quarta-feira, 28 de março de 2012

JPT defende meia entrada para a juventude e quer agilidade na aprovação do Estatuto



A Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH) realizou audiência pública dia (20), para dar sequência à discussão em torno do PLC 98/11, que institui o Estatuto da Juventude, aprovado recentemente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
O Estatuto da Juventude é um texto que busca reafirmar e aprofundar direitos fundamentais dos jovens, avançando na implantação de políticas públicas e no atendimento das necessidades de jovens com faixa etária entre 15 e 29 anos.
O presidente da CDH e relator da matéria na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), senador Paulo Paim (PT-RS) iniciou o debate enfatizando que sua intenção é remeter a matéria à Câmara ainda nesse semestre.
“O Estatuto garante políticas públicas para toda a nossa juventude, é um avanço que nós vamos ter a partir da própria PEC. Aqui nós vamos ter política na educação, na saúde, no ensino técnico, no direito de ir e vir, no trabalho decente.” afirmou Paim.
Daniel Iliescu, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), defendeu a rápida aprovação do Estatuto, dizendo que essa é uma grande oportunidade de o Brasil inserir os jovens em políticas públicas e fazer com que outros setores, com a participação da juventude, possam se desenvolver, assim como a economia brasileira, que já é a sexta maior economia mundial.
“O Estatuto da Juventude significa um avanço enorme nessa área do fortalecimento daqueles que vão dirigir o país um dia, que é a juventude de hoje”, completou Paim.
A secretária Nacional da Juventude da Presidência da República, Severine Macedo, também mostrou disposição em fazer a proposta tramitar de forma rápida, mas, ressaltou que debates precisam ser realizados para que alguns pontos do Estatuto ainda sejam aprimorados.
“Nos não podemos perder esta oportunidade histórica de envolver uma geração efetivamente como beneficiaria, mas também como promotora do desenvolvimento sustentável”
O secretário nacional de juventude do PT, Jefferson Lima, afirmou que o Estatuto “Amplia os direitos, amplia a necessidade que a juventude brasileira tem de mais espaço na política, na cultura, no esporte, no lazer, o estatuto é fundamental para que agente consiga consolidar os direitos da juventude brasileira.
Jefferson deixou claro, ao comentar a questão da meia-entrada, que a juventude do PT defende esta política para toda a juventude brasileira e não apenas para os estudantes: “Defendemos a meia entrada para os estudantes, para a juventude trabalhadora, para o jovem pobre, a juventude quilombola, para o jovem que não esta estudando, a defesa a defesa da juventude do PT é a meia entrada para todos os segmentos da juventude”.
Rosana Sousa, Secretária de Juventude da CUT, destacou a importância da ampliação dos direitos para toda a juventude a dirigente sindical cutista afirmou que “É importante que agente faça este debate de acesso de direitos para todo o contingente juvenil que esta na faixa de 15 a 29 anos, precisamos ampliar este direito para toda a juventude brasileira”
O PLC 98/11, que institui o Estatuto da Juventude ainda tramitará em mais três comissões do Senado Federal, no decurso desta tramitação é fundamental a mobilização social para dar celeridade ao cumprimento das etapas de aprovação do projeto em todas as instancias do Parlamento.
Do site do PT.


Sibá Machado é o novo presidente do Conselho de Assuntos Disciplinares do PT


Dep. Sibá Machado
Em reunião ocorrida no Diretório Nacional, o Conselho de Assuntos Disciplinares (CAD) do Partido dos Trabalhadores elegeu o deputado Sibá Machado, o seu novo presidente. Criado pelo art. 70 do Código de Ética e Disciplina do Partido dos Trabalhadores, o CAD é encarregado de apurar disciplinarmente as violações aos princípios e regras estabelecidos pelo Código, apurando fatos ou denúncias de forma preliminar que envolvam membros integrantes do Partido.

terça-feira, 20 de março de 2012

Jovens de direita em busca de um partido


É preocupante. Sem se sentirem representados nem pela esquerda, nem pela direita, jovens entre 20 e 30 anos se organizam para criar legendas da ‘nova direita`, a exemplo nos novos conservadores norte-americanos. Pelo menos três legendas tentam se viabilizar no Brasil: o Partido Federalista, os Libertários (Líber) e o Partido Novo.

