sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Como surgiu a superstição da sexta-feira 13?

Por ironia do destino, um grupo que surgiu para ridicularizar superstições acabou consagrando a data.




É sexta-feira 13, o dia mais maldiçoado do calendário, supostamente quando tudo pode dar errado. Mas de onde surgiu a ideia de que coisas ruins acontecem nesta data?


Sexta-feira e o número 13 já eram associados ao azar por si só, segundo Steve Roud, autor do guia da editora Penguin Superstições da Grã-Bretanha e Irlanda.


"Porque sexta-feira foi o dia da crucificação (de Jesus Cristo), as sextas-feiras sempre foram vistas como um dia de penitência e abstinência", diz ele.


"A crença religiosa virou uma aversão generalizada por começar algo ou fazer qualquer coisa importante em uma sexta-feira".


Por volta de 1690, começou a circular uma lenda urbana dizendo que ter 13 pessoas em um grupo ou em torno de uma mesa dava azar, explica Roud.


As teorias por trás da associação de azar com o número 13 incluem o número de pessoas presentes na Última Ceia e o número de bruxas em um clã.


Até que esses dois elementos - a sexta-feira e o número 13 - que já causavam receio isoladamente acabaram se unindo em um momento da história. Por ironia do destino, um grupo que surgiu para ridicularizar superstições acabou consagrando a data.


Em 1907, um livro chamado Sexta-feira 13 foi publicado pelo corretor de ações Thomas Lawson - essa foi a inspiração para a mitologia em torno da data, culminando na franquia de filmes homônima nos anos 1980.


O livro conta a história sombria de um corretor de Wall Street que manipula o valor de ações para se vingar de seus inimigos, deixando-os na miséria.


Para isso, ele tira proveito da tensão natural causada pela data no mercado financeiro. "Cada homem na bolsa de valores está de olho nessa data. Sexta-feira, a 13, quebraria o melhor pregão em andamento", diz um dos personagens.


Como se vê, em 1907, a sexta-feira 13 já era uma superstição socialmente estabelecida. Mas não era assim 25 anos antes.


O Clube dos Treze, um grupo de homens determinados a desafiar superstições, se reuniu pela primeira vez em 13 de setembro de 1881 (uma quarta-feira) - mas só seria fundado oficialmente em 13 de janeiro de 1882.


Eles se encontravam sempre no dia 13 de cada mês, sentavam - os 13 - à mesa, quebravam espelhos, derrubavam saleiros extravagantemente e entravam no salão de jantar passando debaixo de uma escada.


Os relatórios anuais do clube mostravam meticulosamente quantos de seus membros tinham morrido, e quantas destas mortes haviam ocorrido dentro do prazo de um ano após um membro comparecer a um de seus jantares.


'Grande coração'

O grupo foi fundado pelo capitão William Fowler em seu restaurante, o Knickerbocker Cottage, na Sexta Avenida de Manhattan, em Nova York. Ele era considerado um "bom companheiro de grande coração, simples e caridoso".


Como mestre de cerimônias, ele "sempre entrava no salão de banquetes à frente do grupo, vistoso e sem medo", segundo Daniel Wolff, "chefe de regras" do clube.


O jornal The New York Times informou na época que, na primeira reunião, o 13º convidado estava atrasado, e Fowler ordenou que um dos garçons assumisse seu lugar: "O garçom estava sendo empurrado escada acima quando o convidado que faltava chegou".


O primeiro alvo do grupo foi a superstição de que, se 13 pessoas jantassem juntas, uma delas morreria em breve. Mas uma segunda superstição veio logo a seguir.


Em abril de 1882, o clube adotou uma resolução lastimando o fato de que a sexta-feira era "há muitos séculos considerado um dia de azar... sem motivos razoáveis" e enviaram apelos ao presidente americano, a governadores e a juízes pedindo que estes últimos parassem de marcar enforcamentos para sextas-feiras e levassem a cabo execuções em outros dias da semana.


Mas não há qualquer sinal da superstição da sexta-feira 13 nas atividades do clube. Ela surgiu em algum momento entre a fundação do clube, em 1882, e a publicação do livro de Lawson de 1907.


Seria isso por culpa do próprio clube?


Orgulho

O grupo aproveitava todas as oportunidades que apareciam para juntar as duas superstições e ridicularizá-las, segundo reportagem do jornal Los Angeles Herald de 1895: "Nos últimos 13 anos, quando a sexta-feira caiu no dia 13, esta peculiar organização fez reuniões especiais para se deleitar".


