quinta-feira, 27 de julho de 2017

LIBERALISMO e NEOLIBERALISMO: DOIS EM UM


LIBERALISMO

Essa vontade era intimamente ligada às lutas da burguesia na Inglaterra do século XIII e é por isso que por muitas vezes o liberalismo foi e ainda é facilmente associado a essa classe social.

Para o liberalismo, portanto, o Estado Mínimo é necessário para que se possa garantir as pautas defendidas, que são variadas, conforme indicadas acima, e serão explicadas adiante. O mercado é considerado o grande provedor e regulador da sociedade na percepção dos liberais.

O QUE É ESTADO MÍNIMO?

O Estado (governo) não pode atuar ou intervir em todas as esferas. O liberalismo político afirma que há um aglomerado de direitos inerentes ao ser humano e que, portanto, o Estado não pode intervir.

Esses direitos seriam a liberdade individual, os direitos individuais, a igualdade perante a lei, a segurança, a felicidade, a liberdade religiosa, a liberdade de imprensa, entre outros.

E COMO SERIA A ATUAÇÃO DO ESTADO DIANTE DESSAS LIMITAÇÕES?

O Estado atuaria para fornecer as condições mínimas necessárias para o livre desenvolvimento de cada cidadão. Livre desenvolvimento significa a ausência de assistencialismo.

Ideais Econômicos
·  Reconhecimento da propriedade privada: o bem pode ser utilizado exclusivamente por quem o adquiriu. Não há espaço para o instituto da função social da propriedade, ou seja, não há utilização ou obrigação de objetivos sociais para a propriedade privada.

· Livre Mercado: a economia se fundamenta na lei da oferta e da demanda. O Estado não pode intervir em nenhuma esfera da economia, não pode intervir nos preços, nos salários ou nas trocas comerciais, tampouco corrigindo as falhas ou disparidades sociais causadas pela economia.

O liberalismo coloca o livre mercado como o grande “regulador” da sociedade e as falhas se corrigiriam naturalmente, através da “mão invisível” referida por Adam Smith em seu livro “ A Riqueza das Nações”.

· Tributação mínima, principalmente no que concerne à carga tributária das empresas.

Liberalismo - Definição
Liberalismo pode ser definido como um conjunto de princípios e teorias políticas, que apresenta como ponto principal a defesa da liberdade política e econômica. Neste sentido, os liberais são contrários ao forte controle do Estado na economia e na vida das pessoas.

Origem 
O pensamento liberal teve sua origem no século XVII, através dos trabalhos sobre política publicados pelo filósofo inglês John Locke. Já no século XVIII, o liberalismo econômico ganhou força com as ideias defendidas pelo filósofo e economista escocês Adam Smith.

Podemos citar como princípios básicos do liberalismo:
- Defesa da propriedade privada;
- Liberdade econômica (livre mercado);
- Mínima participação do Estado - governo limitado;
- Igualdade perante a lei (estado de direito).

Keynesianismo
O keynesianismo é uma teoria econômica do começo do século XX, baseada nas ideias do economista inglês John Maynard Keines, que defendia a ação do estado na economia com o objetivo atingir o pleno emprego, o bem-estar social. 

Principais características do Keynesianismo
- Defesa da intervenção estatal na economia, principalmente em áreas onde a iniciativa privada não tem capacidade ou não deseja atuar.
- Contra o liberalismo econômico.
- O Estado tem um papel fundamental de estimular as economias em momentos de crise e recessão econômica.
 - A intervenção do Estado deve ser feita através do cumprimento de uma política fiscal para que não haja crescimento e descontrole da inflação.

O keynesianismo na atualidade
A doutrina econômica keynesiana enfraqueceu muito nas últimas décadas em função do avanço do neoliberalismo. O processo de globalização econômica mundial impôs, de certa forma, aos países a adoção de medidas voltadas para a abertura da economia e pouca interferência estatal. A maioria dos países do mundo segue o neoliberalismo, com suas especificidades, como forma de se manterem ativos neste mundo voltado para a globalização e para a economia de livre mercado.

NEOLIBERALISMO

 O termo neoliberalismo já era registrado em alguns escritos dos séculos XVIII e XIX, mas começou a aparecer com mais força na literatura acadêmica no final dos anos 1980, como uma forma de classificar o que seria um ressurgimento do liberalismo como ideologia predominante na política e economia internacionais.