Segundo o jornal O Globo, em comum, eles defendem a redução de impostos e as privatizações. Também veem o Estado brasileiro como “grande, oneroso, ineficiente e paternalista”. Ressentem-se, ainda, da presença da esquerda no ambiente político. O perfil de apoiadores varia de conservadores religiosos, simpatizantes do monarquismo parlamentarista, nacionalistas a liberais.

Um tema caro a esta “nova direita” é a descentralização administrativa e a gestão eficiente do Estado. Retoma, também, a tese furada do Estado mínimo, tão acalentada pelos tucanos no passado. Para os jovens da neo-direita, quando muito, o Estado deve cuidar apenas da segurança, do ordenamento jurídico e, com favor, alguma coisa de saúde.

Em busca da legalização
De acordo com o levantamento de O Globo, os Federalistas já teriam quase 100 mil assinaturas — são 500 mil necessárias para a legalização de uma legenda junto ao Superior Tribunal Eleitoral (TSE). O Novo, por sua vez, contaria com cerca de 30 mil assinaturas registradas em cartório e outras 180 mil prontas para serem entregues.

Para o filósofo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Denis Rosenfield, ouvido pela reportagem, existe o anseio por um partido de direita moderno no Brasil. “Uma legenda que defenda a livre iniciativa, a liberdade de escolha, o direito à propriedade. Mesmo o Democratas ficou no meio do caminho nesses pontos", avalia.

Populismo, fisiologismo e patrimonialismo
O que dizer sobre a tentativa de criação de novos partidos de direita? Nada mais velho e nada mais novo. São cópia Xerox da direita norte-americana que assume aquilo que o DEM - e mesmo setores do PSDB - não tem coragem de dizer. Mas que praticam assim que chegam ao governo, misturando populismo com o fisiologismo e patrimonialismo, tão caro à nossa velha direita.

Enfim. É um direito desses jovens querer constituir partidos que os representem verdadeiramente. É algo totalmente legítimo.

zedirceu.com.br

A cultura é Poder

O que é Cultura? Qual a sua função pública? Existe uma relação direta entre cultura e desenvolvimento? Podemos pensar em sustentabilidade sem considerar a questão cultural? Pra que serve uma política cultural? Qual a sua relação com o mercado? Como o poder público pode intervir na dinâmica cultural de uma sociedade? Como o artista e o agente cultural enfrentam os desafios da pós-modernidade?

Leia a matéria na íntegra


http://www.brant.com.br/ 

O impacto da classe C na indústria do esporte


A consolidação de uma ampla classe média no Brasil tem efeitos positivos para o país e para o segmento esportivo.
O maior acesso ao consumo dos 100 milhões de brasileiros pertencentes à classe C foi vital para que o país ficasse menos dependente do consumo das classes A e B e também possibilitou que diferentes setores fossem alavancados por esse contingente de consumidores.
Quando analisada a prática esportiva regular da população brasileira, item essencial para o fomento dos negócios no mercado brasileiro, fica claro que teremos que fazer um amplo trabalho para que a nossa classe C seja mais ativa na prática esportiva amadora.
No Brasil, a prática esportiva regular está muito concentrada em alguns grupos específicos de consumidores. Menos de um terço da população de uma forma geral pratica esportiva cotidianamente, com maior participação entre os mais jovens e os mais ricos.
O volume de pessoas que se exercita no Brasil somente vai crescer de forma contundente caso a Classe C incorpore de forma regular a atividade física, tanto entre os mais jovens, como entre os mais velhos.
Isso será determinante para que a Indústria Esporte no Brasil cresça, já que um contingente maior de praticantes reflete diretamente no consumo de produtos e equipamentos, além de gastos em clubes, academias, etc.
Assim, da mesma forma que a consolidação da Classe C foi fundamental para o desenvolvimento econômico do Brasil, será decisivo no fortalecimento do esporte como Indústria.
Além disso, como a classe C tem papel fundamental para influenciar o consumo das Classes D e E, a cultura de prática esportiva pode evoluir muito no Brasil, graças a esse processo.
Isso significará mais pessoas praticando esporte, o que resultará em um país mais saudável.
O desafio é fazer com que nossa classe média, além de ir ao shopping ou viajar, também enxergue no esporte uma atividade de entretenimento, como verificado nos consumidores brasileiros de alta renda.

fonte: portal da educação física

domingo, 11 de março de 2012

Você sabe dizer NÃO?