O clube se orgulhava de ter colocado a superstição no foco das atenções. Sua fama cresceu: o grupo original de 13 membros passou a contar com centenas de pessoas na virada do século, e clubes parecidos foram fundados em outras cidades em todo o país.


Em 1894, foi criado o Clube dos Treze de Londres. Em uma carta de 1883 aos membros nova-iorquinos, o escriba do clube londrino, Charles Sotheran, elogia a determinação com que eles combateram "duas dessas superstições vulgares, a crença de que o número 13 traria azar e que a sexta-feira seria um dia azarado". "Vocês criaram um sentimento popular a favor dos dois".


A frase é ambígua, mas ela pode ser interpretada como um sinal de que as duas superstições, juntas, caíram nas graças do povo.


A doutrina do Clube dos Treze era de que "superstições deveriam ser combatidas e eliminadas".


Mas tudo indica que, em vez disso, eles tiveram o grande azar de acabar lançando uma das superstições mais conhecidas e persistentes do mundo ocidental.



Fonte: 

https://g1.globo.com/mundo/noticia/como-surgiu-a-supersticao-da-sexta-feira-13.ghtml

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Resumo 1 - O Modo de Produção Capitalista: a exploração do trabalho

A partir de:      
NETTO, José Paulo. Economia Política: uma introdução crítica. São Paulo: Cortez, 2006.



Este modo de produção, o Capitalista, sucedeu o antigo modo e produção feudal, de maneira praticamente absoluta tomou conta das relações de produção, afirmando-se entre o século XVIII e o século XIX, pois de principio, somente o Socialismo significava uma espécie de contrária a ele, porém, ultimamente nenhuma outra forma de produção concorre com ele, estando presente de forma absoluta, tanto em sociedades desenvolvidas quanto nas sociedades subdesenvolvidas.

1. O objetivo da Produção Capitalista:
Então, o capitalista, com uma quantia pequena, em relação ao retorno que terá, compra mercadorias, investindo em instrumentos e objetos de produção e assim, consegue colocar no mercado o produto industrializado por um preço alto, recebendo um lucro absurdo. Esse lucro é obtido através da força humana do proletariado, que a vende e produz objetos exacerbadamente, para dar lucro ao capitalista.

Vale salientar que essa incessante busca do capitalista para obter lucros em cima dos trabalhadores e dos consumidores, não se dá de maneira involuntária ou natural, isto é, não parte de questões subjetivistas do caráter do capitalista, mas necessariamente ocorre por causa da exigente dinâmica do capitalismo em haver sempre esta força motriz de impulsionar o 'desenvolvimento econômico'. Porém, junto com toda essa sucessiva troca de capital e relações econômicas, não podemos esquecer que há, também, uma forte e constante relação social.

2. A Produção Capitalista: Produção de Mais-Valia:
O capitalista investe, portanto, em meios de produção e esse fazem com que haja uma transferência de valores as mercadorias. Além disso, é comprada a força de trabalho dos operários, ambas as adesões, representam despesas para o capitalista. E deste modo não há diferenciação entre uma máquina e um ser humano.A mercadoria, então, adquire valor através do que é investido, gasto, para produzi-la.

O capitalista paga, ao trabalhador, uma quantia irrisória em relação ao que esse trabalhador irá produzir, isto é, ao valor de uso que este trabalhador irá transferir para o produto, então, a mais-valia acorre neste contexto em que o produtor vai além, na produção, daquele valor que está sendo pago pela sua força de trabalho. Portanto, a mais-valia é exatamente o lucro que o capitalista terá em função de explorar o trabalhador, pois este acaba produzido muito além do que deveria, em função da remuneração que recebe. Ele está, evidentemente, na ortografia do aquém. Aquém do que merece; aquém do que precisa e necessita. Além, somente para o capitalista, que se envolve nas relações econômicas do Capitalismo e sempre justifica sua exploração sobre o trabalhador.

3. Salário e Trabalho Concreto/Abstrato:O salário é o preço da força de trabalho gasto, regido pela lei do valor. Deste modo, o preço dele pode estar acima ou abaixo do valor, já que é uma mercadoria e acompanha os altos e baixos da economia.

