fazê-los aderir ao exercício moderado”, diz ele. Até que novos estudos confirmem a eficácia do exercício intenso, ele prefere continuar usando os de longa duração com seus pacientes.


Para Claudia Forjaz, professora da Escola de Educação Física da USP e responsável pela área de atividade física da Sociedade Brasileira de Hipertensão, é provável que o treino intenso funcione para as pessoas saudáveis, mas é preciso cautela com quem sofre de pressão alta ou insuficiência cardíaca. “Ainda não sabemos o que acontece no longo prazo”, diz ela. “A ciência não estudou todos os riscos.”

Fonte: época.com