A ideia é que durante um certo período de tempo, o liberalismo perdeu predominância para o keynesianismo, inspirado pelo trabalho de John Maynard Keynes, que defendeu a tese de que os gastos públicos devem impulsionar a economia, especialmente em tempos de recessão. Keynes era favorável ao Estado de bem-estar social.

A partir dos anos 1970, o mundo passou a vivenciar um declínio do modelo do Estado de bem-estar social, o que deu espaço para que ideias liberais aos poucos voltassem a ter preferência na política. Uma das primeiras experiências consideradas neoliberais no mundo foi levada a cabo pelo Chile.

Em 1975, o ditador chileno Augusto Pinochet entrou em contato com acadêmicos da Escola de Chicago, que recomendaram medidas pró-liberalização do mercado e diminuição do Estado.

Entre tais medidas estavam a drástica redução do gasto público, demissão em massa de servidores públicos e privatização de empresas estatais. As eleições de Margareth Thatcher no Reino Unido e de Ronald Reagan nos Estados Unidos no início dos anos 1980 também foram indicativos desse fenômeno. Ambos são considerados até hoje líderes neoliberais.

Na década de 1970 surgiu o neoliberalismo, que é a aplicação dos princípios liberais numa realidade econômica pautada pela globalização e por novos paradigmas do capitalismo.

Podemos definir o neoliberalismo como um conjunto de ideias políticas e econômicas capitalistas que defende a não participação do estado na economia. De acordo com esta doutrina, deve haver total liberdade de comércio (livre mercado), pois este princípio garante o crescimento econômico e o desenvolvimento social de um país.

Surgiu na década de 1970, através da Escola Monetarista do economista Milton Friedman, como uma solução para a crise que atingiu a economia mundial em 1973, provocada pelo aumento excessivo no preço do petróleo. 

Características do Neoliberalismo (princípios básicos):
- mínima participação estatal nos rumos da economia de um país;
- pouca intervenção do governo no mercado de trabalho;
- política de privatização de empresas estatais;
- livre circulação de capitais internacionais e ênfase na globalização;
- posição contrária aos impostos e tributos excessivos;
- contra o controle de preços dos produtos e serviços por parte do estado, ou seja, a lei da oferta e demanda é suficiente para regular os preços;
- a base da economia deve ser formada por empresas privadas;

Pontos Negativos
Os críticos ao sistema afirmam que a economia neoliberal só beneficia as grandes potências econômicas e as empresas multinacionais. Os países pobres ou em processo de desenvolvimento (Brasil, por exemplo) sofrem com os resultados de uma política neoliberal. Nestes países, são apontadas como causas do neoliberalismo: desemprego, baixos salários, aumento das diferenças sociais e dependência do capital internacional.

Pontos positivos
Os defensores do neoliberalismo acreditam que este sistema é capaz de proporcionar o desenvolvimento econômico e social de um país. Defendem que o neoliberalismo deixa a economia mais competitiva, proporciona o desenvolvimento tecnológico e, através da livre concorrência, faz os preços e a inflação caírem. 

Governos que adotaram políticas econômicas neoliberais nos últimos anos
- No Brasil: Fernando Collor de Melo (1990 - 1992) e Fernando Henrique Cardoso (1995 - 2003)
- No Chile: Eduardo Frei (1994 - 2000), Ricardo Lagos (2000 - 2006) e Michelle Bachelet (2006 - 2010)
- Nos Estados Unidos: Ronald Reagan (1981 - 1989), George Bush (1989 - 1993) e George W. Bush (2001- 2009)
- No México: Vicente Fox Quesada (2000 - 2006)
- No Reino Unido: Margaret Thatcher (1979 - 1990)

Desemprego Estrutural

É aquele gerado pela introdução de novas tecnologias ou de sistemas e processos voltados para a redução de custos.

Estes novos elementos afetam os setores da economia de um país (indústria, comércio e serviços), causando demissão, geralmente, em grande quantidade.

Principais causas do desemprego estrutural
- Implantação de robôs no processo de produção industrial.
- Instalação de caixas eletrônicos em agências bancárias.
- Informatização em empresas e órgãos públicos, visando diminuir os processos burocráticos.
- Uso da Internet para serviços bancários, compras online e outros serviços.

Desemprego estrutural e globalização
A globalização da economia, que ganhou força a partir da década de 1970, teve grande participação no aumento do desemprego estrutural no mundo todo.

A globalização econômica fez aumentar a competitividade em âmbito internacional, principalmente através do comércio exterior, fazendo com que as empresas buscassem formas de reduzir custos de produção, comercialização e transporte.