Assim os sindicatos e associações são importantes para manter o valor do trabalho no melhor preço e no merecido grau, 'obrigando' os capitalistas a pagarem o exigido. É importante expor que a força de trabalho de cada ser humano é diferente, assim como também a natureza do trabalho que realizam, neste sentido é necessário distinguir entre trabalho abstrato e trabalho concreto. O trabalho concreto é aquele que cria valor de uso, ou seja, de uma forma ou de outra é útil para a comunidade consumidora; já o trabalho abstrato constitui exatamente uma relação de troca, representa-se numa utilidade restrita e abrange apenas um valor de troca.

Desta forma entendida nas relações de produção, grande parte dos trabalhos realizados são trabalhos abstratos, já que há sempre uma troca: o trabalhador troca sua força de trabalho pelo salário que receberá, em nome da sobrevivência e da não exclusão total. Vende-se de forma extremamente alienante e mesmo assim estará inserido numa relação perversa de produção.

4.    A Exploração do Trabalho:
O trabalhador é explorado porque trabalha bem mais do que é pago, em tese tudo flui normalmente e de justa forma, porém, na prática o explorador acaba por ter o serviço do trabalhador sem despesa nem custo, pois este realiza seu trabalho além daquilo que o salário paga.

O trabalho acaba tendo duas vertentes: uma parte dele corresponde ao trabalho necessário, isto é, aquele em que há a correspondente remuneração; e a outra parte é exatamente o trabalho excedente, produtor de mais-valia, avindo de uma situação de exploração, que remete lucro somente ao capitalista. Porém, não há desmistificação deste modo explorador de trabalho, pois o trabalhador está envolvido nas relações de trabalho e recebendo o salário não há por que se rebelar, uma vez que precisa e sabe que a demanda por empregos é grande, isto é, o número de desempregados é assustador. 

Portanto, neste âmbito, somente o trabalho excedente é mais interessante para o capitalista, pois é esse que vai garantir seu lucro e tornar seus investimentos e suas folhas de pagamento encaradas de maneira tal que não representa gastos nem custos e sim, retorno bastante vantajoso, lucro na certa. 

O trabalhado está sempre submetido ao domínio do capital e, quando o capitalista não consegue ampliar sua jornada de trabalho, para obter mais produtos e mais lucros, acaba por exigir uma produção mais rápida, impondo ritmo e adquirindo maquinas que acelerem a produção. Desta feita, 'se correr o bicho pega e se ficar o bicho come'. Ou trabalha ou não participa do meio social como 'cidadão'; ou trabalha ou então será excluído; ou trabalha ou 'sorteia' sua vaga para dezenas que a esperam.

5. Trabalhador Coletivo e Trabalho Produtivo/Improdutivo:
A denominação de trabalhador coletivo surgiu necessariamente com a forte presença da indústria, isto é, surgiu no cenário da indústria. Trabalhador coletivo quer designar todas as atividades que envolvem a produção, desempenhando atividades manuais ou não. É, na verdade, um trabalho socialmente combinado. As atividades vão desde as tipicamente da força bruta como também exercícios tipicamente intelectuais.

Quanto à distinção trabalho produtivo e improdutivo, esta é encontrada e definida apenas no âmbito do que seja economia fundada na produção de mercadorias. Portanto, são meios de produção capitalista que determinam o que venha a ser trabalho produtivo ou trabalho improdutivo, isto é, aquilo que será adquirido pelo mercado consumidor em massa e, logo, dará um excelente retorno, lucro, ou aquilo que não desperta 'fetichização' e não dará lucro, logo é improdutivo, mas somente para o capitalista.

6.    A repartição da Mais-Valia:
Não se pode esquecer que o lucro, que vem acrescido de mais-valia faz parte, diretamente de um processo bastante conhecido por todos nós, que é a circulação de capital, isso traz, sem dúvidas, muitos lucros para ao capitalista e subdesenvolvimento para o trabalhador. 

Este processo de circulação de capital é tão complexo que, enquanto o capitalista é 'sugador' do trabalhador, há também outros, noutras funções que irão 'sugar' um pouco deste mesmo capitalista. A mais-valia divide-se então, em três partes: 'uma parte é apropriada pelo capitalista (é o lucro industrial); outra parte é deverá ser cedida aos que eventualmente emprestaram dinheiro ao capitalista (trata-se do juro e do lucro dos banqueiros) e a terceira parte é destinada aos comerciantes (são a base do lucro comercial)'.  Vale salientar que todas as vezes que foi tratado de produção, referiam-se a produção industrial.