Muitas pessoas encontram dificuldade para expressar suas vontades, posicionar-se diante de alguma questão e, principalmente, dizer não à maioria das situações. Pessoas assim vivem cheias de inibições, cedendo às vontades alheias, guardando seus desejos dentro de si e negando suas próprias vontades em detrimento da vontade dos outros.

Por um motivo ou por outro, as pessoas estão sempre diante de situações onde precisam tomar decisões: fazer um favor, emprestar dinheiro ou o carro, ir a uma festa, comprar algo… Certa vez uma funcionária fez um desabafo dizendo o quanto sofria em seu trabalho por sua chefe sempre pedir pra ela ficar até tarde para poder terminar determinada tarefa, o que a levou até a perder vários compromissos, inclusive, o aniversário de um afilhado; tudo isso porque ela não conseguia dizer “não” e expressar seus sentimento: “Por um motivo ou outro, ninguém podia ficar até mas tarde. Quando me perguntavam, não conseguia negar.” Pessoas com esse comportamento tendem inicialmente a se sentir feridas e ansiosas e, a longo prazo, com raiva de si e das outras pessoas.
Nas psicoterapia, este tipo de dificuldade é superado com o desenvolvimento de um repertório comportamental mais assertivo. Ser assertivo significa tornar-se capaz de agir de maneira a garantir seu próprio interesse e se afirmar diante das situações sem se sentir ansioso ou culpado e sem agredir as outras pessoas. Em outras palavras, é aprender a expressar sentimentos sinceros sem constrangimento e exercitar seus próprios direitos sem negar os direitos das demais pessoas envolvidas na situação.
Para emitir comportamentos assertivos, dizendo não na hora certa e de maneira correta (sem ser agressivo) é preciso dizer o que está errado, por isto e por aquilo, desvinculando a ideia de que estar errado ou negar-se a alguma coisa é inadequado. Ou seja, precisamos saber que podemos dizer não, sem medo de perder ou magoar as pessoas. Quando ocorre o contrário, surgem sentimentos como medo, ansiedade, insegurança, e, principalmente, baixa auto-estima..
A assertividade envolve a defesa dos direitos pessoais e a expressão de pensamentos, sentimentos e crenças de formas direta, honesta e apropriada, e que não desrespeita os direitos de outras pessoas. “A mensagem básica é: ‘isto é o que eu penso, isto é o que eu sinto e esta é a maneira como eu vejo esta situação’.”
Como são as pessoas assertivas:
1. Acreditam profundamente no que dizem; são espontâneos e calmos.
2. Conhecem seus direitos e os direitos dos outros.
3. Conhecem seus limites e os respeitam.
4. Não permitem que controlem suas vidas e também não são agressivos.
5. Sabem o quanto podem recuar e quando impor limites.
6. São diretos no que dizem; falam de forma clara e com postura firme.
7. Agem objetivamente; são diretos e práticos.

Dicas:
1) Leia textos referentes aos direitos humanos e cidadania.
2) Comece a observar como as pessoas assertivas ao seu redor se comportam. Pergunte como se sentem e quais são as vantagens e desvantagens a curto e longo prazo de serem dessa forma.
3) Aguçe a capacidade de auto-observação e de identificação dos comportamentos socialmente aceitos.
4) Em alguns casos a psicoterapia pode ser mais eficaz e acelerar o processo de aprendizagem do treino das Habilidades Sociais.


quinta-feira, 8 de março de 2012

Pra entender

  
Origem da expressão Bode Expiatório
Na época do Templo de Jerusalém, durante as cerimônias hebraicas do Yom Kippur, um bode expiatório era separado do rebanho e deixado só na natureza selvagem. Esse ritual está escrito em Levítico, na Bíblia, no capítulo 16.
No ritual, dois bodes eram levados junto com um touro para um local de sacrifício. Nesse tempo havia um sorteio. Definido o resultado, um dos bodes era queimado no altar junto com o touro. O outro bode, o expiatório, ouvia os pecados do povo de Israel. O bode era solto posteriormente na natureza para levar o pecado do povo.
Hoje em dia, o termo “bode expiatório” é usado quando alguém leva sozinho a culpa sobre um fato negativo, crime ou calamidade. Um exemplo clássico de bode expiatório aconteceu com os judeus no período do nazismo.  Eles eram culpados pelos problemas políticos e econômicos da Alemanha.