Entre estas formas, podemos citar as principais causas do desemprego estrutural: adoção de novas tecnologias e sistemas administrativos e produtivos de custos reduzidos (ambos com diminuição de mão-de-obra).

Diferenças entre desemprego estrutural e conjuntural
O estrutural é causado pela adoção de novas tecnologias e processos, o conjuntural é gerado por crises econômicas internas ou externas. Crises econômicas, geralmente, diminuem o consumo, as exportações, a produção e, por consequência de tudo isso, aumenta o desemprego.

Quando a economia de um país se recupera, após o fim de uma crise, o desemprego conjuntural tende a diminuir. No caso do desemprego estrutural, as vagas de emprego fechadas naquelas funções não são mais retomadas.

IMPLANTAÇÃO DO NEOLIBERALISMO NO BRASIL
O neoliberalismo passou a ser implantado no Brasil a partir do governo Collor (90 a 92), onde ocorreram as primeiras privatizações e a abertura do mercado nacional às diversas importações (carros, por exemplo) e o fim de subsídios (trigo por exemplo).

A onda neoliberal aumentou com os governos FHC (95 a 2002), onde ocorreram diversas privatizações (energia elétrica, telecomunicações, saneamento, mineração, etc.). 

Na época, a campanha governamental afirmava que o Estado estava saindo dessas áreas para se concentrar em outras (educação, saude e segurança, por exemplo)... mas o que se viu não foi isso e até hoje não se sabe aonde foi parar o dinheiro recebido das vendas das estatais... só se sabe que não foi nem para educação, nem saúde , nem segurança (que pioraram)

Nosso neoliberalismo copiava a cartilha iniciada no fim dos anos 80, com a derrocada do socialismo e a hegemonia do capitalismo.

A partir daí surgiu o movimento chamado de Globalização (economia globalizada), que nada mais é do que entupir os paises pobres com os produtos fabricados nos países ricos, levando à quebradeira e desemprego.

Outra estratégia das multinacionais é fabricar diversos produtos em outros paises pagando salários menores (ex: China, onde se ganha bem menos do que no Brasil).

O Consenso de Washington
O FMI, o DIRD e o Banco Mundial faziam pressão ao Brasil para que aderissem ao mercado neoliberal;

Objetivo
Discutir as reformas necessárias para a América Latina.

- As empresas queriam através do capital ter o controle da economia do mundo.

Pontos de debate no Consenso de Washington:
  a) Disciplina fiscal - O Estado deveria cortar gastos e diminuir as suas dívidas, reduzindo custos e funcionários.

  b) Reforma fiscal e tributária - O governo deveria reformular seus sistemas de arrecadação de impostos a fim de que as empresas pagassem menos tributos.
  c)  Privatização de empresas estatais - Tanto em áreas comerciais quanto nas áreas de infraestrutura, para garantir o predomínio da iniciativa privada em todos os setores.

  d) Desregulamentação das leis trabalhistas – Enfraquecer o trabalhador e fortalecer o patrão.

Os três tempos do neoliberalismo brasileiro: Collor, FHC e Temer
A partir de 1990 (governo Collor/Itamar e FHC) foi a implantação da política de privatizações, em que empresas estatais dos ramos de energia, telecomunicações, da mineração e outros foram transferidas para a iniciativa privada.
Primeiro tempo – Collro/Itamar
Enxugamento do Estado era a prioridade e ganhou maior vitalidade com a posse de Collor (1990 - 1992);

Collor foi o primeiro presidente eleito desde o golpe militar (1964 – 1985).

Ocasionando reações ideológicas tanto à direita quanto à esquerda política, que terminou levando ao impeachment.

Itamar Franco, assume, com um governo mais voltado para as políticas internas: as negociações com o FMI dão uma trégua e as reformas do Estado cessam por um curto período.

- No governo Itamar, assume o Ministério das Relações Exteriores, o então senador Fernando Henrique Cardoso.

- As tratativas com as instituições internacionais (FMI e Banco Mundial) recomeçam.

- FHC passa a ser Ministro da Fazenda e institui, junto com uma equipe de técnicos, um plano econômico (Plano Real) capaz de frear a inflação e restabelecer a volta do crescimento econômico. Tais políticas significam a volta do programa de reforma de Estado iniciada por Collor e interrompida por Itamar Franco.

- É importante mencionar que o FHC e seu partido (PSDB) partem do princípio de que o Estado deve se "modernizar".