7.    A distribuição da Renda Nacional:
A renda nacional é resultado e resultante do trabalho produtivo, nada mais é do que o salário recebido pelo trabalhador e a mais-valia que é revertida para todos os componentes do setor capitalista, isto é, para aqueles que estão no alto da pirâmide. 

E o Estado parece não querer nada fazer, mas mesmo que quisesse seria imediatamente freado pelo capitalista que, tem nas mãos não só as rédeas dos meios de produção, como também o comando do Estado e seus corruptíveis representantes, em nome de respeitar uma dinâmica tão injusta, dando ênfase total a permanecer nesta dura divisão social de classes.


quinta-feira, 27 de julho de 2017

LIBERALISMO e NEOLIBERALISMO: DOIS EM UM


LIBERALISMO

Essa vontade era intimamente ligada às lutas da burguesia na Inglaterra do século XIII e é por isso que por muitas vezes o liberalismo foi e ainda é facilmente associado a essa classe social.

Para o liberalismo, portanto, o Estado Mínimo é necessário para que se possa garantir as pautas defendidas, que são variadas, conforme indicadas acima, e serão explicadas adiante. O mercado é considerado o grande provedor e regulador da sociedade na percepção dos liberais.

O QUE É ESTADO MÍNIMO?

O Estado (governo) não pode atuar ou intervir em todas as esferas. O liberalismo político afirma que há um aglomerado de direitos inerentes ao ser humano e que, portanto, o Estado não pode intervir.

Esses direitos seriam a liberdade individual, os direitos individuais, a igualdade perante a lei, a segurança, a felicidade, a liberdade religiosa, a liberdade de imprensa, entre outros.

E COMO SERIA A ATUAÇÃO DO ESTADO DIANTE DESSAS LIMITAÇÕES?

O Estado atuaria para fornecer as condições mínimas necessárias para o livre desenvolvimento de cada cidadão. Livre desenvolvimento significa a ausência de assistencialismo.

Ideais Econômicos
·  Reconhecimento da propriedade privada: o bem pode ser utilizado exclusivamente por quem o adquiriu. Não há espaço para o instituto da função social da propriedade, ou seja, não há utilização ou obrigação de objetivos sociais para a propriedade privada.

· Livre Mercado: a economia se fundamenta na lei da oferta e da demanda. O Estado não pode intervir em nenhuma esfera da economia, não pode intervir nos preços, nos salários ou nas trocas comerciais, tampouco corrigindo as falhas ou disparidades sociais causadas pela economia.

O liberalismo coloca o livre mercado como o grande “regulador” da sociedade e as falhas se corrigiriam naturalmente, através da “mão invisível” referida por Adam Smith em seu livro “ A Riqueza das Nações”.

· Tributação mínima, principalmente no que concerne à carga tributária das empresas.

Liberalismo - Definição
Liberalismo pode ser definido como um conjunto de princípios e teorias políticas, que apresenta como ponto principal a defesa da liberdade política e econômica. Neste sentido, os liberais são contrários ao forte controle do Estado na economia e na vida das pessoas.

Origem 
O pensamento liberal teve sua origem no século XVII, através dos trabalhos sobre política publicados pelo filósofo inglês John Locke. Já no século XVIII, o liberalismo econômico ganhou força com as ideias defendidas pelo filósofo e economista escocês Adam Smith.

Podemos citar como princípios básicos do liberalismo:
- Defesa da propriedade privada;
- Liberdade econômica (livre mercado);
- Mínima participação do Estado - governo limitado;
- Igualdade perante a lei (estado de direito).

Keynesianismo
O keynesianismo é uma teoria econômica do começo do século XX, baseada nas ideias do economista inglês John Maynard Keines, que defendia a ação do estado na economia com o objetivo atingir o pleno emprego, o bem-estar social. 

Principais características do Keynesianismo
- Defesa da intervenção estatal na economia, principalmente em áreas onde a iniciativa privada não tem capacidade ou não deseja atuar.
- Contra o liberalismo econômico.
- O Estado tem um papel fundamental de estimular as economias em momentos de crise e recessão econômica.
 - A intervenção do Estado deve ser feita através do cumprimento de uma política fiscal para que não haja crescimento e descontrole da inflação.