 

2012: será o fim do mundo?
O ano de 2012 começou marcado por profecias do fim do mundo. Corre na internet que a data exata para o possível apocalipse seria o dia 21 de dezembro de 2012. Mas por que esses rumores de que o mundo acabará em 2012?
A explicação para essa teoria de fim do mundo seria o calendário Maia, antiga civilização conhecida por previsões astrológicas. Segundo a Teoria Maia, uma série de eventos terríveis, como a colisão de meteoros e planetas com a Terra, aconteceriam neste ano.
Em 2012, o calendário Maia vai acabar, mas isso não significa que os Maias acreditassem que isso marcaria o fim dos tempos. Cientificamente falando, a profecia Maia do fim do mundo é um mito e inclusive a Nasa, Agência Espacial Americana, já se manifestou sobre o tema.
Segundo a Nasa, o mundo não vai acabar em 2012. O que acontecerá este ano é uma tempestade solar que pode afetar as telecomunicações temporariamente, como os GPSs e os celulares.
E, em relação ao calendário Maia, muitos historiadores e pesquisadores acreditam que o a contagem do tempo se reinicia após o término do calendário.
É esperar pra ver. Aos precipitados é bom não tomar nenhuma decisão sem antes ver o que realmente vai acontecer em dezembro de 2012.


A lenda do cavaleiro sem cabeça
Na Escócia, os membros do Clã MacLaine, do distrito de Lochbuie, evitam a todo custo andar pela estrada da região durante a noite. Eles temem encontrar um dito "cavalo espectral" conduzido por um cavaleiro negro sem cabeça, e ouvir seu tropel de cascos brilhantes e o tinir sinistros de rédeas. Dizem os moradores do local que esse cavaleiro anuncia mortes iminentes.
O nome do cavaleiro é Ewen, que era filho e herdeiro do Chefe do clã MacLaine. Mas a inveja e ódio que sentia pelo pai, fez com que os dois caíssem em desgraça, e resolvessem as diferenças no Campo de Batalha de Lochbuie. Em 1538, os dois exércitos se encontraram e o filho acabou decapitado com um golpe de machado desferido por um dos seguidores de seu pai. Desde então, até hoje, muitas testemunhas afirmam ter visto e/ou ouvido Ewen, sem cabeça, em seu corcel negro, cavalgando para colher as almas dos Campos de Batalha.
Reza a lenda também que esse mensageiro da morte teria tido um presságio dele próprio. Na noite anterior ao conflito, Ewen teve um encontro com a Fada Lavadeira (uma figura folclórica escocesa aparentada com a Bansidhe Irlandesa e a Bruxa da Baba Galesa). Na véspera dos combates, era sua lúgubre função lavar as roupas dos guerreiros que morreriam no combate.
Ewen caminhava ao longo de um riacho quando viu a velha agachada à beira d'água, enxaguando uma pilha de camisas manchadas de sangue. Ele perguntou a ela se sua camisa estaria entre elas, e a resposta foi afirmativa. Ewen caindo no desespero, perguntou a velha se haveria algum jeito de reverter aquele prognóstico macabro. A velha disse que ele estaria livre da maldição se sua esposa, sem ser avisada, servisse manteiga para ele ao amanhecer. Mas a sorte não sorriu à Ewen, pois sua amável esposa não serviu manteiga na manhã seguinte. O infeliz mastigou estoicamente seu pão seco, rumando posteriormente para a batalha, sabendo que não retornaria.


Por que o preto é usado como símbolo de luto?
Basicamente, porque as pessoas tinham medo de fantasmas.
Nossos ancestrais acreditavam que os fantasmas ficam espreitando os locais de um recente enterro para procurar um corpo vivo para invadir.
As pessoas tentavam se esconder desses fantasmas pintando suas peles brancas de preto.
Muito depois, roupas pretas passaram a ser usadas com este propósito.
 

A Lenda do Amuleto de Pata de Coelho
Por que a pata de coelho é um amuleto?
No oeste europeu, antes de 600 AC, os homens consideravam os coelhos animais sagrados, por crerem que espíritos habitavam o corpo de animais e também por crerem que o homem descendia diretamente desses animais.
Depois, os celtas adotaram parte dessas antigas crenças, que coelhos eram sagrados e que espíritos habitavam seus corpos. Os celtas baseavam sua crença no fato destes animais passarem muito tempo em suas tocas, acreditando que os corpos dos coelhos fossem habitados por espíritos do subterrâneo, com os quais se comunicavam.
Outra razão dos celtas acreditarem na sacralidade dos coelhos foi por causa de seu poder de procriação. Acreditavam que os coelhos eram símbolos da reprodução e, por consequência, da saúde e prosperidade. Já que os coelhos em si eram considerados como sendo de sorte, seguiu-se que qualquer parte de seu corpo também seria.