- "Modernização" do Estado significa um Estado mais ágil, menos "truculento", "moroso" e "burocratizado".

- Era a grande propaganda ideológica de FHC e do PSDB para que se efetivasse o processo das privatizações das empresas estatais brasileiras.

- FHC sempre foi um velho admirador da "modernização" do Estado que Collor de Mello havia feito.

O segundo - FHC
Com a eleição de FHC o neoliberalismo foi retomado, estabelecendo entre os anos de 1995 a 2002 o receituário neoliberal.

- FHC avançou na terceirização no interior do governo, a liberalização comercial e financeira, bem com as reformas trabalhista, previdenciária e outros ajustes.

Terceiro tempo
- O neoliberalismo instalou-se no ano de 2016, com o emergente governo Temer.

- As reforma trabalhista, previdência social, gasto público (saúde, educação. etc) e reforma ensino médio, são algumas políticas neoliberal do governo Temer.

O que causou a crise econômica mundial de 2008 e 2009?

A causa da crise que vivemos foi o desequilíbrio na maior economia do mundo, os Estados Unidos. E os ataques de 11 de setembro têm a ver com isso.

"Depois da ofensiva terrorista, o governo americano se envolveu em duas grandes guerras, no Iraque e Afeganistão, e começou a gastar mais do que deveria", diz Simão Davi Silber.

Para piorar a situação, ao mesmo tempo em que o país investia dinheiro na guerra, a economia interna já não ia muito bem - uma das razões é que os Estados Unidos estavam importando mais do que exportando. Em vez de conter os gastos, os americanos receberam ajuda de países como China e Inglaterra. Com o dinheiro injetado pelo exterior, os bancos passaram a oferecer mais crédito, inclusive a clientes considerados de risco.

Aproveitando-se da grande oferta a baixas taxas de juros, os consumidores compraram muito, principalmente imóveis, que começaram a valorizar. "A expansão do crédito financiou a bolha imobiliária, já que a grande procura elevou o preço dos imóveis", diz Silber. Porém, depois disso, chegou uma hora em que a taxa de juros começou a subir, diminuindo a procura pelos imóveis e derrubando os preços. Com isso, começou a inadimplência - afinal, as pessoas já não viam sentido em continuar pagando hipotecas exorbitantes quando as propriedades estavam valendo cada vez menos. 

Nesse momento, faltou dinheiro aos bancos, que em um primeiro momento foram ajudados pelo governo americano. Só que, ao mesmo tempo, surgiram críticas a essa política de socorro aos banqueiros. Frente à pressão política, a Casa Branca decidiu que não ia mais interferir, deixando o banco Lehman Brothers quebrar.

O fechamento do quarto maior banco de crédito dos Estados Unidos causou pânico e travou o crédito. Chegou a crise, que prejudica também o nosso país. "Sem crédito internacional, também diminui o crédito no Brasil, caem as exportações e o preço das nossas mercadorias aumenta o risco e a taxa de juros", explica Silber.

O economista também afirma que as recessões são recorrentes, mas essa é maior do que de costume. "Uma crise dessa intensidade não é comum, a mais parecida com ela foi a de 1929", afirma Silber.


Fonte
http://www.suapesquisa.com

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Diferença entre Liberalismo e Neoliberalismo

O liberalismo surgiu com a Revolução Francesa cuja doutrina consistia em um distanciamento do Estado na relações particulares. Foi um período de individualismo e não intervenção.

O neoliberalismo é a nova roupagem do antigo liberalismo. Isto é, após o liberalismo clássico, o Estado passou a ser intervencionista (social). Ocorre que nos dias atuais vemos um retorno do individualismo, da não intervenção, das privatizações, etc. Por isso é chamado de novo liberalismo ou neoliberalismo.

Acesse o vídeo abaixo






terça-feira, 20 de junho de 2017

Renato Hadad e Josman Neri conquistam o Ponto Individual

    Josman Neri e Renato Hadad


    Foram conhecidos no último final de semana, após dez rodadas, os campeões do Campeonato Ponto Individual de Futsal 2017. O torneio é organizado pela AABB/Rio Branco e a competição ocorreu no ginásio da entidade.