O keynesianismo na atualidade
A doutrina econômica keynesiana enfraqueceu muito nas últimas décadas em função do avanço do neoliberalismo. O processo de globalização econômica mundial impôs, de certa forma, aos países a adoção de medidas voltadas para a abertura da economia e pouca interferência estatal. A maioria dos países do mundo segue o neoliberalismo, com suas especificidades, como forma de se manterem ativos neste mundo voltado para a globalização e para a economia de livre mercado.

NEOLIBERALISMO

 O termo neoliberalismo já era registrado em alguns escritos dos séculos XVIII e XIX, mas começou a aparecer com mais força na literatura acadêmica no final dos anos 1980, como uma forma de classificar o que seria um ressurgimento do liberalismo como ideologia predominante na política e economia internacionais.

A ideia é que durante um certo período de tempo, o liberalismo perdeu predominância para o keynesianismo, inspirado pelo trabalho de John Maynard Keynes, que defendeu a tese de que os gastos públicos devem impulsionar a economia, especialmente em tempos de recessão. Keynes era favorável ao Estado de bem-estar social.

A partir dos anos 1970, o mundo passou a vivenciar um declínio do modelo do Estado de bem-estar social, o que deu espaço para que ideias liberais aos poucos voltassem a ter preferência na política. Uma das primeiras experiências consideradas neoliberais no mundo foi levada a cabo pelo Chile.

Em 1975, o ditador chileno Augusto Pinochet entrou em contato com acadêmicos da Escola de Chicago, que recomendaram medidas pró-liberalização do mercado e diminuição do Estado.

Entre tais medidas estavam a drástica redução do gasto público, demissão em massa de servidores públicos e privatização de empresas estatais. As eleições de Margareth Thatcher no Reino Unido e de Ronald Reagan nos Estados Unidos no início dos anos 1980 também foram indicativos desse fenômeno. Ambos são considerados até hoje líderes neoliberais.

Na década de 1970 surgiu o neoliberalismo, que é a aplicação dos princípios liberais numa realidade econômica pautada pela globalização e por novos paradigmas do capitalismo.

Podemos definir o neoliberalismo como um conjunto de ideias políticas e econômicas capitalistas que defende a não participação do estado na economia. De acordo com esta doutrina, deve haver total liberdade de comércio (livre mercado), pois este princípio garante o crescimento econômico e o desenvolvimento social de um país.

Surgiu na década de 1970, através da Escola Monetarista do economista Milton Friedman, como uma solução para a crise que atingiu a economia mundial em 1973, provocada pelo aumento excessivo no preço do petróleo. 

Características do Neoliberalismo (princípios básicos):
- mínima participação estatal nos rumos da economia de um país;
- pouca intervenção do governo no mercado de trabalho;
- política de privatização de empresas estatais;
- livre circulação de capitais internacionais e ênfase na globalização;
- posição contrária aos impostos e tributos excessivos;
- contra o controle de preços dos produtos e serviços por parte do estado, ou seja, a lei da oferta e demanda é suficiente para regular os preços;
- a base da economia deve ser formada por empresas privadas;

Pontos Negativos
Os críticos ao sistema afirmam que a economia neoliberal só beneficia as grandes potências econômicas e as empresas multinacionais. Os países pobres ou em processo de desenvolvimento (Brasil, por exemplo) sofrem com os resultados de uma política neoliberal. Nestes países, são apontadas como causas do neoliberalismo: desemprego, baixos salários, aumento das diferenças sociais e dependência do capital internacional.

Pontos positivos
Os defensores do neoliberalismo acreditam que este sistema é capaz de proporcionar o desenvolvimento econômico e social de um país. Defendem que o neoliberalismo deixa a economia mais competitiva, proporciona o desenvolvimento tecnológico e, através da livre concorrência, faz os preços e a inflação caírem. 

Governos que adotaram políticas econômicas neoliberais nos últimos anos
- No Brasil: Fernando Collor de Melo (1990 - 1992) e Fernando Henrique Cardoso (1995 - 2003)
- No Chile: Eduardo Frei (1994 - 2000), Ricardo Lagos (2000 - 2006) e Michelle Bachelet (2006 - 2010)
- Nos Estados Unidos: Ronald Reagan (1981 - 1989), George Bush (1989 - 1993) e George W. Bush (2001- 2009)
- No México: Vicente Fox Quesada (2000 - 2006)
- No Reino Unido: Margaret Thatcher (1979 - 1990)

Desemprego Estrutural

É aquele gerado pela introdução de novas tecnologias ou de sistemas e processos voltados para a redução de custos.