Lampião - Herói ou Bandido
Virgulino nasceu no dia 07 de Julho de 1897, no Sítio Passagem das Pedras, na Serra Vermelha, atual Serra Talhada. Seus pais eram José Ferreira e Maria Sulena da Purificação.
O bando do mais temido dos cangaceiros, entrava cantando nas cidades e vilarejos. Com chapelões em forma de meia lua ricamente ornamentados com moedas de ouro e prata e roupas de couro, os bandidos chegavam a pé e pediam dinheiro, comida e apoio. Se a população negasse, a cantiga cedia lugar à marcha fúnebre: crianças eram sequestradas, mulheres violentadas e homens, rasgados a punhal. Mas, caso os pedidos fossem atendidos, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, organizava um baile e distribuía esmolas.
Na manhã seguinte, antes que os soldados da volante viessem, o bando partia em fila indiana, todos pisando na mesma pegada. O último ia de costas, apagando o rastro com uma folhagem.
Foi assim por quase três décadas. Vagando por sete Estados, Virgulino semeava terror e morte no sertão. O fracasso das operações preparadas para capturá-lo e as recompensas oferecidas a quem o matasse só aumentaram a sua fama. Admirado pela sua valentia, o facínora acabou convertido em herói. Em 1931, o jornal New York Times chegou a apresentá-lo como um ROBIN HOOD DA CAATINGA, que roubava dos ricos para dar aos pobres. O próprio Lampião, era tão vaidoso, a ponto de só usar perfume francês e de distribuir cartões de visita com sua foto. Gostava também, de entrar nos povoados atirando moedas.
Fisicamente, Lampião era um homem de 1,70 m de altura, amulatado, corpulento e cego de um olho. Adorava adornar seus dedos com anéis e usava no pescoço lenços de cores berrantes, preso por valioso anel de doutor em Direito.
Era, porém, um bandido sanguinário. Durante suas andanças, arrancou olhos, cortou línguas, e decepou orelhas. Castrou um homem dizendo que ele precisava engordar. Moças que usassem cabelos ou vestidos curtos ele punia marcando o rosto a ferro quente. Em Bonito de Santa Fé, em 1923, deu início ao estupro coletivo da mulher do delegado. Vinte e cinco homens participaram da violação.
A sua sanha assassina foi despertada em 1915. Virgulino contava com 18 anos quando um coronel inimigo encomendou a morte de seus pais.
- "Vou matar até morrer" - prometeu ele, cheio de ódio e desejo de vingança.
Alistou-se em um bando de cangaceiros e foi logo promovido a líder. Envolveu-se em cerca de 200 combates com as "volantes", que resultaram em um milhar de mortes. As "volantes" eram constituídas de "cabras" ou "capangas" que eram familiarizados com o sertão. Elas acabaram tornando-se mais temidas pela população do que os próprios cangaceiros, pois além de se utilizarem da violência, possuíam o respaldo do governo.
O célebre apelido, recebeu depois de iluminar a noite com tiros de espingarda para que um companheiro achasse um cigarro.


terça-feira, 6 de março de 2012

Pais poderão faltar ao trabalho para participar de reunião em escola de filho



O trabalhador que precisar faltar ao trabalho para participar de reunião na escola de seus filhos, uma vez por semestre, poderá ter a ausência abonada, sem prejuízo do salário. A medida consta de projeto (PLS 620/ 2011) de autoria da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), aprovado nesta terça-feira (6) na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).


A proposta inclui a participação em reuniões escolares entre as hipóteses de ausência justificada ao trabalho, previstas no artigo 473 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Para não ter o dia descontado, o trabalhador precisará comprovar o comparecimento à escola. Com a proposta, Lídice da Mata quer incentivar os pais a acompanharem mais de perto a educação dos filhos.

As reuniões escolares normalmente acontecem no período de trabalho dos pais, sendo essencial que eles contem com a possibilidade de abono da falta ao serviço, para que possam comparecer a esses encontros, sem prejuízos em seus salários.

A proposta segue para a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) e depois para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde será votada terminativamente.


Agencia Senado