    Feliz com o desfecho e sucesso da competição, o presidente do clube bancário, Walter Luiz, fez questão de lembrar que todo esse reconhecimento por parte dos associados deve ser estendido aos diretores, funcionários e colaboradores do clube. 
    Nesta temporada, o Campeonato Ponto Individual da AABB contou com 40 jogos, nas categorias livre e master, totalizando centenas de gols durante as dez rodadas.
    Após os resultados do final de semana a competição ficou assim definida:


    Os Melhores do Livre e Máster

    Categoria livre

    Campeão: Renato Hadad
    Artilheiros: Higor Javan e Rifat Brandão, ambos 25 gols.

    Renato Hadad, campeão


     Higor Javan e Rifat Brandão


    Categoria master

    Campeão: Josman Neri
    Artilheiro: Josman Neri - 19 gols

    José Américo, diretor da AABB, entrega premiação para Josman Neri, campeão e Artilheiro da categoria master. 

    O melhor goleiro da competição foi escolhido o associado Mateus Ibsen, que se transformou em uma verdadeira muralha nesta fase final.
    Melhor goleiro, Matheus Ibsen

    Conhecido os vencedores, os melhores posicionados na tabela de classificação disputaram na travinha vários prêmios, que após longa batalha, foram assim distribuídos:


    Vencedores do Vale Brinde
    Categoria livre
    Bruno Valle e Higor Javan ganharam um vale brinde no valor de R$ 100,00 cada um e, Thalyson Oliveira, um vale academia, para se exercitar por um mês, de maneira inteiramente grátis.
    Presidente da AABB, Walter Ferreira, entrega o vale brinde de R$ 100,00 a Bruno Valle



    Presidente da AABB, Walter Ferreira, entrega o vale brinde de R$ 100,00 a Higo Javan


    Categoria master
    Josman e Claudiomar ganharam um vale brinde no valor de R$100,00 cada um e, Aureliano, um vale academia, para se exercitar por um mês, de maneira inteiramente grátis.
    Josman Neri, recebe de Américo Ribeiro, o vale brinde de R$ 100,00 



    Aureliano recebe seu vale brinde 



    Claudiomar, recebe seu vale brinde de R$ 100,00








    Churrasco

    Ao final do evento os participantes foram agraciados ainda com um churrasco, avaliados por todos como de excelente qualidade.

    Fonte:

    https://www.facebook.com/aabb.riobrancoac
    http://www.jornalopiniao.net/index.php/esportes/item/2829-renato-hadad-e-josman-neri-conquistam-o-ponto-individual.html

    sexta-feira, 16 de junho de 2017

    Corrupção, delações, gravações e outras coisas: Não podemos achar que não temos nada a ver com tudo isso!

    Por Herval Sampaio e Joyce Morais




    "A corrupção mata. A corrupção é uma assassina sorrateira, invisível e de massa. É um serial killer que se disfarça de buraco de estradas, de falta de medicamentos, de crimes de rua e de pobreza”.

    A frase é do Procurador da República e coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, em discurso à Câmara dos Deputados ano passado. Resumiu em poucas palavras o estrago que a corrupção provoca e que muitas pessoas insistem em não enxergar a gravidade, como sempre está sendo alertado nesse espaço em diversos textos de esclarecimento sobre tais males, contudo insistimos em polarizar de forma radical tudo o que está acontecendo, porque aqui a política e politicagem sempre fala mais alto. 

    A corrupção nunca esteve tão escancarada por esses lados. Nem nas nossas piores análises e rodas de conversa se poderia imaginar o tamanho da roubalheira no Brasil. Faz parecer que o modelo de política no país, é o modelo da corrupção, da cara de pau, da desonestidade, do desvio de dinheiro público e das falsas alianças.
    Um modelo que permite a entrada de qualquer pessoa, mas que só deixa permanecer aquela que estiver aberta a esse tipo de negociações, um caminho sem volta e sem muitas escolhas, a não ser se corromper, transformando a relação de muitos políticos e autoridades em um círculo vicioso e pernicioso em que a busca e manutenção pelo poder vale tudo, inclusive continuar corrompendo quando não imaginávamos que seria possível tamanha ousadia. Parece não haver limites.
    Mas não é essa a impressão que se deve ter, por mais óbvia que seja, não é o correto e, portanto, não podemos baixar a cabeça e aceitar calados como tudo isso fosse normal e não tivesse jeito. Tudo que estamos vendo acontecer: escândalos, delações, notícias de corrupção e oferecimento de propinas, nada disso é novo, nada aconteceu apenas ontem. O que talvez seja diferente e elogiável é toda essa exposição e o começo de punições a pessoas que antes seria também inimaginável.
    É uma vergonhosa prática que acontece há muitos governos e vem se perpetuando como algo imperativo e intrínseco, corroendo o nosso sistema de tal jeito que em outros lugares se vê como tópico, aqui se normalizou e institucionalizou a corrupção e vários políticos e autoridades só sabem exercer seus cargos dessa forma.