Estes novos elementos afetam os setores da economia de um país (indústria, comércio e serviços), causando demissão, geralmente, em grande quantidade.

Principais causas do desemprego estrutural
- Implantação de robôs no processo de produção industrial.
- Instalação de caixas eletrônicos em agências bancárias.
- Informatização em empresas e órgãos públicos, visando diminuir os processos burocráticos.
- Uso da Internet para serviços bancários, compras online e outros serviços.

Desemprego estrutural e globalização
A globalização da economia, que ganhou força a partir da década de 1970, teve grande participação no aumento do desemprego estrutural no mundo todo.

A globalização econômica fez aumentar a competitividade em âmbito internacional, principalmente através do comércio exterior, fazendo com que as empresas buscassem formas de reduzir custos de produção, comercialização e transporte.

Entre estas formas, podemos citar as principais causas do desemprego estrutural: adoção de novas tecnologias e sistemas administrativos e produtivos de custos reduzidos (ambos com diminuição de mão-de-obra).

Diferenças entre desemprego estrutural e conjuntural
O estrutural é causado pela adoção de novas tecnologias e processos, o conjuntural é gerado por crises econômicas internas ou externas. Crises econômicas, geralmente, diminuem o consumo, as exportações, a produção e, por consequência de tudo isso, aumenta o desemprego.

Quando a economia de um país se recupera, após o fim de uma crise, o desemprego conjuntural tende a diminuir. No caso do desemprego estrutural, as vagas de emprego fechadas naquelas funções não são mais retomadas.

IMPLANTAÇÃO DO NEOLIBERALISMO NO BRASIL
O neoliberalismo passou a ser implantado no Brasil a partir do governo Collor (90 a 92), onde ocorreram as primeiras privatizações e a abertura do mercado nacional às diversas importações (carros, por exemplo) e o fim de subsídios (trigo por exemplo).

A onda neoliberal aumentou com os governos FHC (95 a 2002), onde ocorreram diversas privatizações (energia elétrica, telecomunicações, saneamento, mineração, etc.). 

Na época, a campanha governamental afirmava que o Estado estava saindo dessas áreas para se concentrar em outras (educação, saude e segurança, por exemplo)... mas o que se viu não foi isso e até hoje não se sabe aonde foi parar o dinheiro recebido das vendas das estatais... só se sabe que não foi nem para educação, nem saúde , nem segurança (que pioraram)

Nosso neoliberalismo copiava a cartilha iniciada no fim dos anos 80, com a derrocada do socialismo e a hegemonia do capitalismo.

A partir daí surgiu o movimento chamado de Globalização (economia globalizada), que nada mais é do que entupir os paises pobres com os produtos fabricados nos países ricos, levando à quebradeira e desemprego.

Outra estratégia das multinacionais é fabricar diversos produtos em outros paises pagando salários menores (ex: China, onde se ganha bem menos do que no Brasil).

O Consenso de Washington
O FMI, o DIRD e o Banco Mundial faziam pressão ao Brasil para que aderissem ao mercado neoliberal;

Objetivo
Discutir as reformas necessárias para a América Latina.

- As empresas queriam através do capital ter o controle da economia do mundo.

Pontos de debate no Consenso de Washington:
  a) Disciplina fiscal - O Estado deveria cortar gastos e diminuir as suas dívidas, reduzindo custos e funcionários.

  b) Reforma fiscal e tributária - O governo deveria reformular seus sistemas de arrecadação de impostos a fim de que as empresas pagassem menos tributos.
  c)  Privatização de empresas estatais - Tanto em áreas comerciais quanto nas áreas de infraestrutura, para garantir o predomínio da iniciativa privada em todos os setores.

  d) Desregulamentação das leis trabalhistas – Enfraquecer o trabalhador e fortalecer o patrão.

Os três tempos do neoliberalismo brasileiro: Collor, FHC e Temer
A partir de 1990 (governo Collor/Itamar e FHC) foi a implantação da política de privatizações, em que empresas estatais dos ramos de energia, telecomunicações, da mineração e outros foram transferidas para a iniciativa privada.
Primeiro tempo – Collro/Itamar
Enxugamento do Estado era a prioridade e ganhou maior vitalidade com a posse de Collor (1990 - 1992);

Collor foi o primeiro presidente eleito desde o golpe militar (1964 – 1985).

