domingo, 1 de maio de 2011

Exercício no calor


Ajustes Circulatórios
O corpo depara-se com duas demandas cardiovasculares competitivas ao exercitar-se em um quente:
1 - Os músculos necessitam do fornecimento de sangue arterial (oxigênio) para suportar o metabolismo energético.
2 - O sangue arterial deve ser desviado para a periferia a fim de transportar calor metabólico para que ocorra esfriamento na superfície da pele; esse sangue não pode fornecer seu oxigênio aos músculos ativos.
O exercício submáximo produz débitos cardíacos semelhantes em ambientes quentes e frios. Entretanto, o volume sistólico do coração costuma ser mais baixo no calor, em proporção direta com o déficit de líquido criado no exercício.
O volume sistólico reduzido está associado intimamente à redução no volume sangüíneo. Isso corresponde a freqüências cardíacas mais altas para todos os níveis submáximos de exercício no calor. Em contrapartida, o aumento compensatório reflexo na freqüência cardíaca no exercício máximo não consegue contrabalançar a redução no volume sistólico, o que acarreta uma queda no débito cardíaco máximo.

Perda de Água no Calor: Desidratação
A desidratação refere-se à perda de água corporal. Uma sessão moderada de exercício durante 1 hora em geral produz uma perda de suor de 0,5 a 1,01. Uma perda hídrica muito maior ocorre com várias horas de exercício árduo em um ambiente quente.
Uma perda de água que não é induzida pelo exercício ocorre também quando atletas de potência (lutadores, boxeadores, levantadores de peso e remadores) tentam agressivamente “ajustar o peso” através de uma redução ponderal rápida utilizando técnicas comuns de desidratação – exposição ao calor extremo por sauna, sala a vapor, turbilhão ou ducha de água quente, restrição de líquidos e de alimentos, uso de diuréticos e laxativos, e vômitos.
Com freqüência, os atletas combinam essas técnicas na esperança de acelerar a perda de peso. O risco de enfermidade induzida pelo calor aumenta muito quando alguém começa a exercita-se em um estado desidratado.
A tolerância reduzida ao calor compromete profundamente a função cardiovascular e a capacidade de realizar exercícios, particularmente com exercício intenso em ambientes quentes. Já que o suor continua sendo hipotônico em relação a outros líquidos corporais.

Cãibras Induzidas pelo Calor
As cãibras induzidas pelo calor (espasmos musculares involuntários) ocorrem durante ou após uma atividade física intensa, habitualmente nos músculos específicos exercitados. Com freqüência, a temperatura central se mantém na variação normal.
Um desequilíbrio no nível dos líquidos corporais e nas concentrações eletrolíticas produz essa forma de enfermidade induzida pelo calor. A transpiração também acarreta perda de eletrólitos durante a exposição prolongada ao calor.
Se esses minerais não forem repostos, podem ocorrer dores e espasmos musculares, mais comumente no abdome e nas extremidades. A ingestão de grandes quantidades de água e o aumento na ingestão diária de sal vários dias antes do estresse térmico em geral previnem essa enfermidade relacionada ao calor.
Vestimenta para Clima Quente
A vestimenta seca, por mais leve que seja, retarda a permuta de calor muito mais que a mesma vestimenta plenamente úmida. Recorrer sistematicamente a um novo uniforme seco de tênis, de basquete ou de futebol americano (sempre que estiver molhado) faz pouco sentido em um clima quente para conseguir a regulação da temperatura. A perda de calor por evaporação ocorre somente quando a roupa fica totalmente molhada. Um uniforme seco serve simplesmente para prolongar o período de tempo entre a transpiração e o esfriamento evaporativo.
Materiais diferentes absorvem água em ritmos diferentes. As roupas de algodão e de linho absorvem prontamente a umidade. Em contrapartida, as “blusas para suar” pesadas e as roupas de borracha ou de plástico produzem uma alta umidade relativa próximo da pele, retardando a vaporização da umidade existente em sua superfície; isso reduz acentuadamente ou até previne o esfriamento evaporativo.
A vestimenta para um clima quente deve ser folgada para permitir a circulação livre do ar entre a pele e o meio ambiente de forma a promover a convecção e a evaporação a partir da pele. A cor também exerce alguma influencia; as cores escuras absorvem os raios luminosos e promovem os ganhos de calor radiante, enquanto as roupas de cores claras refletem os raios de calor.

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