    E não existe essa conversa que partido A ou B é menos corrupto ou está sendo perseguido. É preciso abrir nossas mentes e nossos olhos, deixando as paixões partidárias e interesses pessoais de lado e aceitar que a corrupção é sistêmica e estrutural e pode estar em todos os lugares.
    A corrupção, o Judiciário e o Ministério Público possuem uma coisa em comum: provaram que a desonestidade não tem ideologia, nem partido e que todos podem ser investigados e punidos.

    E falando em punição, ou melhor, em impunidade, temos a sensação de que é inaceitável que os delatores sócios da JBS, os irmãos Joesley e Wesley Batista, tenham recebido tantos benefícios. Alguns especialistas argumentam que as vantagens são calculadas com base na força das provas apresentadas. Se juridicamente o acordo é possível, até mesmo que se conceda o perdão judicial, socialmente ele não foi bem visto pela população que considerou uma total impunidade. Mas será que foi isso mesmo?
    Nesse caso da JBS, que revelou esquema de corrupção em grandes proporções, a pena aos irmãos Batista, em tese, pode não ter sido adequada, eis que se resumiu a uma multa e ainda não se fechou o acordo de leniência com a empresa, que só queria pagar 1 bilhão e o MPF quer que se pague 11 bilhões, e já se ofertou 4 bilhões, tendo também havido recusa do Parque, contudo sinceramente, não temos os dados concretos e as devidas relações com as demais delações, logo qualquer conclusão do acerto ou desacerto do ato, nos parece temerária e as conclusões de lado a lado são normais, só não sendo as nossa.
    Dizemos isso por entender que de modo muito claro os irmãos Batista mesmo sendo investigados junto com suas empresas e na realidade o grupo todo, colaboraram de forma espontânea e trazendo dados atuais, que nos assustaram desde a semana passada, logo isso não pode ser desconsiderado.
    Por outro lado, pelo que se noticiou, eles sequer serão acusados pela Procuradoria Geral da República e isso tem causado revolta. Como justificativa em comparação à delação de Marcelo Odebrecht, avaliam que este resistiu em colaborar com as investigações e ao ser preso em junho de 2015 pela Polícia Federal, resolver delatar acerca de fatos passados.
    Os irmãos Batista, por sua vez, ao tomarem conhecimento de que estavam sendo investigados, propuseram à PGR o acordo de delação premiada, citaram fatos presentes e incriminaram o presidente da República, Michel Temer. Por isso, a diferença entre os benefícios concedidos, segundo a acusação e pensamos que as conclusões de lado a lado são precipitadas.
    Embora o instituto da delação premiada permita, é moralmente inaceitável que os donos da JBS saiam praticamente ilesos de toda essa sujeira sem que se comprove a extensão de tudo que foi efetivamente dito e comprovado pelos mesmos, pois a cena da saída do país, por si só, é muito forte.
    Nós, que criticamos tantos os políticos, não podemos esquecer que eles não agem sozinhos, e todos indistintamente precisam ser igualmente punidos. Quem aceita a propina, não pode ter sua pena maior ou menor do que o daquele que oferece. Todos, em tese, cometeram crime e terão que pagar por seus atos, dimensionando com todas as particularidades o auxílio daqueles que resolveram se entregar.

    Assim, independentemente do candidato em quem você votou, se ele está envolvido, investigado ou condenado por algum crime, ou se nem sequer foi citado, você precisa se comprometer mais com o país, recuperar o gosto pela política, fiscalizar, denunciar, observar candidatos que estejam realmente comprometidos com a mudança. Há de existir e temos a certeza que tem, basta se conscientizar que a culpa também é nossa e que temos responsabilidade com tudo que estamos vendo.
    Não estamos falando de time de futebol, onde torcemos cada um pra um lado. Aqui estamos todos no mesmo barco. Podemos nos salvar ou afundar juntos.


    Fonte:
    https://joseherval.jusbrasil.com.br/artigos/462918706/delacoes-gravacoes-e-outras-coisas-inimaginaveis-em-um-pais-serio-podemos-nos-salvar-ou-afundar-juntos?utm_campaign=newsletter-daily_20170526_5345&utm_medium=email&utm_source=newsletter