Ocasionando reações ideológicas tanto à direita quanto à esquerda política, que terminou levando ao impeachment.

Itamar Franco, assume, com um governo mais voltado para as políticas internas: as negociações com o FMI dão uma trégua e as reformas do Estado cessam por um curto período.

- No governo Itamar, assume o Ministério das Relações Exteriores, o então senador Fernando Henrique Cardoso.

- As tratativas com as instituições internacionais (FMI e Banco Mundial) recomeçam.

- FHC passa a ser Ministro da Fazenda e institui, junto com uma equipe de técnicos, um plano econômico (Plano Real) capaz de frear a inflação e restabelecer a volta do crescimento econômico. Tais políticas significam a volta do programa de reforma de Estado iniciada por Collor e interrompida por Itamar Franco.

- É importante mencionar que o FHC e seu partido (PSDB) partem do princípio de que o Estado deve se "modernizar".

- "Modernização" do Estado significa um Estado mais ágil, menos "truculento", "moroso" e "burocratizado".

- Era a grande propaganda ideológica de FHC e do PSDB para que se efetivasse o processo das privatizações das empresas estatais brasileiras.

- FHC sempre foi um velho admirador da "modernização" do Estado que Collor de Mello havia feito.

O segundo - FHC
Com a eleição de FHC o neoliberalismo foi retomado, estabelecendo entre os anos de 1995 a 2002 o receituário neoliberal.

- FHC avançou na terceirização no interior do governo, a liberalização comercial e financeira, bem com as reformas trabalhista, previdenciária e outros ajustes.

Terceiro tempo
- O neoliberalismo instalou-se no ano de 2016, com o emergente governo Temer.

- As reforma trabalhista, previdência social, gasto público (saúde, educação. etc) e reforma ensino médio, são algumas políticas neoliberal do governo Temer.

O que causou a crise econômica mundial de 2008 e 2009?

A causa da crise que vivemos foi o desequilíbrio na maior economia do mundo, os Estados Unidos. E os ataques de 11 de setembro têm a ver com isso.

"Depois da ofensiva terrorista, o governo americano se envolveu em duas grandes guerras, no Iraque e Afeganistão, e começou a gastar mais do que deveria", diz Simão Davi Silber.

Para piorar a situação, ao mesmo tempo em que o país investia dinheiro na guerra, a economia interna já não ia muito bem - uma das razões é que os Estados Unidos estavam importando mais do que exportando. Em vez de conter os gastos, os americanos receberam ajuda de países como China e Inglaterra. Com o dinheiro injetado pelo exterior, os bancos passaram a oferecer mais crédito, inclusive a clientes considerados de risco.

Aproveitando-se da grande oferta a baixas taxas de juros, os consumidores compraram muito, principalmente imóveis, que começaram a valorizar. "A expansão do crédito financiou a bolha imobiliária, já que a grande procura elevou o preço dos imóveis", diz Silber. Porém, depois disso, chegou uma hora em que a taxa de juros começou a subir, diminuindo a procura pelos imóveis e derrubando os preços. Com isso, começou a inadimplência - afinal, as pessoas já não viam sentido em continuar pagando hipotecas exorbitantes quando as propriedades estavam valendo cada vez menos. 

Nesse momento, faltou dinheiro aos bancos, que em um primeiro momento foram ajudados pelo governo americano. Só que, ao mesmo tempo, surgiram críticas a essa política de socorro aos banqueiros. Frente à pressão política, a Casa Branca decidiu que não ia mais interferir, deixando o banco Lehman Brothers quebrar.

O fechamento do quarto maior banco de crédito dos Estados Unidos causou pânico e travou o crédito. Chegou a crise, que prejudica também o nosso país. "Sem crédito internacional, também diminui o crédito no Brasil, caem as exportações e o preço das nossas mercadorias aumenta o risco e a taxa de juros", explica Silber.

O economista também afirma que as recessões são recorrentes, mas essa é maior do que de costume. "Uma crise dessa intensidade não é comum, a mais parecida com ela foi a de 1929", afirma Silber.


Fonte
http://www.suapesquisa.com